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Economia

YouTube oferece milhões para manter criadores longe da Netflix

YouTube oferece pacotes milionários e exclusividade temporária a criadores para conter avanço da Netflix; conversas começaram nas últimas semanas.

21/08/2026 · 15h08
YouTube oferece milhões para manter criadores longe da Netflix

Plataforma negocia acordos milionários de exclusividade temporária com influenciadores, segundo duas fontes envolvidas. Conversas começaram nas últimas semanas e ainda não há contratos assinados.

O YouTube está negociando pacotes de pagamento milionários com criadores de conteúdo para mantê-los fora da Netflix por um período determinado, segundo apuração baseada em duas fontes com conhecimento direto das negociações. As conversas com criadores começaram nas últimas semanas e ainda não resultaram em contratos assinados.

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Em pelo menos um caso, o YouTube ofereceu um valor descrito como

“na casa dos milhões”

em troca de exclusividade temporária, mas os termos financeiros específicos ainda não foram detalhados.

Criadores que aceitarem acordos com a Netflix sem firmar exclusividade com o YouTube correm o risco de perder benefícios na plataforma, incluindo apoio de marketing, acesso a eventos e participação em campanhas de marca negociadas centralmente, de acordo com fontes ouvidas pela apuração. Nenhuma das duas empresas comentou publicamente os termos das negociações.

Fontes próximas ao assunto descrevem três formatos possíveis para as propostas do YouTube: financiamento direto para produções dos criadores, participação nos acordos de marca que a plataforma negocia com anunciantes e pagamentos antecipados em dinheiro. A contrapartida exigida é a permanência do conteúdo exclusivamente no YouTube durante um período determinado, e não uma exclusividade total e permanente.

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Essa estratégia marca uma mudança na relação histórica da plataforma com criadores, que era centrada na divisão de receita publicitária. Financiar programas individualmente aproxima o YouTube do papel de estúdio encomendedor de produções, o que passa a colocar a plataforma na posição de escolher quais canais recebem investimento.

Por outro lado, a Netflix adota modelo de licenciamento não exclusivo: nos contratos fechados pela streamer, o criador pode manter o canal, a receita publicitária, os patrocínios e a venda de produtos, enquanto a Netflix paga pelo direito de exibir o conteúdo em seu catálogo. Esse formato explica parte do avanço da Netflix junto a criadores nos últimos 18 meses.

A empresa fechou contrato com Ms. Rachel no início de 2025, com Mark Rober em agosto de 2025 e com as gêmeas Stokes Twins em julho deste ano. Também há acordos envolvendo Sidemen, Rhett & Link, Jordan Matter e Nick DiGiovanni, além de podcasts como The Bill Simmons Podcast e The Breakfast Club.

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Em outros exemplos, a plataforma comprou podcasts por valores fechados, como o acordo de US$ 100 milhões que trouxe Jay Shetty à plataforma via Spotify. No relatório semestral What We Watched, divulgado pela própria Netflix, foram atribuídas 126 milhões de visualizações aos vídeos de Ms. Rachel dentro da plataforma em um único período, mesmo com o conteúdo permanecendo disponível gratuitamente no YouTube.

O que está em jogo é relevante para o mercado: a receita do YouTube ultrapassou US$ 60 bilhões em 2025, superando a da Netflix no mesmo ano, e a empresa afirma ter pago mais de US$ 100 bilhões a criadores ao longo de quatro anos. Paralelamente, o YouTube tem endurecido critérios de entrada no Programa de Parcerias e mudou recentemente a forma como contabiliza visualizações.

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O YouTube está negociando pacotes de pagamento milionários com criadores de conteúdo para mantê-los fora da Netflix por um período determinado, segundo apuração baseada em duas fontes com conhecimento direto das negociações. As conversas com criadores começaram nas últimas semanas e ainda não resultaram em contratos assinados.

Em pelo menos um caso, o YouTube ofereceu um valor descrito como

“na casa dos milhões”

em troca de exclusividade temporária, mas os termos financeiros específicos ainda não foram detalhados.

Criadores que aceitarem acordos com a Netflix sem firmar exclusividade com o YouTube correm o risco de perder benefícios na plataforma, incluindo apoio de marketing, acesso a eventos e participação em campanhas de marca negociadas centralmente, de acordo com fontes ouvidas pela apuração. Nenhuma das duas empresas comentou publicamente os termos das negociações.

Fontes próximas ao assunto descrevem três formatos possíveis para as propostas do YouTube: financiamento direto para produções dos criadores, participação nos acordos de marca que a plataforma negocia com anunciantes e pagamentos antecipados em dinheiro. A contrapartida exigida é a permanência do conteúdo exclusivamente no YouTube durante um período determinado, e não uma exclusividade total e permanente.

Essa estratégia marca uma mudança na relação histórica da plataforma com criadores, que era centrada na divisão de receita publicitária. Financiar programas individualmente aproxima o YouTube do papel de estúdio encomendedor de produções, o que passa a colocar a plataforma na posição de escolher quais canais recebem investimento.

Por outro lado, a Netflix adota modelo de licenciamento não exclusivo: nos contratos fechados pela streamer, o criador pode manter o canal, a receita publicitária, os patrocínios e a venda de produtos, enquanto a Netflix paga pelo direito de exibir o conteúdo em seu catálogo. Esse formato explica parte do avanço da Netflix junto a criadores nos últimos 18 meses.

A empresa fechou contrato com Ms. Rachel no início de 2025, com Mark Rober em agosto de 2025 e com as gêmeas Stokes Twins em julho deste ano. Também há acordos envolvendo Sidemen, Rhett & Link, Jordan Matter e Nick DiGiovanni, além de podcasts como The Bill Simmons Podcast e The Breakfast Club.

Em outros exemplos, a plataforma comprou podcasts por valores fechados, como o acordo de US$ 100 milhões que trouxe Jay Shetty à plataforma via Spotify. No relatório semestral What We Watched, divulgado pela própria Netflix, foram atribuídas 126 milhões de visualizações aos vídeos de Ms. Rachel dentro da plataforma em um único período, mesmo com o conteúdo permanecendo disponível gratuitamente no YouTube.

O que está em jogo é relevante para o mercado: a receita do YouTube ultrapassou US$ 60 bilhões em 2025, superando a da Netflix no mesmo ano, e a empresa afirma ter pago mais de US$ 100 bilhões a criadores ao longo de quatro anos. Paralelamente, o YouTube tem endurecido critérios de entrada no Programa de Parcerias e mudou recentemente a forma como contabiliza visualizações.

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