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Economia

Tesouro rejeita empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios por juros acima do limite

O Tesouro Nacional vetou a operação de crédito de R$ 20 bilhões solicitada pelos Correios a um consórcio de cinco bancos, alegando que a taxa de 136% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) proposta pelas instituições supera o teto de 120% permitido em operações com garantia da União por dez anos. A decisão foi comunicada […]

04/12/2025 · 08h55
Tesouro rejeita empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios por juros acima do limite

O Tesouro Nacional vetou a operação de crédito de R$ 20 bilhões solicitada pelos Correios a um consórcio de cinco bancos, alegando que a taxa de 136% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) proposta pelas instituições supera o teto de 120% permitido em operações com garantia da União por dez anos.

A decisão foi comunicada na segunda-feira (2) ao presidente da estatal, Emmanoel Rondon, durante reunião no Ministério da Fazenda. Sem o aval do Tesouro, a União não poderá oferecer a garantia que cobriria eventual inadimplência da empresa, condição considerada essencial para viabilizar o empréstimo.

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Condições do empréstimo

O financiamento havia sido aprovado pelo Conselho de Administração dos Correios no sábado (29) e seria coordenado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. Com a Selic em 15% ao ano, a taxa de 136% do CDI corresponderia a aproximadamente 20% ao ano; no limite estabelecido de 120% do CDI, o custo cairia para cerca de 18% ao ano.

Alternativas em discussão

Após a negativa, Correios e bancos podem renegociar as condições para adequar a taxa ao patamar permitido ou aguardar um possível aporte direto do Tesouro. De janeiro a setembro, a estatal acumulou prejuízo de R$ 6,05 bilhões.

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Em comunicado interno, a diretoria informou que segue “trabalhando, em conjunto com os ministérios, na avaliação de alternativas que reforcem a liquidez imediata dos Correios”, garantindo a continuidade do processo de recuperação financeira.

Plano de reestruturação

A negociação do empréstimo começou em outubro como parte de um plano apresentado em novembro para modernizar a companhia. As medidas incluem programa de demissão voluntária, fechamento de mil agências e venda de R$ 1,5 bilhão em imóveis. Dos R$ 20 bilhões pretendidos, R$ 1,8 bilhão seria destinado a quitar dívidas, enquanto o restante serviria para pagar fornecedores, renovar o serviço de encomendas e buscar novas fontes de receita.

Com informações de Agência Brasil

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O Tesouro Nacional vetou a operação de crédito de R$ 20 bilhões solicitada pelos Correios a um consórcio de cinco bancos, alegando que a taxa de 136% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) proposta pelas instituições supera o teto de 120% permitido em operações com garantia da União por dez anos.

A decisão foi comunicada na segunda-feira (2) ao presidente da estatal, Emmanoel Rondon, durante reunião no Ministério da Fazenda. Sem o aval do Tesouro, a União não poderá oferecer a garantia que cobriria eventual inadimplência da empresa, condição considerada essencial para viabilizar o empréstimo.

Condições do empréstimo

O financiamento havia sido aprovado pelo Conselho de Administração dos Correios no sábado (29) e seria coordenado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. Com a Selic em 15% ao ano, a taxa de 136% do CDI corresponderia a aproximadamente 20% ao ano; no limite estabelecido de 120% do CDI, o custo cairia para cerca de 18% ao ano.

Alternativas em discussão

Após a negativa, Correios e bancos podem renegociar as condições para adequar a taxa ao patamar permitido ou aguardar um possível aporte direto do Tesouro. De janeiro a setembro, a estatal acumulou prejuízo de R$ 6,05 bilhões.

Em comunicado interno, a diretoria informou que segue “trabalhando, em conjunto com os ministérios, na avaliação de alternativas que reforcem a liquidez imediata dos Correios”, garantindo a continuidade do processo de recuperação financeira.

Plano de reestruturação

A negociação do empréstimo começou em outubro como parte de um plano apresentado em novembro para modernizar a companhia. As medidas incluem programa de demissão voluntária, fechamento de mil agências e venda de R$ 1,5 bilhão em imóveis. Dos R$ 20 bilhões pretendidos, R$ 1,8 bilhão seria destinado a quitar dívidas, enquanto o restante serviria para pagar fornecedores, renovar o serviço de encomendas e buscar novas fontes de receita.

Com informações de Agência Brasil

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