A Federação Internacional de Voleibol (FIVB) anunciou o afastamento da atleta brasileira; decisão divide opiniões entre a liberdade de expressão e as normas de neutralidade esportiva.
Diferente do episódio de anos atrás, a suspensão atual ocorre em um contexto de endurecimento das regras de conduta para atletas em competições oficiais. Carol, conhecida por não se furtar de posicionamentos políticos, voltou a mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro em uma entrevista após uma etapa internacional, o que foi interpretado pela entidade como uma violação do código de ética.
Detalhes da Suspensão
- O Motivo: A FIVB alega que Carol descumpriu a regra que proíbe manifestações de cunho político ou religioso durante cerimônias oficiais e áreas de imprensa controladas pela federação.
- A Punição: A atleta está suspensa por três etapas do Circuito Mundial, o que prejudica diretamente sua corrida por pontos no ranking e possíveis patrocínios.
- A Defesa: A assessoria da jogadora e a própria Carol defendem que o esporte não pode ser alheio à realidade social e que o silenciamento de atletas é uma forma de censura.
Repercussão no Brasil
A decisão gerou uma onda de reações imediatas:
- CBV (Confederação Brasileira de Voleibol): Em nota, a entidade brasileira afirmou que segue os regulamentos internacionais, mas que dará suporte jurídico à atleta para recorrer da decisão.
- Comunidade Esportiva: Atletas de diversas modalidades se manifestaram nas redes sociais. Alguns defendem que “lugar de política é fora da quadra”, enquanto outros criaram a hashtag #LiberdadeNoVolei em apoio a Carol.
- Contexto Político: Por envolver o nome do ex-presidente Bolsonaro, o caso rapidamente escalou para as redes sociais, sendo utilizado por diferentes grupos políticos para debater a liberdade de expressão em 2026.
Histórico de Carol
Vale lembrar que, em 2020, Carol Solberg foi julgada pelo STJD após gritar “Fora, Bolsonaro” em uma transmissão ao vivo. Na época, ela foi inicialmente advertida, mas a punição foi posteriormente anulada, garantindo-lhe o direito de se manifestar. A nova suspensão pela entidade internacional (FIVB) mostra um rigor maior do que o visto anteriormente em âmbito nacional.
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