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Economia

Toyota decide transferir parte da produção do México para os EUA

Toyota transferirá parte da produção de picapes Tacoma do México para os EUA.

14/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h57
Toyota decide transferir parte da produção do México para os EUA

A Toyota anunciou que irá transferir parte da produção de suas picapes médias Tacoma do México para os Estados Unidos, uma decisão que se destaca em um cenário onde outras montadoras têm se mostrado relutantes em fazer o mesmo. A montadora japonesa ampliará sua fábrica em San Antonio, onde já produz a picape Tundra e o SUV Sequoia, e passará a fabricar metade das Tacomas nesse local. No entanto, a produção no México continuará.

O presidente Donald Trump comentou sobre essa transferência, classificando-a como “um negócio realmente grande” e uma evidência de que “as tarifas estão em ação”. Apesar desse otimismo, a Toyota não atribui diretamente a política tarifária como um fator determinante para sua decisão. Em declaração, a empresa afirmou: “Embora sejamos impactados pela evolução das políticas comerciais, nossos investimentos são decisões de várias décadas baseadas em objetivos estratégicos mais amplos”.

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Mais de um ano após o governo Trump ter anunciado tarifas para o setor automobilístico, visando estimular a construção de novas fábricas nos EUA, a movimentação da Toyota é considerada a exceção em vez da regra. Muitas montadoras preferem pagar tarifas, ao invés de investir bilhões na construção de novas instalações, e produtos que estão chegando aos EUA estão sendo incorporados a fábricas já existentes.

De acordo com dados da Mobility Global, 46% dos carros comprados pelos consumidores americanos no último ano foram importados, uma leve queda em relação a 47,7% em 2024, resultado em parte do encerramento da venda de veículos importados com preços mais baixos, como o Nissan Versa. No entanto, as incertezas e os altos custos envolvidos na construção de novas fábricas dificultam mudanças mais amplas na estrutura fabril das montadoras.

“É um compromisso enorme (construir uma fábrica) e fazê-lo por impulso seria beirar a loucura”, afirmou Ivan Drury, diretor de insights do site de compra de carros Edmunds. “Portanto, a ação mais segura é não agir. Continuar em frente, mesmo com esse aumento de custo (tarifário)”.

Outra preocupação das montadoras é a renegociação do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), que pode impactar a livre circulação de peças entre as fronteiras. O American Automakers Policy Council, que representa grandes montadoras como General Motors, Ford e Stellantis, emitiu um comunicado pedindo uma resolução que garanta condições equitativas de concorrência e segurança para os investimentos a longo prazo.

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As tarifas estão impactando os lucros das montadoras. A Toyota, por exemplo, pagou US$ 8,4 bilhões em taxas no último ano fiscal, resultando em prejuízo nas operações na América do Norte. Já a General Motors e a Ford também enfrentaram custos altos com tarifas, totalizando US$ 3,1 bilhões e US$ 1 bilhão, respectivamente, em 2025.

Apesar da situação, as tarifas têm gerado alguns resultados. No ano passado, a General Motors anunciou que transferiria a montagem de dois SUVs do México e deixaria de importar um SUV da Buick da China, substituindo-o por um modelo produzido nos EUA. No entanto, essa produção ocorrerá em fábricas já existentes, que tinham capacidade ociosa.

Patrick Anderson, economista e especialista no setor automotivo, comentou que a decisão da Toyota de transferir parte da produção para San Antonio está alinhada com suas estratégias de negócios e o crescimento de suas operações de picapes nos Estados Unidos. “A Toyota tem sido muito bem-sucedida no crescimento de seus negócios de picapes nos Estados Unidos, e sua produção em San Antonio já é o pilar dessa operação no país”, destacou.

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Ainda assim, especialistas ressaltam que a construção de novas fábricas é um processo demorado e custoso, com custos de mão de obra nos EUA sendo mais altos do que em outros países, como o México. Com uma demanda forte e vendas de veículos crescendo, as montadoras continuam a manter o fluxo de importações, mesmo diante das tarifas elevadas.

