Professores da rede municipal de São Paulo rejeitam proposta de reajuste e continuam em greve
Professores e demais servidores da Educação do município de São Paulo recusaram a oferta de aumento apresentada pela Prefeitura e decidiram manter a greve durante assembleia realizada esta semana. A paralisação teve início no final de abril.
A categoria pede recomposição salarial que inclui atualização de 5,4% no piso do magistério e valorização de 14,56%. A Prefeitura, por sua vez, propôs reajuste geral de 3,51% para todos os servidores, baseado no Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo (IPC-Fipe) acumulado no último ano considerado pela administração.
A proposta municipal passou por votação em primeiro turno na Câmara Municipal e obteve aprovação inicial; uma segunda votação está prevista para ocorrer na sequência. A gestão municipal informou que a medida terá impacto superior a R$ 1 bilhão por ano na folha de pagamento e que, caso aprovada, os servidores terão reajustes aplicados já em maio, resultantes da soma de 2,55% concedidos em 2025 e 2% programados para 2026.
O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) afirmou que a proposta encaminhada pelo prefeito Ricardo Nunes não recupera as perdas acumuladas pela categoria. Em comunicado, o Sinpeem anunciou a manutenção e intensificação da greve, com realização de manifestação e nova assembleia em frente à Prefeitura.
O Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo (Sinesp) qualificou a oferta como “indecente”, destacando que o reajuste não cobre a inflação do período e seria concedido em duas parcelas. O Sinesp também criticou pontos da proposta que, segundo o sindicato, incentivam formas de contratação precárias, prejudicam concursos públicos e alteram o cargo de professor de educação infantil, o que poderia abrir “portas para a privatização”.
O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) também rejeitou a proposta, apontando que o percentual sugerido é inferior à inflação acumulada nos últimos doze meses medida pelo IPCA, e criticou a divisão do reajuste de 3,51% em duas parcelas, bem como o tratamento de benefícios como vale-alimentação e auxílio-refeição.
A Prefeitura afirmou que, na área da Educação, parte dos profissionais terá aumento de 5,4% no piso inicial, e que um professor em início de carreira, com jornada de 40 horas semanais, passará a receber R$ 5.831,88, valor 13,7% acima do piso nacional da categoria para 2026. O Executivo também informou que mantém política contínua de valorização dos servidores desde 2021 e recordou decisão judicial que determina a manutenção parcial do funcionamento das unidades educacionais durante a greve, com exigência de operação mínima por profissionais.
A administração municipal acrescentou que ausências não justificadas serão descontadas conforme a legislação e orientou responsáveis por alunos a acionar as Diretorias Regionais de Educação em caso de falta de atendimento nas escolas.
Com informações de Agência Brasil
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

