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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Política

Vídeo de IA simulando Bolsonaro provoca reação do TSE

Vídeo de IA de Bolsonaro gera polêmica e desafia o TSE em meio a tensões políticas.

27/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h29
Vídeo de IA simulando Bolsonaro provoca reação do TSE

Na convenção do PL, um vídeo gerado por IA que simula Bolsonaro anunciando apoio a Flávio foi exibido. A exibição ocorre após proibição de manifestações do ex-presidente pelo ministro Alexandre de Moraes.

O uso de inteligência artificial (IA) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro se tornou o primeiro grande desafio para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no contexto político atual. Um vídeo gerado por IA, que simula um pronunciamento de Bolsonaro, foi exibido durante a convenção nacional do PL e já levanta expectativas de questionamentos por parte da Corte.

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O vídeo apresenta Bolsonaro declarando apoio a Flávio Bolsonaro e foi mostrado em um momento em que o ministro Alexandre de Moraes havia proibido qualquer manifestação político-partidária do ex-presidente, após ele ter divulgado uma carta de apoio ao filho.

“Há uma ala do TSE que entendeu que não há grande gravidade, uma vez que houve um aviso de que era um vídeo manipulado, feito por IA, portanto sem tentativa de manipulação do eleitorado”, afirmou o analista de Política.

Por outro lado, uma parte do Judiciário vê o episódio com maior preocupação. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou um texto em suas redes sociais logo após a convenção, fazendo uma analogia entre totalitarismo e trapaça, o que foi amplamente interpretado como uma crítica ao uso da imagem de Bolsonaro por meio de IA, sugerindo que isso poderia burlar a decisão de Moraes.

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O episódio se insere em um cenário mais amplo de tensão institucional entre o STF e o TSE. O analista destacou que existe uma ala do STF que, nos bastidores, ameaça se tornar uma instância recursal do TSE. Embora a Corte eleitoral tenha a palavra final sobre questões eleitorais, o STF, como última instância do Judiciário, pode reverter decisões da Corte, algo que, apesar de incomum, ganhou relevância nas eleições atuais.

O TSE, presidido por Cássio Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados por Bolsonaro, tem sido alvo de iniciativas de uma parte do STF que se opõe a esses ministros. Casos envolvendo políticos como Romeu Zema, Alessandro Vieira e um inquérito contra Flávio Bolsonaro foram citados como exemplos de temas que poderiam ter sido resolvidos na esfera eleitoral, mas que o STF decidiu intervir.

Outro ponto importante levantado na análise é a falta de um entendimento consolidado sobre o uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais. O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou uma ação ao TSE sobre o tema, e a Corte agora precisará interpretar sua própria resolução a respeito do uso de IA, em um caso que se relaciona diretamente com a campanha de Flávio Bolsonaro.

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“Sem um entendimento muito claro, e isso é natural de tecnologias que avançam, fica difícil saber o que pode e o que não pode exatamente”, concluiu o analista.

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Na convenção do PL, um vídeo gerado por IA que simula Bolsonaro anunciando apoio a Flávio foi exibido. A exibição ocorre após proibição de manifestações do ex-presidente pelo ministro Alexandre de Moraes.

O uso de inteligência artificial (IA) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro se tornou o primeiro grande desafio para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no contexto político atual. Um vídeo gerado por IA, que simula um pronunciamento de Bolsonaro, foi exibido durante a convenção nacional do PL e já levanta expectativas de questionamentos por parte da Corte.

O vídeo apresenta Bolsonaro declarando apoio a Flávio Bolsonaro e foi mostrado em um momento em que o ministro Alexandre de Moraes havia proibido qualquer manifestação político-partidária do ex-presidente, após ele ter divulgado uma carta de apoio ao filho.

“Há uma ala do TSE que entendeu que não há grande gravidade, uma vez que houve um aviso de que era um vídeo manipulado, feito por IA, portanto sem tentativa de manipulação do eleitorado”, afirmou o analista de Política.

Por outro lado, uma parte do Judiciário vê o episódio com maior preocupação. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou um texto em suas redes sociais logo após a convenção, fazendo uma analogia entre totalitarismo e trapaça, o que foi amplamente interpretado como uma crítica ao uso da imagem de Bolsonaro por meio de IA, sugerindo que isso poderia burlar a decisão de Moraes.

O episódio se insere em um cenário mais amplo de tensão institucional entre o STF e o TSE. O analista destacou que existe uma ala do STF que, nos bastidores, ameaça se tornar uma instância recursal do TSE. Embora a Corte eleitoral tenha a palavra final sobre questões eleitorais, o STF, como última instância do Judiciário, pode reverter decisões da Corte, algo que, apesar de incomum, ganhou relevância nas eleições atuais.

O TSE, presidido por Cássio Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados por Bolsonaro, tem sido alvo de iniciativas de uma parte do STF que se opõe a esses ministros. Casos envolvendo políticos como Romeu Zema, Alessandro Vieira e um inquérito contra Flávio Bolsonaro foram citados como exemplos de temas que poderiam ter sido resolvidos na esfera eleitoral, mas que o STF decidiu intervir.

Outro ponto importante levantado na análise é a falta de um entendimento consolidado sobre o uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais. O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou uma ação ao TSE sobre o tema, e a Corte agora precisará interpretar sua própria resolução a respeito do uso de IA, em um caso que se relaciona diretamente com a campanha de Flávio Bolsonaro.

“Sem um entendimento muito claro, e isso é natural de tecnologias que avançam, fica difícil saber o que pode e o que não pode exatamente”, concluiu o analista.

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