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Economia

Tesouro Reserva impulsiona Tesouro Direto e registra julho recorde

Vendas do Tesouro Direto em julho somaram R$ 11,67 bi, recorde para o mês, impulsionadas pelo novo Tesouro Reserva e alta procura por títulos atrelados à Selic.

25/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h21
Tesouro Reserva impulsiona Tesouro Direto e registra julho recorde

Em julho, o Tesouro Direto vendeu R$ 11,67 bilhões, o maior volume já registrado para o mês, informou o Tesouro Nacional. O salto nas vendas ocorreu após o lançamento do Tesouro Reserva e tornou o mês o terceiro maior do ano.

Impulsionadas pelo lançamento do Tesouro Reserva, as vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet registraram o maior volume já observado para meses de julho. O Tesouro Nacional divulgou nesta terça-feira (25) que, no mês passado, o Tesouro Direto vendeu R$ 11,67 bilhões em papéis.

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O resultado de julho foi o terceiro maior do ano, atrás do recorde histórico de março, quando as vendas somaram R$ 14,79 bilhões. Em julho, o volume foi 20,98% maior que em junho, quando as vendas do Tesouro Direto somaram R$ 14,77 bilhões. Na comparação com julho do ano passado, o volume cresceu 60,65%.

Os papéis vinculados à taxa básica de juros foram os mais procurados em julho, respondendo por 51,2% das vendas. As tradicionais Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,18 bilhões, o que representou 35,8% do total.

As vendas do Tesouro Reserva, novo título indexado à taxa básica que funciona de forma semelhante às caixinhas de bancos digitais, alcançaram R$ 1,79 bilhão, correspondendo a 15,3% do total. Os papéis corrigidos pela inflação (IPCA) representaram 27,1% das vendas, enquanto os prefixados totalizaram 15,5%.

O Tesouro Renda+, lançado no início de 2023 para financiar aposentadorias, respondeu por 4,3% das vendas. Já o Tesouro Educa+, criado em agosto de 2023 para financiar poupanças para ensino superior, representou 1,9% das vendas.

O interesse por papéis vinculados aos juros básicos foi justificado pelo alto nível da Taxa Selic, que está em 14% ao ano. Com juros elevados, esses papéis mantiveram atratividade. Os títulos atrelados à inflação também atraíram investidores diante da expectativa de alta da inflação oficial nos próximos meses.

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O estoque total do Tesouro Direto atingiu R$ 272,26 bilhões no fim de julho, alta de 3,73% em relação ao mês anterior (R$ 262,47 bilhões) e aumento de 46,58% em relação a julho do ano passado (R$ 185,74 bilhões). Esse crescimento se deveu à correção pelos juros e ao fato de que as vendas superaram os resgates em R$ 7,37 bilhões no mês.

No mês passado, 270.502 novos participantes passaram a integrar o programa, elevando o total de investidores cadastrados para 36.124.180. Em 12 meses, o número de investidores cresceu 9,51%. O total de investidores ativos, com operações em aberto, chegou a 3.808.491, alta de 22,89% em 12 meses.

A presença de pequenos investidores ficou evidente: das 1.444.518 operações de vendas registradas em julho, 78,4% corresponderam a aplicações de até R$ 5 mil, e 55,5% foram de até R$ 1 mil. O valor médio por operação atingiu R$ 8.076,26.

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Quanto ao prazo dos papéis vendidos, 43,4% foram de até cinco anos, 39,8% tiveram prazo entre cinco e dez anos, e 16,8% foram de mais de dez anos.

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 com o objetivo de popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas adquiram títulos públicos diretamente pelo sistema eletrônico, sem intermediação de agentes financeiros. A venda de títulos é uma das formas de o governo captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos, mediante devolução acrescida de rendimento vinculado à Selic, índices de inflação, câmbio ou taxa pré-fixada.

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Em julho, o Tesouro Direto vendeu R$ 11,67 bilhões, o maior volume já registrado para o mês, informou o Tesouro Nacional. O salto nas vendas ocorreu após o lançamento do Tesouro Reserva e tornou o mês o terceiro maior do ano.

Impulsionadas pelo lançamento do Tesouro Reserva, as vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet registraram o maior volume já observado para meses de julho. O Tesouro Nacional divulgou nesta terça-feira (25) que, no mês passado, o Tesouro Direto vendeu R$ 11,67 bilhões em papéis.

O resultado de julho foi o terceiro maior do ano, atrás do recorde histórico de março, quando as vendas somaram R$ 14,79 bilhões. Em julho, o volume foi 20,98% maior que em junho, quando as vendas do Tesouro Direto somaram R$ 14,77 bilhões. Na comparação com julho do ano passado, o volume cresceu 60,65%.

Os papéis vinculados à taxa básica de juros foram os mais procurados em julho, respondendo por 51,2% das vendas. As tradicionais Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,18 bilhões, o que representou 35,8% do total.

As vendas do Tesouro Reserva, novo título indexado à taxa básica que funciona de forma semelhante às caixinhas de bancos digitais, alcançaram R$ 1,79 bilhão, correspondendo a 15,3% do total. Os papéis corrigidos pela inflação (IPCA) representaram 27,1% das vendas, enquanto os prefixados totalizaram 15,5%.

O Tesouro Renda+, lançado no início de 2023 para financiar aposentadorias, respondeu por 4,3% das vendas. Já o Tesouro Educa+, criado em agosto de 2023 para financiar poupanças para ensino superior, representou 1,9% das vendas.

O interesse por papéis vinculados aos juros básicos foi justificado pelo alto nível da Taxa Selic, que está em 14% ao ano. Com juros elevados, esses papéis mantiveram atratividade. Os títulos atrelados à inflação também atraíram investidores diante da expectativa de alta da inflação oficial nos próximos meses.

O estoque total do Tesouro Direto atingiu R$ 272,26 bilhões no fim de julho, alta de 3,73% em relação ao mês anterior (R$ 262,47 bilhões) e aumento de 46,58% em relação a julho do ano passado (R$ 185,74 bilhões). Esse crescimento se deveu à correção pelos juros e ao fato de que as vendas superaram os resgates em R$ 7,37 bilhões no mês.

No mês passado, 270.502 novos participantes passaram a integrar o programa, elevando o total de investidores cadastrados para 36.124.180. Em 12 meses, o número de investidores cresceu 9,51%. O total de investidores ativos, com operações em aberto, chegou a 3.808.491, alta de 22,89% em 12 meses.

A presença de pequenos investidores ficou evidente: das 1.444.518 operações de vendas registradas em julho, 78,4% corresponderam a aplicações de até R$ 5 mil, e 55,5% foram de até R$ 1 mil. O valor médio por operação atingiu R$ 8.076,26.

Quanto ao prazo dos papéis vendidos, 43,4% foram de até cinco anos, 39,8% tiveram prazo entre cinco e dez anos, e 16,8% foram de mais de dez anos.

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 com o objetivo de popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas adquiram títulos públicos diretamente pelo sistema eletrônico, sem intermediação de agentes financeiros. A venda de títulos é uma das formas de o governo captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos, mediante devolução acrescida de rendimento vinculado à Selic, índices de inflação, câmbio ou taxa pré-fixada.

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