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Trump liga para Netanyahu e anuncia fim da guerra ao vivo de bunker

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Trump liga para Netanyahu e anuncia fim da guerra ao vivo de bunker

Acordo entre EUA e Irã gera tensão em Israel e preocupa o primeiro-ministro Netanyahu.

15/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 14h34
Trump liga para Netanyahu e anuncia fim da guerra ao vivo de bunker

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Em meio a ameaça de mísseis iranianos, Netanyahu recebeu ligação de Trump com notícia decisiva. O presidente americano comunicou o fim do conflito iniciado em fevereiro, surpreendendo o premier israelense.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estava reunido com o gabinete de segurança em um bunker, preparado para a possibilidade de mísseis balísticos iranianos atingirem o local, quando recebeu uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa ligação, ocorrida no domingo (14), foi a segunda entre os dois líderes no dia.

Na primeira conversa, Trump expressou sua insatisfação com um ataque de Israel a Beirute, afirmando que Netanyahu ‘não tem o menor juízo’, segundo relatos. Já na segunda ligação, Trump comunicou a Netanyahu que a guerra iniciada em fevereiro estava efetivamente encerrada.

O acordo entre EUA e Irã, que reabre o Estreito de Ormuz e pode levar ao alívio das sanções econômicas contra Teerã, é um cenário que as autoridades israelenses temiam. O memorando de entendimento deixa para discussões futuras temas delicados, como o programa nuclear iraniano e seu arsenal de mísseis balísticos, ao mesmo tempo que concede alívio econômico ao regime iraniano.

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Após o anúncio do memorando, Netanyahu se manifestou publicamente, mas de forma contida. Em uma coletiva de imprensa, ele mal mencionou o acordo durante os oito minutos de discurso de abertura e não fez comentários significativos sobre Trump, algo que era comum em suas aparições anteriores. Quando questionado sobre o acordo, Netanyahu afirmou: ‘Há casos em que o presidente Trump e eu não concordamos. Sou responsável pelos interesses de segurança de Israel, e isso precisa ser feito com sabedoria.’

O acordo também pode trazer novas restrições para as ações de Israel contra o Hezbollah, já que o Irã exige uma retirada militar israelense do sul do Líbano, algo que Israel já declarou não estar disposto a fazer. Um alto funcionário americano afirmou que a retirada ‘não era uma condição do acordo’.

Enquanto Netanyahu se mantém cauteloso, figuras de diversos segmentos políticos em Israel criticaram o acordo. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, chamaram o acordo de ‘perigoso’ e afirmaram que Israel não se considera vinculado a ele. O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett classificou o ocorrido como ‘uma virada perigosa na segurança de Israel’.

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Meses atrás, a equipe política de Netanyahu havia planejado uma estratégia que incluía uma vitória rápida sobre o Irã e uma visita triunfal à Casa Branca. No entanto, as negociações para o encerramento da guerra têm gerado tensões entre ele e Trump, que tem pressionado Israel a limitar suas ações no Líbano.

O consultor político Nadav Strauchler destacou que, apesar das atuais dificuldades, ainda não se pode decretar o fim da relação entre Netanyahu e Trump. Ele prevê que a relação pode se recuperar nas próximas semanas, especialmente com as eleições se aproximando.

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Em meio a ameaça de mísseis iranianos, Netanyahu recebeu ligação de Trump com notícia decisiva. O presidente americano comunicou o fim do conflito iniciado em fevereiro, surpreendendo o premier israelense.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estava reunido com o gabinete de segurança em um bunker, preparado para a possibilidade de mísseis balísticos iranianos atingirem o local, quando recebeu uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa ligação, ocorrida no domingo (14), foi a segunda entre os dois líderes no dia.

Na primeira conversa, Trump expressou sua insatisfação com um ataque de Israel a Beirute, afirmando que Netanyahu ‘não tem o menor juízo’, segundo relatos. Já na segunda ligação, Trump comunicou a Netanyahu que a guerra iniciada em fevereiro estava efetivamente encerrada.

O acordo entre EUA e Irã, que reabre o Estreito de Ormuz e pode levar ao alívio das sanções econômicas contra Teerã, é um cenário que as autoridades israelenses temiam. O memorando de entendimento deixa para discussões futuras temas delicados, como o programa nuclear iraniano e seu arsenal de mísseis balísticos, ao mesmo tempo que concede alívio econômico ao regime iraniano.

Após o anúncio do memorando, Netanyahu se manifestou publicamente, mas de forma contida. Em uma coletiva de imprensa, ele mal mencionou o acordo durante os oito minutos de discurso de abertura e não fez comentários significativos sobre Trump, algo que era comum em suas aparições anteriores. Quando questionado sobre o acordo, Netanyahu afirmou: ‘Há casos em que o presidente Trump e eu não concordamos. Sou responsável pelos interesses de segurança de Israel, e isso precisa ser feito com sabedoria.’

O acordo também pode trazer novas restrições para as ações de Israel contra o Hezbollah, já que o Irã exige uma retirada militar israelense do sul do Líbano, algo que Israel já declarou não estar disposto a fazer. Um alto funcionário americano afirmou que a retirada ‘não era uma condição do acordo’.

Enquanto Netanyahu se mantém cauteloso, figuras de diversos segmentos políticos em Israel criticaram o acordo. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, chamaram o acordo de ‘perigoso’ e afirmaram que Israel não se considera vinculado a ele. O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett classificou o ocorrido como ‘uma virada perigosa na segurança de Israel’.

Meses atrás, a equipe política de Netanyahu havia planejado uma estratégia que incluía uma vitória rápida sobre o Irã e uma visita triunfal à Casa Branca. No entanto, as negociações para o encerramento da guerra têm gerado tensões entre ele e Trump, que tem pressionado Israel a limitar suas ações no Líbano.

O consultor político Nadav Strauchler destacou que, apesar das atuais dificuldades, ainda não se pode decretar o fim da relação entre Netanyahu e Trump. Ele prevê que a relação pode se recuperar nas próximas semanas, especialmente com as eleições se aproximando.

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