A Transpetro, braço logístico da Petrobras, informou nesta quarta-feira (18) que passará a realizar serviços de transporte marítimo para companhias que não pertencem ao chamado sistema Petrobras. A empresa firmou, pela primeira vez, contratos de navegação com duas companhias privadas: Trafigura e Ipiranga.
Segundo a nota divulgada pela subsidiária, a ampliação do leque de clientes é parte de uma estratégia para diversificar o portfólio. A Transpetro passa a incluir no escopo de atuação o afretamento de embarcações estrangeiras para operar tanto na cabotagem — transporte ao longo da costa brasileira — quanto no longo curso, que envolve trajetos internacionais.
A decisão, conforme a Transpetro, considera três fatores principais: a expansão do transporte aquaviário no Brasil; a maior demanda por afretamento de navios estrangeiros em razão da escassa disponibilidade de embarcações com bandeira brasileira; e o incremento da produção de petróleo no país.
A companhia também citou dados do Ministério de Portos e Aeroportos indicando que, entre janeiro e novembro de 2025, o volume movimentado de petróleo e derivados nos portos brasileiros atingiu cerca de 203 milhões de toneladas.
Outros serviços
Além do transporte em si, a Transpetro vai oferecer a novos clientes uma série de serviços relacionados à operação de navios, como vetting — avaliação técnico-operacional para checar padrões de segurança — e fitting, que envolve a verificação e adaptação das embarcações às exigências dos terminais. A oferta inclui ainda suporte regulatório, monitoramento operacional e emissão de documentos de transporte.

O diretor financeiro da Transpetro, Danilo Silva, destacou que a empresa pretende viabilizar operações com embarcações estrangeiras quando não houver navios de bandeira brasileira disponíveis, ampliando a capacidade de atendimento ao mercado.
A Transpetro já presta serviços logísticos a distribuidores, à indústria petroquímica e a outras empresas do setor de óleo e gás, com mais de 130 clientes em sua carteira. A companhia é apontada como a maior logística multimodal de petróleo, derivados e biocombustíveis da América Latina, operando uma frota de 33 navios, 46 terminais — sendo 25 aquaviários e 21 terrestres — e cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos.
Com informações de Agência Brasil
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