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Wagner Moura diz temer agentes do ICE e critica política anti-imigração dos EUA

O ator Wagner Moura afirmou temer o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) ao comentar a política anti-imigração liderada por...

20/02/2026 · 09h08 · Atualizado às 19h14
Wagner Moura diz temer agentes do ICE e critica política anti-imigração dos EUA

O ator Wagner Moura afirmou temer o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) ao comentar a política anti-imigração liderada por Donald Trump. Em entrevista ao jornal El País, publicada na quinta-feira (19/2), o artista brasileiro — que vive nos Estados Unidos desde 2017 — disse sentir receio de se deparar com agentes do órgão.

Segundo Moura, o atual cenário nos EUA é preocupante e comparável ao que ocorreu no Brasil nos últimos anos. “Estamos atravessando um momento muito feio. Até eu tenho medo de me deparar com o ICE. Digo isso porque reajo de maneira explosiva quando vejo uma situação de injustiça ou de autoritarismo diante dos meus olhos. E agora não sei se conseguiria fazer isso, porque esses caras podem te matar, como vimos”, declarou o ator na conversa com o veículo.

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O artista relacionou as ações de autoridades norte-americanas com processos de demonização que, segundo ele, também se repetiram no Brasil. Moura apontou que houve eficácia da extrema direita brasileira em transformar artistas, jornalistas e universidades em alvos, além de disseminar narrativas sobre esses grupos “viverem do dinheiro público” e contribuir para a ocultação da verdade.

O comentário foi feito no contexto da divulgação do filme “O Agente Secreto”, obra que recebeu quatro indicações ao Oscar. Moura utilizou a ocasião para traçar paralelos entre a polarização política observada nos dois países e para destacar o papel das redes sociais nesse processo.

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Sobre o impacto das plataformas digitais, o ator observou que há cerca de dez anos houve ingenuidade em relação ao potencial do Facebook como ferramenta de conexão e democratização da informação. “Hoje é evidente a união entre os oligarcas da tecnologia e a extrema direita. De alguma forma, nós, os progressistas, perdemos a batalha das redes sociais. Mas é preciso continuar insistindo, continuar lá, com pequenas desobediências”, afirmou.

Foto Caio Lirio caiolirio Todos os Direitos Reservados 021A7653

Na entrevista, Moura voltou a criticar medidas e discursos que, em sua avaliação, ampliam a intolerância e a perseguição a grupos considerados dissidentes ou críticos, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

 

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O ator Wagner Moura afirmou temer o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) ao comentar a política anti-imigração liderada por Donald Trump. Em entrevista ao jornal El País, publicada na quinta-feira (19/2), o artista brasileiro — que vive nos Estados Unidos desde 2017 — disse sentir receio de se deparar com agentes do órgão.

Segundo Moura, o atual cenário nos EUA é preocupante e comparável ao que ocorreu no Brasil nos últimos anos. “Estamos atravessando um momento muito feio. Até eu tenho medo de me deparar com o ICE. Digo isso porque reajo de maneira explosiva quando vejo uma situação de injustiça ou de autoritarismo diante dos meus olhos. E agora não sei se conseguiria fazer isso, porque esses caras podem te matar, como vimos”, declarou o ator na conversa com o veículo.

O artista relacionou as ações de autoridades norte-americanas com processos de demonização que, segundo ele, também se repetiram no Brasil. Moura apontou que houve eficácia da extrema direita brasileira em transformar artistas, jornalistas e universidades em alvos, além de disseminar narrativas sobre esses grupos “viverem do dinheiro público” e contribuir para a ocultação da verdade.

O comentário foi feito no contexto da divulgação do filme “O Agente Secreto”, obra que recebeu quatro indicações ao Oscar. Moura utilizou a ocasião para traçar paralelos entre a polarização política observada nos dois países e para destacar o papel das redes sociais nesse processo.

Sobre o impacto das plataformas digitais, o ator observou que há cerca de dez anos houve ingenuidade em relação ao potencial do Facebook como ferramenta de conexão e democratização da informação. “Hoje é evidente a união entre os oligarcas da tecnologia e a extrema direita. De alguma forma, nós, os progressistas, perdemos a batalha das redes sociais. Mas é preciso continuar insistindo, continuar lá, com pequenas desobediências”, afirmou.

Foto Caio Lirio caiolirio Todos os Direitos Reservados 021A7653

Na entrevista, Moura voltou a criticar medidas e discursos que, em sua avaliação, ampliam a intolerância e a perseguição a grupos considerados dissidentes ou críticos, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

 

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