O presidente americano anunciou que tornará público o documento do acordo com o Irã em breve. Trump classificou o texto como 'excelente' e disse aguardar o momento certo para a divulgação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (16) que divulgará publicamente o texto do acordo provisório com o Irã em alguns dias. Durante uma reunião com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, à margem da cúpula do G7 na França, Trump sugeriu que poderia ler o documento na íntegra diante das câmeras.
Trump afirmou que está aguardando um “momento oportuno” para a divulgação. “Gostaria de estabelecer um acordo formal primeiro, antes de prosseguirmos com isso, mas não tenho problema algum com a formalidade. É um documento excelente”, declarou o presidente.
“Eis o que diz: o Irã jamais terá uma arma nuclear”, prosseguiu Trump.
No último domingo (14), Trump assinou eletronicamente o acordo, mas o texto completo ainda não foi apresentado ao público. Nem mesmo os membros do Congresso e outros líderes mundiais tiveram acesso ao documento na íntegra. O presidente minimizou as preocupações sobre o sigilo em torno do acordo.
“Provavelmente farei uma coletiva de imprensa e lerei o documento palavra por palavra para vocês, para que a imprensa o cubra corretamente, pois é um documento muito importante”, afirmou.
Ele acrescentou que revisará o documento com a imprensa em breve. As autoridades dos Estados Unidos e do Irã devem se encontrar na Suíça na próxima sexta-feira (19) para dar início a negociações mais detalhadas, com um prazo de 60 dias para discussões técnicas complexas.
As negociações devem abordar questões como o futuro do urânio altamente enriquecido do Irã e a possibilidade de levantamento de sanções. No entanto, aliados europeus expressam preocupação quanto à inexperiência da equipe de negociação dos EUA, o que poderia resultar em dificuldades para garantir um acordo sólido e levar a um impasse prolongado.
Outro fator importante para a manutenção do acordo provisório é a situação no Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que suas tropas permanecerão no sul do país pelo tempo que for necessário para combater o Hezbollah, enquanto Teerã exige a retirada israelense.
“Sugeri a Israel que deixasse a Síria lidar com o Hezbollah porque, para ser honesto, acho que eles fazem um trabalho melhor nessa área”, disse Trump.
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