Uma pistola Glock encontrada com ex-agente do GSI coloca Bolsonaro no centro de inquérito da PCDF. Tudo depende agora de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes para o depoimento acontecer.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) espera uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para convocar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a depor no inquérito que investiga a apreensão de uma arma registrada em seu nome. A apreensão ocorreu durante uma blitz, quando a polícia encontrou uma pistola Glock, calibre 9 milímetros, com um ex-agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
No último dia 18, a PCDF enviou um ofício ao STF solicitando autorização para intimar Bolsonaro a prestar depoimento por videoconferência no dia 24 de junho, às 15h. A polícia informou que a tentativa de intimação pessoal não foi bem-sucedida devido à interveniência da equipe de escolta do ex-presidente.
A investigação foi iniciada após a apreensão da pistola, e o militar que estava com a arma declarou que ela seria levada para manutenção. Em manifestação anterior, a defesa de Bolsonaro confirmou que a pistola apreendida realmente pertence ao ex-presidente e explicou que membros de sua equipe de segurança removeram o percussor da arma sem a sua autorização, temendo possíveis acidentes, já que Bolsonaro utiliza medicamentos psiquiátricos que podem afetar sua capacidade cognitiva.
Aliados de Jair Bolsonaro demonstram preocupação com a possibilidade de revogação de sua prisão domiciliar após a apreensão da arma. Eles avaliam que as decisões do STF têm sido desfavoráveis ao ex-presidente, o que gera apreensão no grupo.
Reservadamente, integrantes do círculo próximo a Bolsonaro afirmam que ‘tudo pode acontecer’ em decorrência deste novo episódio. Eles lembram decisões tomadas pelo Supremo ao longo das investigações que envolvem o ex-presidente e criticam a atuação da Corte, argumentando que o país enfrenta um ‘Estado de exceção’ e que Moraes estaria se comportando como um ‘agente político’. Apesar das preocupações, os aliados garantem que, mesmo após a apreensão da arma, não há justificativa para que a Corte altere a decisão sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro.
O ex-presidente está em prisão domiciliar humanitária temporária em sua residência em Brasília desde março, devido a problemas de saúde. O prazo de 90 dias para que o Supremo reavalie essa medida se encerra em 25 de junho.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

