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Brasil

TRUMP ANUNCIA TARIFA DE 50% SOBRE PRODUTOS BRASILEIROS

O ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 9 de julho de 2025 informando que, a partir de 1º de agosto, será imposta uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras destinadas aos EUA, filtrada para estar além de qualquer tarifa setorial já existente.

10/07/2025 · 00h18
TRUMP ANUNCIA TARIFA DE 50% SOBRE PRODUTOS BRASILEIROS

Em carta a Lula, ex‑presidente americano ataca julgamento de Bolsonaro e cita “caça às bruxas”

O ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 9 de julho de 2025 informando que, a partir de 1º de agosto, será imposta uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras destinadas aos EUA, filtrada para estar além de qualquer tarifa setorial já existente.

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Na correspondência, Trump qualificou o processo contra o ex‑presidente Jair Bolsonaro como uma “caça às bruxas” e uma “vergonha internacional”, afirmando que essa tarifa elevada é “necessária para corrigir injustiças do regime atual” e “equilibrar” o comércio — mesmo com os EUA mantendo superávit comercial com o Brasil.

O anúncio faz parte de uma ofensiva tarifária mais ampla, que inclui também alíquotas de 50% sobre o cobre e tarifas adicionais entre 20% e 30% a outros países, dentro do chamado programa “Liberation Day”.

Detalhes da carta A tarifa de 50% será “separada de todas as tarifas setoriais existentes” e incidirá sobre qualquer tentativa de redirecionamento de produtos via terceiros.

Trump relaciona a medida às “ordens de censura secretas e ilegais” do STF a plataformas americanas, ameaçando com multas e expulsão de mercado.

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  • Ele condiciona a revisão da taxa à abertura de mercados brasileiros aos EUA ou à instalação de fábricas norte‑americanas no Brasil, ressaltando que eventuais aumentos tarifários brasileiros serão somados aos 50% .
  • O ex‑presidente ainda autorizou investigações sob a Seção 301 para punir supostas práticas desleais do Brasil no comércio digital.
dawdawd

Reação do governo brasileiroO vice‑presidente Geraldo Alckmin classificou a medida como “injusta” e ressaltou que os EUA têm superávit na relação comercial com o Brasil, uma vez que 8 dos 10 produtos exportados pelos EUA ao Brasil estão isentos de imposto.

Alckmin também pontuou que a tarifa americana prejudicaria a cadeia siderúrgica, já que o Brasil importa carvão estadunidense e o taxaria em maior valor interno .

Em resposta oficial, Lula reafirmou a independência das instituições brasileiras e anunciou que o país acionará mecanismos de reciprocidade previstos na legislação para reagir à medida.

Contexto internacional e impacto

  • A alíquota de 50% anunciada é a mais alta imposta desde que Trump iniciou sua política tarifária, remontando à “Liberação Econômica” de abril, quando uma tarifa de base de 10% foi aplicada globalmente, com adicionais específicos para alguns países.
  • O impacto imediato já se reflete na desvalorização do real, que caiu mais de 2% frente ao dólar após o anúncio.
  • Analistas alertam para risco de aumento de preços de commodities como café e suco de laranja nos EUA, já que o Brasil é principal fornecedor desses produtos.

Próximos passos

  1. Vence em 1º de agosto: a tarifa entra em vigor sem a necessidade de legislação adicional.
  2. Reação brasileira: medidas de retaliação e suspensão de acordos comerciais estão em análise com base na lei de reciprocidade.
  3. Negociação possível: Trump abriu possibilidade de ajuste da tarifa (“para cima ou para baixo”) se o Brasil liberalizar mercados ou sediar fábricas americanas.

Esse episódio marca uma escalada na tensão comercial entre Brasil e EUA, entrelaçando disputas econômicas a conflitos políticos internos brasileiros — um esforço exposto por Trump para influenciar os rumos do julgamento de Bolsonaro e pressionar o governo Lula.

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Em carta a Lula, ex‑presidente americano ataca julgamento de Bolsonaro e cita “caça às bruxas”

O ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 9 de julho de 2025 informando que, a partir de 1º de agosto, será imposta uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras destinadas aos EUA, filtrada para estar além de qualquer tarifa setorial já existente.

Na correspondência, Trump qualificou o processo contra o ex‑presidente Jair Bolsonaro como uma “caça às bruxas” e uma “vergonha internacional”, afirmando que essa tarifa elevada é “necessária para corrigir injustiças do regime atual” e “equilibrar” o comércio — mesmo com os EUA mantendo superávit comercial com o Brasil.

O anúncio faz parte de uma ofensiva tarifária mais ampla, que inclui também alíquotas de 50% sobre o cobre e tarifas adicionais entre 20% e 30% a outros países, dentro do chamado programa “Liberation Day”.

Detalhes da carta A tarifa de 50% será “separada de todas as tarifas setoriais existentes” e incidirá sobre qualquer tentativa de redirecionamento de produtos via terceiros.

Trump relaciona a medida às “ordens de censura secretas e ilegais” do STF a plataformas americanas, ameaçando com multas e expulsão de mercado.

  • Ele condiciona a revisão da taxa à abertura de mercados brasileiros aos EUA ou à instalação de fábricas norte‑americanas no Brasil, ressaltando que eventuais aumentos tarifários brasileiros serão somados aos 50% .
  • O ex‑presidente ainda autorizou investigações sob a Seção 301 para punir supostas práticas desleais do Brasil no comércio digital.
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Reação do governo brasileiroO vice‑presidente Geraldo Alckmin classificou a medida como “injusta” e ressaltou que os EUA têm superávit na relação comercial com o Brasil, uma vez que 8 dos 10 produtos exportados pelos EUA ao Brasil estão isentos de imposto.

Alckmin também pontuou que a tarifa americana prejudicaria a cadeia siderúrgica, já que o Brasil importa carvão estadunidense e o taxaria em maior valor interno .

Em resposta oficial, Lula reafirmou a independência das instituições brasileiras e anunciou que o país acionará mecanismos de reciprocidade previstos na legislação para reagir à medida.

Contexto internacional e impacto

  • A alíquota de 50% anunciada é a mais alta imposta desde que Trump iniciou sua política tarifária, remontando à “Liberação Econômica” de abril, quando uma tarifa de base de 10% foi aplicada globalmente, com adicionais específicos para alguns países.
  • O impacto imediato já se reflete na desvalorização do real, que caiu mais de 2% frente ao dólar após o anúncio.
  • Analistas alertam para risco de aumento de preços de commodities como café e suco de laranja nos EUA, já que o Brasil é principal fornecedor desses produtos.

Próximos passos

  1. Vence em 1º de agosto: a tarifa entra em vigor sem a necessidade de legislação adicional.
  2. Reação brasileira: medidas de retaliação e suspensão de acordos comerciais estão em análise com base na lei de reciprocidade.
  3. Negociação possível: Trump abriu possibilidade de ajuste da tarifa (“para cima ou para baixo”) se o Brasil liberalizar mercados ou sediar fábricas americanas.

Esse episódio marca uma escalada na tensão comercial entre Brasil e EUA, entrelaçando disputas econômicas a conflitos políticos internos brasileiros — um esforço exposto por Trump para influenciar os rumos do julgamento de Bolsonaro e pressionar o governo Lula.

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