Quebra do monopólio da Novo Nordisk abre caminho para concorrência; expectativa é que novas versões de canetas de semaglutida cheguem às farmácias até junho de 2026.
SAÚDE – O fim da exclusividade da patente da semaglutida é um marco para a saúde pública, mas a redução imediata de preços nas prateleiras ainda não aconteceu. Segundo especialistas ouvidos pelo G1, o processo de fabricação de biossimilares (os “genéricos” de medicamentos biológicos) é complexo e exige aprovações rigorosas da Anvisa.
O Cenário Atual do Mercado
- A Queda da Patente: Com o fim da proteção intelectual, outros laboratórios brasileiros e internacionais ganharam o direito de produzir a semaglutida. No entanto, a infraestrutura para produzir as canetas aplicadoras é o maior gargalo tecnológico no momento.
- Previsão de Junho: Grandes indústrias farmacêuticas nacionais estão em fase final de testes e registro. A estimativa é que até junho de 2026, as primeiras alternativas ao Ozempic com preços competitivos (estimados em até 30% a 40% mais baratos) comecem a chegar ao consumidor final.
- Abastecimento: O mercado espera que a entrada de novos players acabe com as frequentes faltas do medicamento nas farmácias, problema que marcou os anos de 2024 e 2025 devido à explosão da demanda global.
Desafios e Segurança
A reportagem faz alertas importantes para este período de transição:
- Cuidado com Fórmulas Manipuladas: A Anvisa reforça que a semaglutida “em gotas” ou manipulada sem registro oficial continua proibida e oferece riscos à saúde.
- Diferença de Tecnologia: Os novos medicamentos que chegarão em junho devem manter o padrão de “canetas inteligentes”, mas cada fabricante pode ter um design de aplicação ligeiramente diferente.
- Prescrição Médica: Mesmo com a queda da patente e o aumento da oferta, o uso da semaglutida para perda de peso deve continuar sendo acompanhado por médicos, devido aos efeitos colaterais gastrointestinais.
Para o SUS e para os planos de saúde, a quebra da patente representa uma economia potencial de bilhões de reais. A expectativa é que, com a concorrência, o acesso ao tratamento para o controle do diabetes se torne muito mais democrático, saindo da esfera de “medicamento de elite” para um item de prateleira mais acessível.
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