Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Injeção do BNDES na economia foi de R$ 1 bilhão por dia em 2025

TRANSMISSÃO: Record O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou que a injeção de recursos na economia brasileira atingiu,...

18/03/2026 · 07h36
Injeção do BNDES na economia foi de R$ 1 bilhão por dia em 2025

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou que a injeção de recursos na economia brasileira atingiu, em média, R$ 1 bilhão por dia ao longo de 2025, com desembolsos e garantias somando R$ 366 bilhões no ano.

O balanço financeiro da instituição, divulgado nesta terça-feira (17) na sede do banco no Rio de Janeiro, indica que o total representa um avanço de 32% em relação a 2024 e é 140% superior ao registrado em 2022, último ano da gestão anterior.

Publicidade

Em 2025 o BNDES registrou lucro líquido de R$ 26,8 bilhões, alta de 1,7% ante 2024. O lucro recorrente — que exclui efeitos extraordinários como vendas de participações — foi de R$ 15,2 bilhões, aumento de 15,4% e o maior valor da história do banco.

Composição do impacto

De acordo com o banco, os R$ 366 bilhões destinados à economia em 2025 foram divididos entre R$ 237,9 bilhões em aprovações de operações de crédito e R$ 128,2 bilhões em garantias. O BNDES informou que a parcela referente a garantias funciona como um fiador para financiamentos e tem foco em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, qualificou o montante como uma “contribuição fantástica”. “Isso permite investimento, inovação, modernização, descarbonização da economia”, disse. “O aumento da produtividade e o aumento da oferta de produtos com mais competitividade ajudam também reduzir a inflação estrutural”, acrescentou.

As consultas por financiamento, primeiro estágio para obtenção de crédito, somaram R$ 389,2 bilhões em 2025, avanço de 19% em um ano. As aprovações de crédito cresceram 12% e chegaram a R$ 237,9 bilhões, enquanto os desembolsos alcançaram R$ 169,7 bilhões, 27% acima de 2024.

Segundo o BNDES, aprovações e desembolsos representaram 1,9% do Produto Interno Bruto de 2025. O banco também aprovou R$ 24 bilhões para empresas exportadoras e R$ 16,7 bilhões voltados à inovação.

Setores e MPMEs

O setor de infraestrutura liderou as aprovações, com R$ 71,4 bilhões, seguido pela indústria, com R$ 71 bilhões; agropecuária, R$ 54,3 bilhões; e comércio e serviços, R$ 41,2 bilhões. A indústria foi o segmento que mais cresceu na concessão de crédito em comparação com 2024, com alta de 35%, e 2025 marcou o segundo ano consecutivo em que a indústria superou a agropecuária nas aprovações.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID
rbr6623

Para micro, pequenas e médias empresas, o banco apontou aprovações de crédito e garantias que totalizaram R$ 224 bilhões em 2025, aumento de 43% sobre 2024 e de 215% em relação a 2022. Desse montante, 57% corresponderam a garantias.

Mercadante enfatizou a função do BNDES como garantidor para esse público: “Qual a grande dificuldade do micro, pequeno e médio empresário para ter acesso ao crédito? É a garantia”. “Então, quando o BNDES tem o fundo garantidor, a gente alavanca o crédito para esse segmento, que gera muito emprego, democratiza o capital, distribui melhor a riqueza”, completou.

Participações, inadimplência e composição dos juros

A carteira de participações acionárias do banco chegou a R$ 86,4 bilhões. Entre as principais empresas nas quais o BNDES detém ações e fundos estão Petrobras, JBS, Axia Energia (antiga Eletrobras) e Copel. Desde janeiro de 2023, o banco recebeu R$ 54,8 bilhões em dividendos e na venda de participações societárias.

Publicidade

O índice de inadimplência encerrou 2025 em 0,06%, percentual que o BNDES destacou como “expressivamente inferior” à média dos bancos no país, de 4,08%. Quanto à composição dos desembolsos, 65,5% foram a juros de mercado, 34,1% classificados como “incentivados” (subsidados) e 0,4% não reembolsáveis.

A diretoria do banco lembrou que pelo menos 60% do lucro do ano anterior pode ser transferido ao Tesouro Nacional, medida que contribui para o equilíbrio das contas públicas. “O BNDES vai fazer tudo o que puder para contribuir para a sustentação das contas públicas”, afirmou Mercadante, observando que essa contribuição deve ocorrer sem comprometer o desempenho do banco em relação ao crédito.

