A última aula do ano do curso de pedreiro polivalente voltado a pessoas em situação de rua foi realizada nesta terça-feira (23), na Paróquia São Pedro Pescador, no Bairro Industrial, em Aracaju. A capacitação integra o Projeto Caminhos para a Dignidade, coordenado pelo Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) em parceria com a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), a Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), com apoio do CentroPop, da Casa de Passagem Freitas Brandão e da Arquidiocese de Aracaju.
Atualmente, 14 alunos participam do curso, que possui carga de 60 horas e combina aulas teóricas e práticas ministradas por equipe técnica do Senai. Durante o encontro de encerramento, o procurador do Trabalho Adroaldo Bispo destacou a importância da qualificação para o retorno desse público ao mercado de trabalho e pediu empenho dos estudantes para superar o preconceito social.
A iniciativa faz parte do Programa Qualifica Sergipe. Segundo o secretário de Estado do Trabalho, Jorge Teles, a ação só é possível graças à união de diferentes órgãos públicos e entidades. Ele informou que, além de material didático, os participantes recebem bolsa-auxílio para custear despesas básicas e adiantou que novas turmas serão abertas em outras áreas profissionais.
Para a coordenadora pedagógica do Senai, Elaine Cibelle, o projeto amplia o alcance da educação profissional a grupos historicamente marginalizados. Ao final do curso, todos receberão certificados com validade nacional.
Também acompanharam a aula de encerramento a diretora de Inclusão em Direitos Humanos da Seasic, Isabel Ferreira, e a diretora de Economia Solidária da Seteem, Elayne Araújo, responsável pelo Qualifica Sergipe. Os alunos receberam kits com calça, blusa e calçado provenientes de mercadorias apreendidas pela Receita Federal e posteriormente descaracterizadas.
Dos 14 estudantes, sete são acolhidos na Casa de Passagem Freitas Brandão. Para a coordenadora da unidade, Kelly Teles, a qualificação reforça políticas públicas voltadas à população em situação de rua e contribui para a inclusão social desse grupo.
As aulas serão retomadas no início de janeiro. Um dos alunos, Marcos Louzada, afirmou que a formação deve abrir portas em 2026, ano que ele espera ser de mudanças em sua vida.
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