Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Pular para o conteúdo

TCESP aprova contas de Tarcísio, mas aponta falhas na gestão financeira

Brasil

TCESP aprova contas de Tarcísio, mas aponta falhas na gestão financeira

TCESP aprova contas do governo Tarcísio referentes a 2025 com ressalvas sobre gestão.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h01
TCESP aprova contas de Tarcísio, mas aponta falhas na gestão financeira

Publicidade

O Tribunal de Contas de SP deu aval às contas de 2025 do governador Tarcísio, mas registrou ressalvas. Benefícios fiscais superaram investimentos diretos entre 2020 e 2023, acendendo alerta sobre transparência.

Publicidade

Publicidade

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) aprovou, nesta quarta-feira (17), as contas do governador Tarcísio de Freitas referentes ao ano de 2025. O parecer foi elaborado pelo conselheiro corregedor Marco Aurélio Bertaiolli, que, embora tenha aprovado as contas, fez uma série de ressalvas relacionadas à saúde financeira e à transparência da gestão do Estado.

De acordo com a análise do TCESP, o montante de benefícios fiscais concedidos superou os investimentos diretos realizados pelo Estado entre os anos de 2020 e 2023. As projeções indicam que, entre 2026 e 2028, as renúncias fiscais podem aumentar de R$ 83,05 bilhões para R$ 93,77 bilhões, o que representa um crescimento de 6,26% ao ano. Esse ritmo de crescimento é superior à expectativa de arrecadação do governo, que deve ser de 5,78% ao ano.

A relatoria também identificou que cerca de 1% das empresas cadastradas como beneficiárias concentram aproximadamente 80% de todos os benefícios tributários. Além disso, a auditoria criticou a falta de cruzamento de dados entre os registros. O relatório revelou que 3.301 empresas que recebiam isenções ou reduções de ICMS estavam simultaneamente registradas no Cadastro Informativo dos Créditos Não Quitados (Cadin). Outras 25 grandes devedoras acumulavam R$ 3,9 bilhões em dívidas com o Estado, enquanto recebiam R$ 12,2 bilhões em renúncias fiscais.

Em função dessas constatações, Bertaiolli determinou o fim do sigilo nas concessões de benefícios fiscais a empresas, obrigando o governo a divulgar o CNPJ de todas as empresas beneficiadas. Ele também recomendou que a gestão paulista evitasse reprogramações frequentes das metas fiscais e promovesse maior transparência nas alterações orçamentárias através de decretos.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Outro ponto destacado pelo relator foi a aceleração na concessão de serviços públicos à iniciativa privada e nas terceirizações, observando que a fiscalização e a regulamentação do Estado não acompanharam o aumento das transferências. Bertaiolli alertou que a gestão de Tarcísio não criou uma estrutura eficiente para regular e fiscalizar os contratos de concessões e parcerias com o terceiro setor, afirmando:

“É preciso ser vigilante e criar instrumentos mais eficazes de rastreabilidade para que eventuais correções de rumo ocorram o mais rápido possível”

.

Publicidade

Apesar de atender aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal em relação aos gastos com pessoal e endividamento, o TCE expressou preocupação com a evolução das despesas e o peso da previdência. A relação entre receitas e despesas correntes alcançou 92,43% em 2025, aproximando-se do teto permitido pela Constituição, que é de 95%.

Ao final da sessão, os demais conselheiros da Corte acompanharam por unanimidade o voto do relator Marco Bertaiolli.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Publicidade

O Tribunal de Contas de SP deu aval às contas de 2025 do governador Tarcísio, mas registrou ressalvas. Benefícios fiscais superaram investimentos diretos entre 2020 e 2023, acendendo alerta sobre transparência.

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) aprovou, nesta quarta-feira (17), as contas do governador Tarcísio de Freitas referentes ao ano de 2025. O parecer foi elaborado pelo conselheiro corregedor Marco Aurélio Bertaiolli, que, embora tenha aprovado as contas, fez uma série de ressalvas relacionadas à saúde financeira e à transparência da gestão do Estado.

De acordo com a análise do TCESP, o montante de benefícios fiscais concedidos superou os investimentos diretos realizados pelo Estado entre os anos de 2020 e 2023. As projeções indicam que, entre 2026 e 2028, as renúncias fiscais podem aumentar de R$ 83,05 bilhões para R$ 93,77 bilhões, o que representa um crescimento de 6,26% ao ano. Esse ritmo de crescimento é superior à expectativa de arrecadação do governo, que deve ser de 5,78% ao ano.

A relatoria também identificou que cerca de 1% das empresas cadastradas como beneficiárias concentram aproximadamente 80% de todos os benefícios tributários. Além disso, a auditoria criticou a falta de cruzamento de dados entre os registros. O relatório revelou que 3.301 empresas que recebiam isenções ou reduções de ICMS estavam simultaneamente registradas no Cadastro Informativo dos Créditos Não Quitados (Cadin). Outras 25 grandes devedoras acumulavam R$ 3,9 bilhões em dívidas com o Estado, enquanto recebiam R$ 12,2 bilhões em renúncias fiscais.

Em função dessas constatações, Bertaiolli determinou o fim do sigilo nas concessões de benefícios fiscais a empresas, obrigando o governo a divulgar o CNPJ de todas as empresas beneficiadas. Ele também recomendou que a gestão paulista evitasse reprogramações frequentes das metas fiscais e promovesse maior transparência nas alterações orçamentárias através de decretos.

Outro ponto destacado pelo relator foi a aceleração na concessão de serviços públicos à iniciativa privada e nas terceirizações, observando que a fiscalização e a regulamentação do Estado não acompanharam o aumento das transferências. Bertaiolli alertou que a gestão de Tarcísio não criou uma estrutura eficiente para regular e fiscalizar os contratos de concessões e parcerias com o terceiro setor, afirmando:

“É preciso ser vigilante e criar instrumentos mais eficazes de rastreabilidade para que eventuais correções de rumo ocorram o mais rápido possível”

.

Apesar de atender aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal em relação aos gastos com pessoal e endividamento, o TCE expressou preocupação com a evolução das despesas e o peso da previdência. A relação entre receitas e despesas correntes alcançou 92,43% em 2025, aproximando-se do teto permitido pela Constituição, que é de 95%.

Ao final da sessão, os demais conselheiros da Corte acompanharam por unanimidade o voto do relator Marco Bertaiolli.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA