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Saúde

Vacina contra herpes-zóster é segura para pacientes com doenças reumáticas, indica estudo da USP

Pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) aponta que a vacina recombinante contra herpes-zóster é segura para pessoas com doenças reumáticas...

17/03/2026 · 20h36 · Atualizado às 18h46
Vacina contra herpes-zóster é segura para pacientes com doenças reumáticas, indica estudo da USP

Pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) aponta que a vacina recombinante contra herpes-zóster é segura para pessoas com doenças reumáticas autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus.

O estudo, conduzido por pesquisadores da FMUSP e coordenado pela reumatologista Eloisa Bonfá, avaliou 1.192 pacientes com nove diagnósticos diferentes de doenças reumáticas autoimunes (DRAI). Segundo a equipe, cerca de 90% dos participantes apresentaram resposta sorológica adequada após as duas doses da vacina.

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Entre os pacientes avaliados, 30% tinham a doença em atividade no momento da vacinação. A pesquisa não encontrou aumento do risco de agravamento das condições pré-existentes: a taxa de piora clínica nos vacinados foi de 14%, praticamente igual aos 15% observados no grupo que recebeu placebo.

Os relatos de eventos adversos foram, em média, menores no grupo de pacientes reumáticos do que no grupo de controle formado por pessoas saudáveis, com menos queixas como dor no local da aplicação e febre.

Apesar dos resultados gerais positivos, a resposta imune foi reduzida em pacientes que utilizam determinados medicamentos imunossupressores, como rituximabe e micofenolato de mofetila. A equipe sugere que esses casos requeiram avaliação específica, possivelmente com esquemas de reforço vacinal.

Eloisa Bonfá destacou que a pesquisa é a maior do mundo a avaliar de forma sistemática a segurança e a imunogenicidade da vacina em pacientes com sistema imunológico comprometido por doenças reumáticas. A especialista lembrou que a vacina recombinante está disponível no mercado e é recomendada para pessoas com mais de 50 anos, faixa etária em que o risco de herpes-zóster aumenta.

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Os autores também observaram que, em pacientes com doenças reumáticas, a ocorrência de herpes-zóster pode levar a internações e custos elevados para o sistema de saúde, além de risco de desfechos graves. O artigo com os resultados foi publicado na revista científica The Lancet Rheumatology.

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O que é herpes-zóster

A herpes-zóster, conhecida como cobreiro, é causada pelo vírus Varicela-Zóster (VVZ), o mesmo agente da catapora, que permanece em latência no organismo. A reativação ocorre na vida adulta ou em pessoas com comprometimento imunológico, incluindo portadores de doenças crônicas, segundo informações do Ministério da Saúde.

Os principais sintomas incluem dor intensa, formigamento, ardor, coceira e sensibilidade exagerada na região afetada. Podem ocorrer também febre baixa, dor de cabeça e mal-estar. Na fase ativa surgem manchas vermelhas com pequenas bolhas agrupadas que, após romperem e secarem, formam crostas em cerca de sete a 10 dias, com recuperação completa da pele em até quatro semanas.

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O tratamento envolve antivirais que devem ser iniciados nas primeiras 72 horas após o aparecimento das lesões. Analgésicos são indicados para controle da dor e antibióticos podem ser necessários em casos de infecção secundária. Entre as complicações estão dor crônica persistente, comprometimento de funções como equilíbrio e fala, alterações na contagem de plaquetas, varicela disseminada em indivíduos imunocomprometidos e infecções bacterianas secundárias que podem evoluir para sepse ou outras complicações sistêmicas.

 

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Pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) aponta que a vacina recombinante contra herpes-zóster é segura para pessoas com doenças reumáticas autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus.

O estudo, conduzido por pesquisadores da FMUSP e coordenado pela reumatologista Eloisa Bonfá, avaliou 1.192 pacientes com nove diagnósticos diferentes de doenças reumáticas autoimunes (DRAI). Segundo a equipe, cerca de 90% dos participantes apresentaram resposta sorológica adequada após as duas doses da vacina.

Entre os pacientes avaliados, 30% tinham a doença em atividade no momento da vacinação. A pesquisa não encontrou aumento do risco de agravamento das condições pré-existentes: a taxa de piora clínica nos vacinados foi de 14%, praticamente igual aos 15% observados no grupo que recebeu placebo.

Os relatos de eventos adversos foram, em média, menores no grupo de pacientes reumáticos do que no grupo de controle formado por pessoas saudáveis, com menos queixas como dor no local da aplicação e febre.

Apesar dos resultados gerais positivos, a resposta imune foi reduzida em pacientes que utilizam determinados medicamentos imunossupressores, como rituximabe e micofenolato de mofetila. A equipe sugere que esses casos requeiram avaliação específica, possivelmente com esquemas de reforço vacinal.

Eloisa Bonfá destacou que a pesquisa é a maior do mundo a avaliar de forma sistemática a segurança e a imunogenicidade da vacina em pacientes com sistema imunológico comprometido por doenças reumáticas. A especialista lembrou que a vacina recombinante está disponível no mercado e é recomendada para pessoas com mais de 50 anos, faixa etária em que o risco de herpes-zóster aumenta.

Os autores também observaram que, em pacientes com doenças reumáticas, a ocorrência de herpes-zóster pode levar a internações e custos elevados para o sistema de saúde, além de risco de desfechos graves. O artigo com os resultados foi publicado na revista científica The Lancet Rheumatology.

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O que é herpes-zóster

A herpes-zóster, conhecida como cobreiro, é causada pelo vírus Varicela-Zóster (VVZ), o mesmo agente da catapora, que permanece em latência no organismo. A reativação ocorre na vida adulta ou em pessoas com comprometimento imunológico, incluindo portadores de doenças crônicas, segundo informações do Ministério da Saúde.

Os principais sintomas incluem dor intensa, formigamento, ardor, coceira e sensibilidade exagerada na região afetada. Podem ocorrer também febre baixa, dor de cabeça e mal-estar. Na fase ativa surgem manchas vermelhas com pequenas bolhas agrupadas que, após romperem e secarem, formam crostas em cerca de sete a 10 dias, com recuperação completa da pele em até quatro semanas.

O tratamento envolve antivirais que devem ser iniciados nas primeiras 72 horas após o aparecimento das lesões. Analgésicos são indicados para controle da dor e antibióticos podem ser necessários em casos de infecção secundária. Entre as complicações estão dor crônica persistente, comprometimento de funções como equilíbrio e fala, alterações na contagem de plaquetas, varicela disseminada em indivíduos imunocomprometidos e infecções bacterianas secundárias que podem evoluir para sepse ou outras complicações sistêmicas.

 

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