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A Toyota anunciou que irá transferir parte da produção de suas picapes médias Tacoma do México para os Estados Unidos, uma decisão que se destaca em um cenário onde outras montadoras têm se mostrado relutantes em fazer o mesmo. A montadora japonesa ampliará sua fábrica em San Antonio, onde já produz a picape Tundra e o SUV Sequoia, e passará a fabricar metade das Tacomas nesse local. No entanto, a produção no México continuará.

O presidente Donald Trump comentou sobre essa transferência, classificando-a como “um negócio realmente grande” e uma evidência de que “as tarifas estão em ação”. Apesar desse otimismo, a Toyota não atribui diretamente a política tarifária como um fator determinante para sua decisão. Em declaração, a empresa afirmou: “Embora sejamos impactados pela evolução das políticas comerciais, nossos investimentos são decisões de várias décadas baseadas em objetivos estratégicos mais amplos”.

Mais de um ano após o governo Trump ter anunciado tarifas para o setor automobilístico, visando estimular a construção de novas fábricas nos EUA, a movimentação da Toyota é considerada a exceção em vez da regra. Muitas montadoras preferem pagar tarifas, ao invés de investir bilhões na construção de novas instalações, e produtos que estão chegando aos EUA estão sendo incorporados a fábricas já existentes.

De acordo com dados da Mobility Global, 46% dos carros comprados pelos consumidores americanos no último ano foram importados, uma leve queda em relação a 47,7% em 2024, resultado em parte do encerramento da venda de veículos importados com preços mais baixos, como o Nissan Versa. No entanto, as incertezas e os altos custos envolvidos na construção de novas fábricas dificultam mudanças mais amplas na estrutura fabril das montadoras.

“É um compromisso enorme (construir uma fábrica) e fazê-lo por impulso seria beirar a loucura”, afirmou Ivan Drury, diretor de insights do site de compra de carros Edmunds. “Portanto, a ação mais segura é não agir. Continuar em frente, mesmo com esse aumento de custo (tarifário)”.

Outra preocupação das montadoras é a renegociação do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), que pode impactar a livre circulação de peças entre as fronteiras. O American Automakers Policy Council, que representa grandes montadoras como General Motors, Ford e Stellantis, emitiu um comunicado pedindo uma resolução que garanta condições equitativas de concorrência e segurança para os investimentos a longo prazo.

As tarifas estão impactando os lucros das montadoras. A Toyota, por exemplo, pagou US$ 8,4 bilhões em taxas no último ano fiscal, resultando em prejuízo nas operações na América do Norte. Já a General Motors e a Ford também enfrentaram custos altos com tarifas, totalizando US$ 3,1 bilhões e US$ 1 bilhão, respectivamente, em 2025.

Apesar da situação, as tarifas têm gerado alguns resultados. No ano passado, a General Motors anunciou que transferiria a montagem de dois SUVs do México e deixaria de importar um SUV da Buick da China, substituindo-o por um modelo produzido nos EUA. No entanto, essa produção ocorrerá em fábricas já existentes, que tinham capacidade ociosa.

Patrick Anderson, economista e especialista no setor automotivo, comentou que a decisão da Toyota de transferir parte da produção para San Antonio está alinhada com suas estratégias de negócios e o crescimento de suas operações de picapes nos Estados Unidos. “A Toyota tem sido muito bem-sucedida no crescimento de seus negócios de picapes nos Estados Unidos, e sua produção em San Antonio já é o pilar dessa operação no país”, destacou.

Ainda assim, especialistas ressaltam que a construção de novas fábricas é um processo demorado e custoso, com custos de mão de obra nos EUA sendo mais altos do que em outros países, como o México. Com uma demanda forte e vendas de veículos crescendo, as montadoras continuam a manter o fluxo de importações, mesmo diante das tarifas elevadas.

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