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Aracaju, Quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Brasil negocia acordo com UE para evitar restrições às exportações de carne

Agro

Brasil negocia acordo com UE para evitar restrições às exportações de carne

Ministério da Agricultura discute protocolo de transição com a União Europeia para carnes.

17/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 07h38
Brasil negocia acordo com UE para evitar restrições às exportações de carne

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O governo brasileiro tenta garantir um protocolo de transição com a União Europeia para evitar barreiras às exportações de carnes. O ponto central é o uso de antimicrobianos na produção animal.

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém uma perspectiva otimista em relação às negociações com a União Europeia. O objetivo é estabelecer um acordo que evite restrições às exportações brasileiras de carnes, especialmente devido ao uso irregular de antimicrobianos. Essa avaliação foi feita pelo secretário executivo da pasta, Cleber Soares.

Soares destacou que o governo brasileiro ainda está em diálogo com as autoridades europeias sobre um protocolo de transição que visa atender às novas exigências do bloco. Essas exigências estão relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.

“O assunto está na pauta das negociações e nossa expectativa é avançar positivamente por conta da boa relação entre o Brasil e a União Europeia”, afirmou.

O secretário explicou que as conversas não se restringem apenas a questões sanitárias, mas também envolvem aspectos comerciais. Um dos pontos em discussão é a ampliação das exportações brasileiras de açúcar e etanol para o mercado europeu.

Embora a União Europeia represente menos de 5% das exportações brasileiras de carnes, Soares enfatizou que o bloco continua a ser um mercado estratégico, principalmente pela valorização dos produtos brasileiros. Ele ressaltou a importância de preservar esse mercado enquanto busca novas oportunidades em outros destinos internacionais.

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“O Japão remunera melhor determinados cortes, o México abriu um mercado importante para a carne brasileira e países africanos também vêm aumentando a demanda, especialmente por carne de frango”, disse.

O Ministério da Agricultura considera vital chegar a um entendimento com os europeus para evitar impactos negativos sobre a reputação da carne brasileira no mercado global. Para Soares, as exigências da União Europeia não colocam em dúvida a qualidade do sistema de defesa agropecuária do Brasil.

“O Brasil possui um sistema de defesa agropecuária extremamente robusto. Isso não pode, em hipótese alguma, denegrir a qualidade do nosso controle sanitário”, afirmou.

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O secretário observou que o país possui um dos maiores programas de vigilância sanitária do mundo, destacando a eficiência no controle de episódios recentes, como os casos de influenza aviária. Atualmente, o Brasil exporta cerca de 43% da carne de frango comercializada globalmente, evidenciando a confiança internacional no sistema sanitário nacional.

Uma das alternativas em discussão é a implementação de uma regra de transição para atender às exigências europeias. Soares acredita que a adaptação será mais simples na cadeia de frangos, cujo ciclo produtivo é de aproximadamente 40 dias. Em contrapartida, a pecuária bovina demanda entre 18 e 20 meses para completar o ciclo.

“Estamos discutindo justamente uma transição para que esse processo ocorra de forma organizada, sem comprometer a competitividade do setor”, concluiu.

O secretário participou do Veja Fórum Agro nesta terça-feira (16), onde destacou que as negociações estão sendo conduzidas em níveis técnico e diplomático, envolvendo o Ministério da Agricultura, o Itamaraty e a Presidência da República.

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O governo brasileiro tenta garantir um protocolo de transição com a União Europeia para evitar barreiras às exportações de carnes. O ponto central é o uso de antimicrobianos na produção animal.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém uma perspectiva otimista em relação às negociações com a União Europeia. O objetivo é estabelecer um acordo que evite restrições às exportações brasileiras de carnes, especialmente devido ao uso irregular de antimicrobianos. Essa avaliação foi feita pelo secretário executivo da pasta, Cleber Soares.

Soares destacou que o governo brasileiro ainda está em diálogo com as autoridades europeias sobre um protocolo de transição que visa atender às novas exigências do bloco. Essas exigências estão relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.

“O assunto está na pauta das negociações e nossa expectativa é avançar positivamente por conta da boa relação entre o Brasil e a União Europeia”, afirmou.

O secretário explicou que as conversas não se restringem apenas a questões sanitárias, mas também envolvem aspectos comerciais. Um dos pontos em discussão é a ampliação das exportações brasileiras de açúcar e etanol para o mercado europeu.

Embora a União Europeia represente menos de 5% das exportações brasileiras de carnes, Soares enfatizou que o bloco continua a ser um mercado estratégico, principalmente pela valorização dos produtos brasileiros. Ele ressaltou a importância de preservar esse mercado enquanto busca novas oportunidades em outros destinos internacionais.

“O Japão remunera melhor determinados cortes, o México abriu um mercado importante para a carne brasileira e países africanos também vêm aumentando a demanda, especialmente por carne de frango”, disse.

O Ministério da Agricultura considera vital chegar a um entendimento com os europeus para evitar impactos negativos sobre a reputação da carne brasileira no mercado global. Para Soares, as exigências da União Europeia não colocam em dúvida a qualidade do sistema de defesa agropecuária do Brasil.

“O Brasil possui um sistema de defesa agropecuária extremamente robusto. Isso não pode, em hipótese alguma, denegrir a qualidade do nosso controle sanitário”, afirmou.

O secretário observou que o país possui um dos maiores programas de vigilância sanitária do mundo, destacando a eficiência no controle de episódios recentes, como os casos de influenza aviária. Atualmente, o Brasil exporta cerca de 43% da carne de frango comercializada globalmente, evidenciando a confiança internacional no sistema sanitário nacional.

Uma das alternativas em discussão é a implementação de uma regra de transição para atender às exigências europeias. Soares acredita que a adaptação será mais simples na cadeia de frangos, cujo ciclo produtivo é de aproximadamente 40 dias. Em contrapartida, a pecuária bovina demanda entre 18 e 20 meses para completar o ciclo.

“Estamos discutindo justamente uma transição para que esse processo ocorra de forma organizada, sem comprometer a competitividade do setor”, concluiu.

O secretário participou do Veja Fórum Agro nesta terça-feira (16), onde destacou que as negociações estão sendo conduzidas em níveis técnico e diplomático, envolvendo o Ministério da Agricultura, o Itamaraty e a Presidência da República.

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