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Aracaju, Quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Tomás Paiva: crise institucional cabe à democracia, não ao Exército

Mundo

Tomás Paiva: crise institucional cabe à democracia, não ao Exército

General Tomás Paiva destaca que crises institucionais são responsabilidade da democracia.

17/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 07h38
Tomás Paiva: crise institucional cabe à democracia, não ao Exército

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O comandante do Exército defendeu que os militares não são responsáveis por resolver crises entre os Poderes. Paiva reafirmou o compromisso das Forças Armadas com a Constituição.

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O comandante do Exército brasileiro, general Tomás Paiva, declarou que a responsabilidade pela manutenção do equilíbrio entre os Poderes da República não cabe às Forças Armadas, mesmo diante de crises. Segundo Paiva, “o problema institucional é da nossa democracia, do sistema de freios e contrapesos, e não somos nós que vamos resolver esse problema institucional. Nós somos participantes disso”.

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A afirmação foi feita durante sua participação no WW Talks, um evento que aborda questões estruturais relacionadas à Defesa do Brasil. O general ressaltou que os militares sempre seguiram a Constituição em momentos de instabilidade política desde a redemocratização do país. “Então a gente enxerga que o sistema constitucional de freios e contrapesos é capaz de resolver as crises institucionais que historicamente nós já tivemos graves. Tivemos impeachment de presidente e seguimos a Constituição por duas vezes. Tivemos outras crises institucionais, vivemos uma crise institucional na transição — não foi crise institucional, mas mantivemos a postura”, comentou o comandante.

Desde que assumiu o cargo no início de 2023, Paiva tem enfatizado a importância da defesa da legalidade, da disciplina militar e da subordinação das Forças Armadas ao poder civil. Ele destacou que “esse compromisso com a ordem democrática é um valor muito importante para que o Estado brasileiro encontre, dentro da sua Constituição e dentro do seu sistema de freios e contrapesos constitucional, as soluções para as crises institucionais que porventura possamos vir a ter”.

Além do general, o WW Talks contou com a participação de Thais Heredia, Caio Junqueira e Silvio Cascione, diretor no Brasil da consultoria Eurasia. O programa é promovido em parceria com a Galapagos Capital e o Eurasia Group e busca aprofundar a análise de movimentos que moldam o Brasil e o mundo, apresentando diferentes perspectivas sobre decisões políticas e econômicas.

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O comandante do Exército defendeu que os militares não são responsáveis por resolver crises entre os Poderes. Paiva reafirmou o compromisso das Forças Armadas com a Constituição.

O comandante do Exército brasileiro, general Tomás Paiva, declarou que a responsabilidade pela manutenção do equilíbrio entre os Poderes da República não cabe às Forças Armadas, mesmo diante de crises. Segundo Paiva, “o problema institucional é da nossa democracia, do sistema de freios e contrapesos, e não somos nós que vamos resolver esse problema institucional. Nós somos participantes disso”.

A afirmação foi feita durante sua participação no WW Talks, um evento que aborda questões estruturais relacionadas à Defesa do Brasil. O general ressaltou que os militares sempre seguiram a Constituição em momentos de instabilidade política desde a redemocratização do país. “Então a gente enxerga que o sistema constitucional de freios e contrapesos é capaz de resolver as crises institucionais que historicamente nós já tivemos graves. Tivemos impeachment de presidente e seguimos a Constituição por duas vezes. Tivemos outras crises institucionais, vivemos uma crise institucional na transição — não foi crise institucional, mas mantivemos a postura”, comentou o comandante.

Desde que assumiu o cargo no início de 2023, Paiva tem enfatizado a importância da defesa da legalidade, da disciplina militar e da subordinação das Forças Armadas ao poder civil. Ele destacou que “esse compromisso com a ordem democrática é um valor muito importante para que o Estado brasileiro encontre, dentro da sua Constituição e dentro do seu sistema de freios e contrapesos constitucional, as soluções para as crises institucionais que porventura possamos vir a ter”.

Além do general, o WW Talks contou com a participação de Thais Heredia, Caio Junqueira e Silvio Cascione, diretor no Brasil da consultoria Eurasia. O programa é promovido em parceria com a Galapagos Capital e o Eurasia Group e busca aprofundar a análise de movimentos que moldam o Brasil e o mundo, apresentando diferentes perspectivas sobre decisões políticas e econômicas.

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