O balanço foi apresentado na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, e reúne os principais indicadores financeiros e operacionais referentes a 2025.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou que a injeção de recursos na economia brasileira atingiu, em média, R$ 1 bilhão por dia ao longo de 2025, com desembolsos e garantias somando R$ 366 bilhões no ano.

O balanço financeiro da instituição, divulgado nesta terça-feira (17) na sede do banco no Rio de Janeiro, indica que o total representa um avanço de 32% em relação a 2024 e é 140% superior ao registrado em 2022, último ano da gestão anterior.

Em 2025 o BNDES registrou lucro líquido de R$ 26,8 bilhões, alta de 1,7% ante 2024. O lucro recorrente — que exclui efeitos extraordinários como vendas de participações — foi de R$ 15,2 bilhões, aumento de 15,4% e o maior valor da história do banco.

Composição do impacto

De acordo com o banco, os R$ 366 bilhões destinados à economia em 2025 foram divididos entre R$ 237,9 bilhões em aprovações de operações de crédito e R$ 128,2 bilhões em garantias. O BNDES informou que a parcela referente a garantias funciona como um fiador para financiamentos e tem foco em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, qualificou o montante como uma “contribuição fantástica”. “Isso permite investimento, inovação, modernização, descarbonização da economia”, disse. “O aumento da produtividade e o aumento da oferta de produtos com mais competitividade ajudam também reduzir a inflação estrutural”, acrescentou.

As consultas por financiamento, primeiro estágio para obtenção de crédito, somaram R$ 389,2 bilhões em 2025, avanço de 19% em um ano. As aprovações de crédito cresceram 12% e chegaram a R$ 237,9 bilhões, enquanto os desembolsos alcançaram R$ 169,7 bilhões, 27% acima de 2024.

Segundo o BNDES, aprovações e desembolsos representaram 1,9% do Produto Interno Bruto de 2025. O banco também aprovou R$ 24 bilhões para empresas exportadoras e R$ 16,7 bilhões voltados à inovação.

Setores e MPMEs

O setor de infraestrutura liderou as aprovações, com R$ 71,4 bilhões, seguido pela indústria, com R$ 71 bilhões; agropecuária, R$ 54,3 bilhões; e comércio e serviços, R$ 41,2 bilhões. A indústria foi o segmento que mais cresceu na concessão de crédito em comparação com 2024, com alta de 35%, e 2025 marcou o segundo ano consecutivo em que a indústria superou a agropecuária nas aprovações.

rbr6623

Para micro, pequenas e médias empresas, o banco apontou aprovações de crédito e garantias que totalizaram R$ 224 bilhões em 2025, aumento de 43% sobre 2024 e de 215% em relação a 2022. Desse montante, 57% corresponderam a garantias.

Mercadante enfatizou a função do BNDES como garantidor para esse público: “Qual a grande dificuldade do micro, pequeno e médio empresário para ter acesso ao crédito? É a garantia”. “Então, quando o BNDES tem o fundo garantidor, a gente alavanca o crédito para esse segmento, que gera muito emprego, democratiza o capital, distribui melhor a riqueza”, completou.

Participações, inadimplência e composição dos juros

A carteira de participações acionárias do banco chegou a R$ 86,4 bilhões. Entre as principais empresas nas quais o BNDES detém ações e fundos estão Petrobras, JBS, Axia Energia (antiga Eletrobras) e Copel. Desde janeiro de 2023, o banco recebeu R$ 54,8 bilhões em dividendos e na venda de participações societárias.

O índice de inadimplência encerrou 2025 em 0,06%, percentual que o BNDES destacou como “expressivamente inferior” à média dos bancos no país, de 4,08%. Quanto à composição dos desembolsos, 65,5% foram a juros de mercado, 34,1% classificados como “incentivados” (subsidados) e 0,4% não reembolsáveis.

A diretoria do banco lembrou que pelo menos 60% do lucro do ano anterior pode ser transferido ao Tesouro Nacional, medida que contribui para o equilíbrio das contas públicas. “O BNDES vai fazer tudo o que puder para contribuir para a sustentação das contas públicas”, afirmou Mercadante, observando que essa contribuição deve ocorrer sem comprometer o desempenho do banco em relação ao crédito.

O balanço foi apresentado na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, e reúne os principais indicadores financeiros e operacionais referentes a 2025.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA