Na semana do Dia das Mães, o Brasil registrou a vacinação de mais de 1 milhão de gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela maior parte dos casos de bronquiolite em crianças pequenas.
A bronquiolite atinge principalmente crianças com menos de dois anos e provoca inflamação nos bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões. Entre os sinais mais comuns estão coriza, tosse, febre, espirros, chiado no peito e respiração acelerada ou dificultosa. Em quadros graves, lactentes podem ter dificuldade para mamar, apresentar apneia, vômitos e cianose nas extremidades.
A vacina contra o VSR foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025. Segundo o Ministério da Saúde, a inclusão representa um avanço na saúde pública, tendo em vista que, no setor privado, o imunizante pode chegar a R$ 1,5 mil. A proteção funciona pela indução de anticorpos na gestante, que são transferidos ao feto durante a gravidez, conferindo defesa nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade para complicações respiratórias.
Ensaios clínicos apontaram eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento.
O Ministério da Saúde informou que, até 18 de abril de 2026, houve redução de 52% nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR em crianças menores de dois anos, comparando-se o mesmo período de 2023: as hospitalizações caíram de 6,8 mil para 3,2 mil. Os óbitos também diminuíram 63%, passando de 72 para 27 mortes.

Em evento realizado em Lauro de Freitas (BA), o ministro Alexandre Padilha destacou a retomada das campanhas de imunização. “O Brasil voltou a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas e enfraqueceram o Programa Nacional de Imunizações”, afirmou o ministro.
Na mesma visita a Lauro de Freitas, o ministro assinou ordem de serviço para a construção da primeira maternidade municipal. O anúncio incluiu a liberação imediata de R$ 103 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saúde para obras e compra de equipamentos. A unidade terá capacidade para 100 leitos, atenderá mais de 3 mil pacientes da cidade e da região metropolitana de Salvador, funcionará 24 horas e oferecerá assistência de média e alta complexidade, incluindo internações, atendimento ambulatorial e serviços de urgência e emergência ginecológica e obstétrica.
Com informações de Agência Brasil
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