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Brasil

Setor alimentício adota agricultura regenerativa para cortar emissões

Empresas de alimentos adotam práticas de agricultura regenerativa para reduzir emissões.

22/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 04h44
Setor alimentício adota agricultura regenerativa para cortar emissões

Empresas de alimentos buscam práticas que restauram o solo e reduzem gases de efeito estufa. A cadeia produtiva responde por quase um terço das emissões globais.

A agricultura global e a cadeia de suprimentos de alimentos respondem por quase um terço das emissões globais de gases de efeito estufa. As fazendas são responsáveis por quase metade dessas emissões. Diante dessa realidade, as empresas do setor alimentício estão se voltando para práticas de agricultura regenerativa, que visam restaurar a saúde do solo e, consequentemente, reduzir o impacto ambiental da produção agrícola.

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Chuck de Liedekerke, CEO e cofundador da Soil Capital, empresa belga dedicada à agricultura regenerativa, destacou a urgência dessa transformação. “Nunca foi tão evidente que nosso sistema alimentar precisa ser consertado”, afirmou. A prática de agricultura regenerativa inclui técnicas que favorecem a fertilidade do solo e a retenção de carbono, fundamentais para aumentar a resiliência das lavouras às mudanças climáticas.

O solo tem a capacidade de armazenar carbono, o que é crucial para a fertilidade das terras agrícolas. Liedekerke enfatizou que a fertilidade dos solos é um “dos principais motores da fertilidade” e que sua gestão adequada pode ajudar na retenção de água, tornando as culturas mais resistentes à seca. No entanto, o uso de máquinas pesadas pode comprometer essa capacidade, liberando carbono de volta para a atmosfera.

Os agricultores que se associam à Soil Capital se comprometem a aumentar os níveis de carbono em seus solos, adotando práticas como a redução da movimentação do solo, o uso limitado de fertilizantes químicos e o aumento da diversidade de culturas. A empresa também emite certificados que refletem a quantidade de carbono armazenada, os quais são vendidos a empresas parceiras para compensar suas emissões de CO₂.

“O que impede muitos produtores de adotar a agricultura regenerativa é o risco que precisam assumir em um contexto de margens muito apertadas”, afirmou Liedekerke.

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Recentemente, a Soil Capital firmou uma parceria com a Nestlé, que planeja obter 50% de seus principais ingredientes de agricultores que utilizam práticas regenerativas até 2030. Isso se deve ao fato de que o fornecimento de ingredientes representa mais de 70% das emissões totais da empresa.

Outras grandes empresas, como a Unilever e a PepsiCo, também estão se comprometendo a adotar práticas regenerativas em larga escala. A Unilever visa implementar essas práticas em mais de 1 milhão de hectares, enquanto a PepsiCo busca fazê-lo em cerca de 4 milhões de hectares até 2030.

Embora a adoção da agricultura regenerativa esteja crescendo, há ceticismo sobre sua eficácia em mitigar as mudanças climáticas. Timothy Searchinger, do World Resources Institute, expressou dúvidas sobre a capacidade de sequestrar grandes volumes de carbono em solos agrícolas em produção contínua. Ele argumenta que, embora técnicas como o uso de culturas de cobertura possam contribuir para a captura de carbono, a sua implementação ainda enfrenta desafios significativos.

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Em meio a essas discussões, fica claro que a agricultura regenerativa representa um passo importante para a sustentabilidade no setor agrícola, mas sua adoção em larga escala requer superação de barreiras tanto financeiras quanto práticas.

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Empresas de alimentos buscam práticas que restauram o solo e reduzem gases de efeito estufa. A cadeia produtiva responde por quase um terço das emissões globais.

A agricultura global e a cadeia de suprimentos de alimentos respondem por quase um terço das emissões globais de gases de efeito estufa. As fazendas são responsáveis por quase metade dessas emissões. Diante dessa realidade, as empresas do setor alimentício estão se voltando para práticas de agricultura regenerativa, que visam restaurar a saúde do solo e, consequentemente, reduzir o impacto ambiental da produção agrícola.

Chuck de Liedekerke, CEO e cofundador da Soil Capital, empresa belga dedicada à agricultura regenerativa, destacou a urgência dessa transformação. “Nunca foi tão evidente que nosso sistema alimentar precisa ser consertado”, afirmou. A prática de agricultura regenerativa inclui técnicas que favorecem a fertilidade do solo e a retenção de carbono, fundamentais para aumentar a resiliência das lavouras às mudanças climáticas.

O solo tem a capacidade de armazenar carbono, o que é crucial para a fertilidade das terras agrícolas. Liedekerke enfatizou que a fertilidade dos solos é um “dos principais motores da fertilidade” e que sua gestão adequada pode ajudar na retenção de água, tornando as culturas mais resistentes à seca. No entanto, o uso de máquinas pesadas pode comprometer essa capacidade, liberando carbono de volta para a atmosfera.

Os agricultores que se associam à Soil Capital se comprometem a aumentar os níveis de carbono em seus solos, adotando práticas como a redução da movimentação do solo, o uso limitado de fertilizantes químicos e o aumento da diversidade de culturas. A empresa também emite certificados que refletem a quantidade de carbono armazenada, os quais são vendidos a empresas parceiras para compensar suas emissões de CO₂.

“O que impede muitos produtores de adotar a agricultura regenerativa é o risco que precisam assumir em um contexto de margens muito apertadas”, afirmou Liedekerke.

Recentemente, a Soil Capital firmou uma parceria com a Nestlé, que planeja obter 50% de seus principais ingredientes de agricultores que utilizam práticas regenerativas até 2030. Isso se deve ao fato de que o fornecimento de ingredientes representa mais de 70% das emissões totais da empresa.

Outras grandes empresas, como a Unilever e a PepsiCo, também estão se comprometendo a adotar práticas regenerativas em larga escala. A Unilever visa implementar essas práticas em mais de 1 milhão de hectares, enquanto a PepsiCo busca fazê-lo em cerca de 4 milhões de hectares até 2030.

Embora a adoção da agricultura regenerativa esteja crescendo, há ceticismo sobre sua eficácia em mitigar as mudanças climáticas. Timothy Searchinger, do World Resources Institute, expressou dúvidas sobre a capacidade de sequestrar grandes volumes de carbono em solos agrícolas em produção contínua. Ele argumenta que, embora técnicas como o uso de culturas de cobertura possam contribuir para a captura de carbono, a sua implementação ainda enfrenta desafios significativos.

Em meio a essas discussões, fica claro que a agricultura regenerativa representa um passo importante para a sustentabilidade no setor agrícola, mas sua adoção em larga escala requer superação de barreiras tanto financeiras quanto práticas.

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