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Saúde

Ministério da Saúde em alerta máximo por avanço de surto de sarampo nas Américas

O Ministério da Saúde brasileiro elevou o nível de vigilância diante do aumento de casos de sarampo em países das Américas. Segundo Eder Gatti,...

18/03/2026 · 12h18 · Atualizado às 19h12
Ministério da Saúde em alerta máximo por avanço de surto de sarampo nas Américas

O Ministério da Saúde brasileiro elevou o nível de vigilância diante do aumento de casos de sarampo em países das Américas. Segundo Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), o governo tem mantido ações contínuas de prevenção e controle para preservar o status do Brasil como área livre da doença.

No total, em 2025 foram registrados 14.891 casos de sarampo distribuídos por 14 países do continente, com 29 óbitos. Em 2026, até 5 de março, já foram confirmadas 7.145 infecções nas Américas.

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No Brasil, a primeira ocorrência confirmada em 2026 foi notificada na semana passada: trata-se de uma bebê de 6 meses, residente em São Paulo, que contraiu o vírus durante uma viagem à Bolívia, país que enfrenta um surto.

Em 2025, o país contabilizou 38 casos de sarampo. Apesar do aumento de notificações no exterior, o governo afirma que, por enquanto, o Brasil não corre risco imediato de perder o certificado de área livre da doença, reconquistado em 2024, já que não há transmissão sustentada no território nacional.

“Por conta do cenário internacional, o Ministério está em alerta máximo. Vamos manter essa certificação, mas é preciso continuar vacinando a população e reforçar ações em locais com cobertura vacinal mais baixa”, explicou Gatti, ressaltando a importância da vacinação como principal medida de prevenção.

O Ministério da Saúde tem intensificado campanhas de imunização especialmente em áreas de fronteira. O calendário básico do Sistema Único de Saúde prevê duas doses da vacina contra o sarampo: a primeira aos 12 meses, na forma da tríplice viral, e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral.

No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade adequada. As autoridades orientam que todas as pessoas com até 59 anos que não tenham comprovante das duas doses devem se vacinar.

Investigação e bloqueio vacinal

O PNI informou que, em 2025, foram notificadas 3.818 suspeitas de sarampo. Em 2026, até 26 de janeiro — data da última atualização do painel do Ministério da Saúde —, houve 27 suspeitas no país.

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Ao identificar uma suspeita, os municípios notificam o Ministério e iniciam imediatamente o bloqueio vacinal: são identificadas as pessoas que tiveram contato com o caso para verificar sintomas e aplicar a vacina preventivamente. Em seguida, equipes realizam busca ativa no entorno da residência do possível infectado, vacinando contatos e investigando laboratórios e unidades de saúde em busca de casos não notificados.

Quando a investigação laboratorial descarta a suspeita, as ações são encerradas. Se confirmada a infecção, paciente e comunidade permanecem sob monitoramento por três meses antes de declarar o fim do evento. Para bebês entre 6 meses e 1 ano que tiveram contato com casos suspeitos ou vivem perto deles, é aplicada a chamada “dose zero”; mesmo assim, esses menores devem receber as duas doses conforme o calendário.

Preocupação com viagens internacionais

Gatti afirmou que o Brasil dispõe das ferramentas para impedir a disseminação do surto observado em outros países do continente. Ele lembrou que, em junho e julho, os três países com situação mais grave — Estados Unidos, México e Canadá — vão receber a Copa do Mundo de futebol, o que pode aumentar o fluxo de turistas, incluindo brasileiros, e facilitar a propagação do vírus.

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Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem divulgado mensagens em aeroportos e portos sobre a importância da vacinação. Gatti também frisou a necessidade de manter campanhas em áreas turísticas e em cidades de fronteira, onde há intensa circulação de pessoas.

As medidas de controle e a campanha vacinal seguem como prioridade para evitar a circulação sustentada do sarampo no país.

 

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O Ministério da Saúde brasileiro elevou o nível de vigilância diante do aumento de casos de sarampo em países das Américas. Segundo Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), o governo tem mantido ações contínuas de prevenção e controle para preservar o status do Brasil como área livre da doença.

No total, em 2025 foram registrados 14.891 casos de sarampo distribuídos por 14 países do continente, com 29 óbitos. Em 2026, até 5 de março, já foram confirmadas 7.145 infecções nas Américas.

No Brasil, a primeira ocorrência confirmada em 2026 foi notificada na semana passada: trata-se de uma bebê de 6 meses, residente em São Paulo, que contraiu o vírus durante uma viagem à Bolívia, país que enfrenta um surto.

Em 2025, o país contabilizou 38 casos de sarampo. Apesar do aumento de notificações no exterior, o governo afirma que, por enquanto, o Brasil não corre risco imediato de perder o certificado de área livre da doença, reconquistado em 2024, já que não há transmissão sustentada no território nacional.

“Por conta do cenário internacional, o Ministério está em alerta máximo. Vamos manter essa certificação, mas é preciso continuar vacinando a população e reforçar ações em locais com cobertura vacinal mais baixa”, explicou Gatti, ressaltando a importância da vacinação como principal medida de prevenção.

O Ministério da Saúde tem intensificado campanhas de imunização especialmente em áreas de fronteira. O calendário básico do Sistema Único de Saúde prevê duas doses da vacina contra o sarampo: a primeira aos 12 meses, na forma da tríplice viral, e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral.

No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade adequada. As autoridades orientam que todas as pessoas com até 59 anos que não tenham comprovante das duas doses devem se vacinar.

Investigação e bloqueio vacinal

O PNI informou que, em 2025, foram notificadas 3.818 suspeitas de sarampo. Em 2026, até 26 de janeiro — data da última atualização do painel do Ministério da Saúde —, houve 27 suspeitas no país.

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Ao identificar uma suspeita, os municípios notificam o Ministério e iniciam imediatamente o bloqueio vacinal: são identificadas as pessoas que tiveram contato com o caso para verificar sintomas e aplicar a vacina preventivamente. Em seguida, equipes realizam busca ativa no entorno da residência do possível infectado, vacinando contatos e investigando laboratórios e unidades de saúde em busca de casos não notificados.

Quando a investigação laboratorial descarta a suspeita, as ações são encerradas. Se confirmada a infecção, paciente e comunidade permanecem sob monitoramento por três meses antes de declarar o fim do evento. Para bebês entre 6 meses e 1 ano que tiveram contato com casos suspeitos ou vivem perto deles, é aplicada a chamada “dose zero”; mesmo assim, esses menores devem receber as duas doses conforme o calendário.

Preocupação com viagens internacionais

Gatti afirmou que o Brasil dispõe das ferramentas para impedir a disseminação do surto observado em outros países do continente. Ele lembrou que, em junho e julho, os três países com situação mais grave — Estados Unidos, México e Canadá — vão receber a Copa do Mundo de futebol, o que pode aumentar o fluxo de turistas, incluindo brasileiros, e facilitar a propagação do vírus.

Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem divulgado mensagens em aeroportos e portos sobre a importância da vacinação. Gatti também frisou a necessidade de manter campanhas em áreas turísticas e em cidades de fronteira, onde há intensa circulação de pessoas.

As medidas de controle e a campanha vacinal seguem como prioridade para evitar a circulação sustentada do sarampo no país.

 

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