A tragédia provocada pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela continua se agravando. O balanço mais recente divulgado pelo governo do país nesta sexta-feira (26/6) aponta 589 mortes e 2.980 feridos, enquanto equipes de resgate trabalham sem interrupção na tentativa de localizar sobreviventes sob os escombros.
As operações se concentram nas primeiras 72 horas após o desastre, período considerado decisivo para encontrar pessoas com vida. Paralelamente, plataformas criadas por voluntários e organizações da sociedade civil reúnem milhares de pedidos de localização, indicando que entre 30 mil e 40 mil pessoas ainda podem estar desaparecidas.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, concedeu entrevista coletiva logo após os terremotos registrados no país.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil lamentou a morte de dois brasileiros devido aos abalos sísmicos registrados na Venezuela. Segundo o Itamaraty, as vítimas não pertenciam à mesma família e morreram em desabamentos distintos. O governo brasileiro informou ainda que está prestando assistência consular aos familiares.
Os abalos sísmicos ocorreram na noite da última quarta-feira (24/6), quando dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram o país em um intervalo inferior a um minuto. O epicentro foi registrado na região de El Guayabo, a cerca de 160 quilômetros de Caracas. Pela intensidade dos tremores e pela baixa profundidade, o impacto foi devastador, principalmente em áreas densamente povoadas.
Diante da situação, a presidente interina Delcy Rodríguez determinou a militarização do estado para reforçar a segurança e auxiliar nas ações de resposta ao desastre.
As autoridades reconhecem que o número de vítimas deve continuar aumentando à medida que novas áreas sejam alcançadas pelas equipes de busca. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o total de mortos possa ultrapassar 10 mil pessoas, considerando a força dos terremotos, a densidade populacional das áreas atingidas e a extensão da destruição.
Em resposta à emergência, o Brasil enviou uma missão humanitária composta por bombeiros, especialistas da Defesa Civil e da Agência Nacional de Telecomunicações, além de toneladas de equipamentos para operações de busca e salvamento. Pelo menos outros 20 países colocaram equipes e recursos à disposição da Venezuela também. Entre eles estão Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, Suíça, México, Cuba, Holanda, República Dominicana, Equador, El Salvador e Ucrânia.




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