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Saúde

Looksmaxxing: A polêmica tendência que leva jovens a fraturar o próprio rosto em busca da “beleza perfeita”

 Especialistas alertam para os perigos do “bonesmashing” e outras práticas extremas disseminadas em redes sociais; movimento foca na masculinização facial agressiva. Leia também Reconhecimento Histórico: Hospital de Cirurgia homenageia Márcia Guimarães por liderança na reconstrução da instituição centenária O termo Looksmaxxing (uma junção de “looks” e “maximizing”) tomou conta dos algoritmos de redes sociais como TikTok e […]

21/03/2026 · 21h38 · Atualizado às 18h34
Looksmaxxing: A polêmica tendência que leva jovens a fraturar o próprio rosto em busca da “beleza perfeita”

 Especialistas alertam para os perigos do “bonesmashing” e outras práticas extremas disseminadas em redes sociais; movimento foca na masculinização facial agressiva.

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O termo Looksmaxxing (uma junção de “looks” e “maximizing”) tomou conta dos algoritmos de redes sociais como TikTok e YouTube, criando uma subcultura obsessiva entre adolescentes e homens jovens. O objetivo central é maximizar a atratividade física através de uma hierarquia de cuidados que vai desde o básico (academia e skincare) até o extremo perigoso: o Bonesmashing (esmagamento de ossos).

A prática do bonesmashing baseia-se em uma interpretação distorcida da Lei de Wolff — que diz que os ossos se adaptam à carga que recebem. Jovens estão usando martelos ou as próprias mãos para golpear mandíbulas e maçãs do rosto, acreditando que as microfraturas resultarão em um rosto mais largo e “masculino”. No entanto, cirurgiões bucomaxilofaciais advertem que o resultado real são deformidades, inflamações crônicas e danos permanentes aos nervos faciais.

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Do “Mewing” à Dismorfia Corporal

O movimento também popularizou o Mewing (posicionamento da língua no céu da boca para definir a mandíbula), que embora menos agressivo, carece de comprovação ortodôntica de eficácia a curto prazo. Psicólogos apontam que o Looksmaxxing está diretamente ligado à dismorfia corporal, onde o indivíduo foca obsessivamente em “defeitos” inexistentes, sendo alimentado por filtros de IA que comparam rostos reais a padrões inalcançáveis de simetria.

Especialistas reforçam que a busca pela estética não deve custar a integridade física. “O que vemos hoje é uma geração de jovens tentando realizar ‘autocirurgias’ baseadas em fóruns anônimos, ignorando décadas de medicina e biologia”, alerta o Dr. Roberto Mendes, dermatologista. O conselho para pais e educadores é monitorar o consumo de conteúdos que promovem a insatisfação sistemática com a própria aparência.


Os Perigos das Práticas Extremas

  • Bonesmashing: Risco de fraturas reais, assimetria facial severa e perda de sensibilidade.
  • Starvemaxxing: Dietas extremas para reduzir a gordura facial, levando a distúrbios alimentares.
  • Eyemaxxing: Uso de substâncias perigosas ou exercícios oculares sem sentido para mudar o formato das pálpebras.

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 Especialistas alertam para os perigos do “bonesmashing” e outras práticas extremas disseminadas em redes sociais; movimento foca na masculinização facial agressiva.


O termo Looksmaxxing (uma junção de “looks” e “maximizing”) tomou conta dos algoritmos de redes sociais como TikTok e YouTube, criando uma subcultura obsessiva entre adolescentes e homens jovens. O objetivo central é maximizar a atratividade física através de uma hierarquia de cuidados que vai desde o básico (academia e skincare) até o extremo perigoso: o Bonesmashing (esmagamento de ossos).

A prática do bonesmashing baseia-se em uma interpretação distorcida da Lei de Wolff — que diz que os ossos se adaptam à carga que recebem. Jovens estão usando martelos ou as próprias mãos para golpear mandíbulas e maçãs do rosto, acreditando que as microfraturas resultarão em um rosto mais largo e “masculino”. No entanto, cirurgiões bucomaxilofaciais advertem que o resultado real são deformidades, inflamações crônicas e danos permanentes aos nervos faciais.

Do “Mewing” à Dismorfia Corporal

O movimento também popularizou o Mewing (posicionamento da língua no céu da boca para definir a mandíbula), que embora menos agressivo, carece de comprovação ortodôntica de eficácia a curto prazo. Psicólogos apontam que o Looksmaxxing está diretamente ligado à dismorfia corporal, onde o indivíduo foca obsessivamente em “defeitos” inexistentes, sendo alimentado por filtros de IA que comparam rostos reais a padrões inalcançáveis de simetria.

Especialistas reforçam que a busca pela estética não deve custar a integridade física. “O que vemos hoje é uma geração de jovens tentando realizar ‘autocirurgias’ baseadas em fóruns anônimos, ignorando décadas de medicina e biologia”, alerta o Dr. Roberto Mendes, dermatologista. O conselho para pais e educadores é monitorar o consumo de conteúdos que promovem a insatisfação sistemática com a própria aparência.


Os Perigos das Práticas Extremas

  • Bonesmashing: Risco de fraturas reais, assimetria facial severa e perda de sensibilidade.
  • Starvemaxxing: Dietas extremas para reduzir a gordura facial, levando a distúrbios alimentares.
  • Eyemaxxing: Uso de substâncias perigosas ou exercícios oculares sem sentido para mudar o formato das pálpebras.

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