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Aracaju, Quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Tarifas dos EUA impactam Brasil, governo Lula e Flávio Bolsonaro, diz especialista

Eleições

Tarifas dos EUA impactam Brasil, governo Lula e Flávio Bolsonaro, diz especialista

Especialistas avaliam os impactos das tarifas dos EUA sobre o Brasil e a política interna.

16/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h17
Tarifas dos EUA impactam Brasil, governo Lula e Flávio Bolsonaro, diz especialista

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O governo dos Estados Unidos oficializou nesta quinta-feira (15) uma nova rodada de tarifas sobre produtos brasileiros, que inclui uma alíquota adicional de 25% sobre diversos itens. A decisão foi tomada após recomendação do USTR e pode ter impactos significativos para a economia do Brasil e para a política interna, especialmente no que se refere ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto.

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Em entrevista, o professor Maurício Moura, da Universidade George Washington, destacou que o chamado “tarifaço” é prejudicial para todos os envolvidos. Ele afirmou:

“Obviamente, dá a sensação de que quem vai pagar a conta no final vai ser o consumidor, vai ser o eleitor.”

Segundo Moura, é crucial monitorar os efeitos práticos da medida na economia brasileira, especialmente em relação ao emprego, à inflação e ao custo de produtos e serviços.

O especialista também comentou que a nova tarifa pode representar um desafio adicional para a campanha de Flávio Bolsonaro, observando um padrão nas ações do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em momentos de crise. Moura explicou:

“Toda vez que teve uma crise, ele viajou para Washington para tentar, de alguma maneira, estabelecer ou demonstrar uma parceria, uma aliança e uma proximidade com Donald Trump, primeiro para desviar o assunto e, segundo, para mostrar o peso político dele com a Casa Branca.”

Entretanto, ele acredita que o “tarifaço” contradiz essa narrativa, evidenciando que a suposta proximidade com o governo americano não traz benefícios concretos para os eleitores.

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Durante o debate, o analista Lourival Sant’Anna também se manifestou sobre o assunto e rejeitou a ideia de que o “tarifaço” seja uma consequência da influência do bolsonarismo sobre o governo dos EUA. Ele afirmou:

“Isso é superestimar a influência dos bolsonaristas e da sua corrente sobre o governo americano. Eles não têm essa influência.”

Sant’Anna destacou que o que os aliados de Bolsonaro podem fazer é, no máximo, contribuir com subsídios para que o governo americano adote medidas que já estavam em andamento, como a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

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O analista também mencionou que o presidente Donald Trump é defensor de tarifas há décadas, mantendo uma visão mercantilista do comércio internacional. Segundo ele,

“O Trump acredita em tarifas há 40 anos. Ele vê o mercado americano como uma loja de departamentos: para você entrar, você tem que pagar um ingresso.”

Essa postura torna o Brasil particularmente vulnerável, uma vez que o país possui uma história de protecionismo.

Por fim, o Reino Unido foi citado como um exemplo de país que conseguiu mitigar o impacto das tarifas rapidamente, fechando um acordo com os Estados Unidos poucos meses após o início das medidas.

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O governo dos Estados Unidos oficializou nesta quinta-feira (15) uma nova rodada de tarifas sobre produtos brasileiros, que inclui uma alíquota adicional de 25% sobre diversos itens. A decisão foi tomada após recomendação do USTR e pode ter impactos significativos para a economia do Brasil e para a política interna, especialmente no que se refere ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto.

Em entrevista, o professor Maurício Moura, da Universidade George Washington, destacou que o chamado “tarifaço” é prejudicial para todos os envolvidos. Ele afirmou:

“Obviamente, dá a sensação de que quem vai pagar a conta no final vai ser o consumidor, vai ser o eleitor.”

Segundo Moura, é crucial monitorar os efeitos práticos da medida na economia brasileira, especialmente em relação ao emprego, à inflação e ao custo de produtos e serviços.

O especialista também comentou que a nova tarifa pode representar um desafio adicional para a campanha de Flávio Bolsonaro, observando um padrão nas ações do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em momentos de crise. Moura explicou:

“Toda vez que teve uma crise, ele viajou para Washington para tentar, de alguma maneira, estabelecer ou demonstrar uma parceria, uma aliança e uma proximidade com Donald Trump, primeiro para desviar o assunto e, segundo, para mostrar o peso político dele com a Casa Branca.”

Entretanto, ele acredita que o “tarifaço” contradiz essa narrativa, evidenciando que a suposta proximidade com o governo americano não traz benefícios concretos para os eleitores.

Durante o debate, o analista Lourival Sant’Anna também se manifestou sobre o assunto e rejeitou a ideia de que o “tarifaço” seja uma consequência da influência do bolsonarismo sobre o governo dos EUA. Ele afirmou:

“Isso é superestimar a influência dos bolsonaristas e da sua corrente sobre o governo americano. Eles não têm essa influência.”

Sant’Anna destacou que o que os aliados de Bolsonaro podem fazer é, no máximo, contribuir com subsídios para que o governo americano adote medidas que já estavam em andamento, como a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

O analista também mencionou que o presidente Donald Trump é defensor de tarifas há décadas, mantendo uma visão mercantilista do comércio internacional. Segundo ele,

“O Trump acredita em tarifas há 40 anos. Ele vê o mercado americano como uma loja de departamentos: para você entrar, você tem que pagar um ingresso.”

Essa postura torna o Brasil particularmente vulnerável, uma vez que o país possui uma história de protecionismo.

Por fim, o Reino Unido foi citado como um exemplo de país que conseguiu mitigar o impacto das tarifas rapidamente, fechando um acordo com os Estados Unidos poucos meses após o início das medidas.

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