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Saúde

Vírus sincicial oferece risco a idosos, apontam especialistas

Especialistas alertam que o vírus sincicial respiratório (VSR), além de afetar principalmente crianças, também representa risco significativo para...

13/04/2026 · 11h47
Vírus sincicial oferece risco a idosos, apontam especialistas

Especialistas alertam que o vírus sincicial respiratório (VSR), além de afetar principalmente crianças, também representa risco significativo para pessoas idosas. Dados oficiais e de vigilância apontam aumento da participação do VSR em casos graves de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) neste ano.

No primeiro trimestre de 2026, segundo o Ministério da Saúde, 18% dos casos de SRAG com identificação viral confirmado foram atribuídos ao VSR. Levantamentos complementares mostram variação ao longo dos meses: o Boletim Infogripe da Fiocruz registrou 14% de casos causados pelo VSR entre fevereiro e março, percentual que subiu para 19,9% entre março e abril.

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Historicamente, o VSR também foi o vírus predominante durante grande parte de 2025: por 23 semanas consecutivas, de março a agosto, apresentou maior prevalência entre os vírus respiratórios. Em exames realizados por laboratórios privados, o Instituto Todos pela Saúde apurou que, na semana encerrada em 4 de abril de 2026, 38% dos testes positivos para algum vírus detectaram VSR — taxa 12 pontos percentuais superior à observada na primeira semana de março.

Subnotificação e dificuldades de diagnóstico

A pneumologista Rosemeri Maurici, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), afirma que as estatísticas provavelmente subestimam o alcance do VSR, principalmente entre adultos e idosos, porque a testagem em larga escala só passou a ocorrer após a pandemia de covid-19. Do total de aproximadamente 27,6 mil casos de SRAG registrados no primeiro trimestre de 2026, o agente foi identificado em apenas 9.079 casos (um terço) e quase 17% dos casos não chegaram a ser testados.

Entre janeiro e março deste ano, foram confirmados 1.651 casos graves de infecção por VSR, dos quais 1.342 ocorreram em menores de dois anos. Em contraste, apenas 46 casos foram registrados em pessoas com mais de 50 anos. A médica ressalta que, em adultos, a carga viral tende a cair após 72 horas, dificultando a detecção, enquanto crianças apresentam eliminação mais lenta do vírus, ampliando a janela diagnóstica.

Comorbidades e gravidade em idosos

Os registros de óbitos também mostram impacto entre diferentes faixas etárias: 27 mortes relacionadas ao VSR foram registradas neste ano, sendo 17 em crianças de até 2 anos e sete em pessoas com 65 anos ou mais. A geriatra Maisa Kairalla destaca que o envelhecimento, associado a comorbidades crônicas, aumenta a vulnerabilidade a doenças infecciosas.

Segundo dados apresentados no seminário “Impacto do VSR na população 50+”, organizado pela farmacêutica GSK em São Paulo, o paciente idoso infectado por VSR tem 2,7 vezes mais probabilidade de desenvolver pneumonia e o dobro de chance de necessitar de unidade de terapia intensiva, intubação e de evoluir a óbito, quando comparado à influenza. O cardiologista Múcio Tavares observou que mais de 60% dos casos graves com VSR ocorrem em pessoas com doenças cardiovasculares e que infecções respiratórias podem desencadear eventos cardiovasculares agudos.

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Outros grupos de maior risco citados pelos especialistas incluem portadores de diabetes, doenças pulmonares crônicas (como asma grave e DPOC) e pessoas com histórico de tabagismo e consumo excessivo de álcool, que podem apresentar pior desfecho após internação.

Vacinação

Vacinas capazes de reduzir o risco de agravamento por VSR já existem, mas, até o momento, estão disponíveis no mercado privado para adultos. O Programa Nacional de Imunizações do SUS oferece, por enquanto, apenas a vacina para gestantes, com o objetivo de proteger os recém-nascidos nos primeiros meses de vida.

Entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), recomendam a vacinação para pessoas de 50 a 69 anos com comorbidades e para todos os indivíduos a partir de 70 anos. Rosemeri Maurici sugeriu que sociedades médicas indiquem grupos prioritários à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para avaliação de expansão da oferta pública.

