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Aracaju, Terça-feira, 23 de junho de 2026
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UE aposta no Brasil para garantir minerais críticos e barra influência de rivais

Brasil

UE aposta no Brasil para garantir minerais críticos e barra influência de rivais

A União Europeia busca parcerias estratégicas com o Brasil em minerais críticos.

22/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 06h05
UE aposta no Brasil para garantir minerais críticos e barra influência de rivais

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A Europa quer o Brasil como aliado estratégico na disputa global por matérias-primas essenciais. Comissário europeu visitou projeto de terras raras em MG e promete vantagens a brasileiros.

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A União Europeia (UE) aposta no Brasil como um parceiro estratégico para diversificar suas fontes de suprimento de minerais críticos. O comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, afirmou que a proposta europeia é mais benéfica do que a de outros atores na disputa por matérias-primas brasileiras. Síkela visitou no último sábado (20) o centro de pesquisa e processamento de terras raras da mineradora australiana Viridis Mining and Minerals, localizado em Poços de Caldas, Minas Gerais. Este projeto é um dos quatro selecionados para acelerar a colaboração entre a UE e o Brasil.

O comissário destacou que a abordagem da UE prioriza a sustentabilidade dos negócios e o incentivo ao processamento local de terras raras, alinhando-se com a diretriz do governo brasileiro de produzir e exportar minerais já processados. O Brasil, que possui a segunda maior reserva global de minerais críticos, é considerado o parceiro mais estratégico da UE na América Latina, segundo Síkela.

“É extremamente importante que o Brasil também avance além de negócios de baixa margem, ou seja, que o valor seja criado aqui no país”, comentou Síkela durante a visita.

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O projeto piloto da Viridis, inaugurado em maio, tem capacidade para processar 100 kg de minério por hora e produzir até 2,92 kg de carbonato misto de terras raras (MREC) anualmente. A empresa planeja investir US$ 360 milhões na construção de uma planta comercial que deverá produzir 15 mil toneladas de MREC anualmente a partir de 2028. O projeto Colossus, em Minas Gerais, abrange uma área de 228,62 km² de licenças.

“Gosto tanto deste projeto porque ele cria empregos, novas parcerias, traz novas tecnologias, educação e transferência de conhecimento, tudo com base nos padrões ambientais, sociais e técnicos mais avançados”, afirmou Síkela.

Além disso, foi assinada uma carta de intenções não vinculante entre a Viridis e a química belga Solvay, que prevê o fornecimento de MREC e pode evoluir para uma parceria mais ampla envolvendo apoio tecnológico no processamento. O presidente-executivo da Viridis, Rafael Moreno, informou que as discussões com a UE sobre apoio ao projeto estão avançadas e um acordo com a Solvay pode ser fechado até o fim de julho.

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Síkela enfatizou que seu papel é oferecer apoio político e instrumentos de mitigação de riscos, sem substituir o capital privado. A Viridis avança em meio a uma corrida global por terras raras, enquanto governos na Europa e nos Estados Unidos buscam reduzir a dependência da China, maior produtora desses materiais vitais.

Questionado sobre o cenário competitivo, Síkela destacou que a proposta europeia é mais sustentável e gera empregos, além de reforçar a importância do Brasil como um ator ambiental global. A UE também considera projetos envolvendo outros minerais críticos, como níquel e lítio, como prioritários no Brasil.

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O comissário destacou que a abordagem da UE prioriza a sustentabilidade dos negócios e o incentivo ao processamento local de terras raras, alinhando-se com a diretriz do governo brasileiro de produzir e exportar minerais já processados. O Brasil, que possui a segunda maior reserva global de minerais críticos, é considerado o parceiro mais estratégico da UE na América Latina, segundo Síkela.

“É extremamente importante que o Brasil também avance além de negócios de baixa margem, ou seja, que o valor seja criado aqui no país”, comentou Síkela durante a visita.

O projeto piloto da Viridis, inaugurado em maio, tem capacidade para processar 100 kg de minério por hora e produzir até 2,92 kg de carbonato misto de terras raras (MREC) anualmente. A empresa planeja investir US$ 360 milhões na construção de uma planta comercial que deverá produzir 15 mil toneladas de MREC anualmente a partir de 2028. O projeto Colossus, em Minas Gerais, abrange uma área de 228,62 km² de licenças.

“Gosto tanto deste projeto porque ele cria empregos, novas parcerias, traz novas tecnologias, educação e transferência de conhecimento, tudo com base nos padrões ambientais, sociais e técnicos mais avançados”, afirmou Síkela.

Além disso, foi assinada uma carta de intenções não vinculante entre a Viridis e a química belga Solvay, que prevê o fornecimento de MREC e pode evoluir para uma parceria mais ampla envolvendo apoio tecnológico no processamento. O presidente-executivo da Viridis, Rafael Moreno, informou que as discussões com a UE sobre apoio ao projeto estão avançadas e um acordo com a Solvay pode ser fechado até o fim de julho.

Síkela enfatizou que seu papel é oferecer apoio político e instrumentos de mitigação de riscos, sem substituir o capital privado. A Viridis avança em meio a uma corrida global por terras raras, enquanto governos na Europa e nos Estados Unidos buscam reduzir a dependência da China, maior produtora desses materiais vitais.

Questionado sobre o cenário competitivo, Síkela destacou que a proposta europeia é mais sustentável e gera empregos, além de reforçar a importância do Brasil como um ator ambiental global. A UE também considera projetos envolvendo outros minerais críticos, como níquel e lítio, como prioritários no Brasil.

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