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Brasil

67% dizem que escala 6×1 piora saúde mental, mostra pesquisa

Levantamento do Instituto Locomotiva mostra que 67% consideram que a escala 6x1 piora a saúde mental; CCJ do Senado aprovou proposta sobre o tema.

02/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h17
67% dizem que escala 6×1 piora saúde mental, mostra pesquisa

Levantamento do Instituto Locomotiva: 67% relatam piora da saúde mental e 62% da física com a escala 6×1. A CCJ do Senado aprovou proposta que pode acabar com o regime; debate sobre impactos econômicos continua.

Trabalhar seis dias seguidos e descansar apenas um proporciona piora da saúde mental para 67% dos brasileiros ouvidos por levantamento do Instituto Locomotiva, divulgado nesta terça (2). A mesma pesquisa indica que a rotina da escala 6×1 prejudica a saúde física para 62% dos entrevistados.

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O possível fim da escala 6×1 estava em tramitação avançada no Congresso. A proposta de emenda à Constituição sobre o tema foi aprovada nesta tarde pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A aprovação na CCJ ocorre enquanto estudos sobre os impactos econômicos do fim da 6×1 seguem em debate entre parlamentares, que citam divergências quanto à influência na inflação e no Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo avaliou o presidente do instituto, Renato Meirelles, o levantamento aponta que o problema central para os brasileiros está no tamanho da vida que sobra depois do trabalho.

“A pesquisa mostra que a jornada pesa sobre dimensões fundamentais da qualidade de vida, como saúde mental, descanso, tempo com a família e relações pessoais”

O levantamento foi feito em parceria com a QuestionPro entre os dias 2 e 8 de junho e ouviu 1.030 brasileiros em todas as regiões do país. Entre os resultados, 69% consideram que o tempo com a família é prejudicado ao trabalhar seis dias seguidos e folgar um; 61% afirmam que o sono e o descanso são impactados.

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Além disso, 71% dos entrevistados dizem que a jornada dificulta a manutenção de hábitos saudáveis, e 78% apontam ser difícil descansar de verdade trabalhando tanto tempo. O sentimento de viver cada vez mais cansado foi relatado por 83% das pessoas ouvidas.

O levantamento também mostrou percepção sobre sacrifícios feitos em nome da renda: 85% dos que atuam na escala 6×1 afirmaram que sacrificam saúde e lazer em nome da renda; entre as mulheres, esse percentual chega a 89%.

A PEC 221 de 2019, que tramita no Congresso Nacional, prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem diminuição salarial. A proposta reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e prevê uma regra de transição de 14 meses.

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Nas discussões no Congresso, parlamentares destacaram que estudos sobre o fim da escala 6×1 divergem quanto aos efeitos sobre a inflação e o PIB, mantendo o tema em debate durante a tramitação da proposta.

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Levantamento do Instituto Locomotiva: 67% relatam piora da saúde mental e 62% da física com a escala 6×1. A CCJ do Senado aprovou proposta que pode acabar com o regime; debate sobre impactos econômicos continua.

Trabalhar seis dias seguidos e descansar apenas um proporciona piora da saúde mental para 67% dos brasileiros ouvidos por levantamento do Instituto Locomotiva, divulgado nesta terça (2). A mesma pesquisa indica que a rotina da escala 6×1 prejudica a saúde física para 62% dos entrevistados.

O possível fim da escala 6×1 estava em tramitação avançada no Congresso. A proposta de emenda à Constituição sobre o tema foi aprovada nesta tarde pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A aprovação na CCJ ocorre enquanto estudos sobre os impactos econômicos do fim da 6×1 seguem em debate entre parlamentares, que citam divergências quanto à influência na inflação e no Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo avaliou o presidente do instituto, Renato Meirelles, o levantamento aponta que o problema central para os brasileiros está no tamanho da vida que sobra depois do trabalho.

“A pesquisa mostra que a jornada pesa sobre dimensões fundamentais da qualidade de vida, como saúde mental, descanso, tempo com a família e relações pessoais”

O levantamento foi feito em parceria com a QuestionPro entre os dias 2 e 8 de junho e ouviu 1.030 brasileiros em todas as regiões do país. Entre os resultados, 69% consideram que o tempo com a família é prejudicado ao trabalhar seis dias seguidos e folgar um; 61% afirmam que o sono e o descanso são impactados.

Além disso, 71% dos entrevistados dizem que a jornada dificulta a manutenção de hábitos saudáveis, e 78% apontam ser difícil descansar de verdade trabalhando tanto tempo. O sentimento de viver cada vez mais cansado foi relatado por 83% das pessoas ouvidas.

O levantamento também mostrou percepção sobre sacrifícios feitos em nome da renda: 85% dos que atuam na escala 6×1 afirmaram que sacrificam saúde e lazer em nome da renda; entre as mulheres, esse percentual chega a 89%.

A PEC 221 de 2019, que tramita no Congresso Nacional, prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem diminuição salarial. A proposta reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e prevê uma regra de transição de 14 meses.

Nas discussões no Congresso, parlamentares destacaram que estudos sobre o fim da escala 6×1 divergem quanto aos efeitos sobre a inflação e o PIB, mantendo o tema em debate durante a tramitação da proposta.

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