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A jornalista esteve no seminário atendendo a convite da GSK.

 

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Especialistas alertam que o vírus sincicial respiratório (VSR), além de afetar principalmente crianças, também representa risco significativo para pessoas idosas. Dados oficiais e de vigilância apontam aumento da participação do VSR em casos graves de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) neste ano.

No primeiro trimestre de 2026, segundo o Ministério da Saúde, 18% dos casos de SRAG com identificação viral confirmado foram atribuídos ao VSR. Levantamentos complementares mostram variação ao longo dos meses: o Boletim Infogripe da Fiocruz registrou 14% de casos causados pelo VSR entre fevereiro e março, percentual que subiu para 19,9% entre março e abril.

Historicamente, o VSR também foi o vírus predominante durante grande parte de 2025: por 23 semanas consecutivas, de março a agosto, apresentou maior prevalência entre os vírus respiratórios. Em exames realizados por laboratórios privados, o Instituto Todos pela Saúde apurou que, na semana encerrada em 4 de abril de 2026, 38% dos testes positivos para algum vírus detectaram VSR — taxa 12 pontos percentuais superior à observada na primeira semana de março.

Subnotificação e dificuldades de diagnóstico

A pneumologista Rosemeri Maurici, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), afirma que as estatísticas provavelmente subestimam o alcance do VSR, principalmente entre adultos e idosos, porque a testagem em larga escala só passou a ocorrer após a pandemia de covid-19. Do total de aproximadamente 27,6 mil casos de SRAG registrados no primeiro trimestre de 2026, o agente foi identificado em apenas 9.079 casos (um terço) e quase 17% dos casos não chegaram a ser testados.

Entre janeiro e março deste ano, foram confirmados 1.651 casos graves de infecção por VSR, dos quais 1.342 ocorreram em menores de dois anos. Em contraste, apenas 46 casos foram registrados em pessoas com mais de 50 anos. A médica ressalta que, em adultos, a carga viral tende a cair após 72 horas, dificultando a detecção, enquanto crianças apresentam eliminação mais lenta do vírus, ampliando a janela diagnóstica.

Comorbidades e gravidade em idosos

Os registros de óbitos também mostram impacto entre diferentes faixas etárias: 27 mortes relacionadas ao VSR foram registradas neste ano, sendo 17 em crianças de até 2 anos e sete em pessoas com 65 anos ou mais. A geriatra Maisa Kairalla destaca que o envelhecimento, associado a comorbidades crônicas, aumenta a vulnerabilidade a doenças infecciosas.

Segundo dados apresentados no seminário “Impacto do VSR na população 50+”, organizado pela farmacêutica GSK em São Paulo, o paciente idoso infectado por VSR tem 2,7 vezes mais probabilidade de desenvolver pneumonia e o dobro de chance de necessitar de unidade de terapia intensiva, intubação e de evoluir a óbito, quando comparado à influenza. O cardiologista Múcio Tavares observou que mais de 60% dos casos graves com VSR ocorrem em pessoas com doenças cardiovasculares e que infecções respiratórias podem desencadear eventos cardiovasculares agudos.

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Outros grupos de maior risco citados pelos especialistas incluem portadores de diabetes, doenças pulmonares crônicas (como asma grave e DPOC) e pessoas com histórico de tabagismo e consumo excessivo de álcool, que podem apresentar pior desfecho após internação.

Vacinação

Vacinas capazes de reduzir o risco de agravamento por VSR já existem, mas, até o momento, estão disponíveis no mercado privado para adultos. O Programa Nacional de Imunizações do SUS oferece, por enquanto, apenas a vacina para gestantes, com o objetivo de proteger os recém-nascidos nos primeiros meses de vida.

Entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), recomendam a vacinação para pessoas de 50 a 69 anos com comorbidades e para todos os indivíduos a partir de 70 anos. Rosemeri Maurici sugeriu que sociedades médicas indiquem grupos prioritários à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para avaliação de expansão da oferta pública.

A jornalista esteve no seminário atendendo a convite da GSK.

 

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