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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Saúde

Butantan firmará produção de pembrolizumabe para atender pacientes do SUS

O Instituto Butantan e a farmacêutica americana MSD fecharam parceria para que o laboratório público passe a produzir o pembrolizumabe, medicamento oncológico de última geração, destinado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo decorre de um edital lançado pelo Ministério da Saúde em 2024 e prevê transferência gradual de tecnologia para a fabricação nacional.

27/03/2026 · 09h31
Butantan firmará produção de pembrolizumabe para atender pacientes do SUS

O Instituto Butantan e a farmacêutica americana MSD fecharam parceria para que o laboratório público passe a produzir o pembrolizumabe, medicamento oncológico de última geração, destinado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo decorre de um edital lançado pelo Ministério da Saúde em 2024 e prevê transferência gradual de tecnologia para a fabricação nacional.

O pembrolizumabe atua estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater células cancerígenas, sendo menos tóxico que a quimioterapia tradicional e apresentando elevada eficácia em várias indicações. Atualmente, o Governo Federal já compra o medicamento diretamente da MSD para uso no SUS, especialmente no tratamento de pacientes com melanoma metastático.

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Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, cerca de 1,7 mil pacientes são atendidos por ano com esse medicamento, ao custo aproximado de R$ 400 milhões anuais. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avaliará a ampliação do uso para tratar câncer de colo do útero, esôfago, câncer de mama triplo-negativo e tumores de pulmão. A MSD estima que, com essas novas incorporações, a demanda poderia subir para cerca de 13 mil pacientes por ano.

De Negri ressaltou que a parceria deve reduzir custos e reduzir riscos de desabastecimento, ao mesmo tempo em que favorece o desenvolvimento tecnológico nacional. O cronograma previsto inclui etapas sucessivas de transferência: início com rotulagem e envase, seguido por formulação e, por fim, produção completa do medicamento no país.

Etapas e prazo

Conforme a MSD Brasil, a incorporação das etapas produtivas será gradual ao longo de até dez anos. A empresa estimou que a produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) nacional pode levar até oito anos, a partir dos quais será possível finalizar um medicamento 100% produzido no Brasil.

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Representantes da MSD informaram também que o processo de transferência de tecnologia terá início logo após a aprovação das novas indicações do pembrolizumabe pelo SUS.

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O anúncio da parceria ocorreu durante o evento “Diálogo Internacional – Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde”, realizado no Rio de Janeiro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da abertura de forma remota e destacou a importância de cooperações internacionais para enfrentar desafios na área da saúde, ressaltando o papel do setor como vetor de desenvolvimento econômico, inovação e geração de empregos qualificados. Padilha também lembrou a dimensão estrutural do SUS como um grande mercado com capacidade de absorção tecnológica.

A parceria integra uma estratégia nacional que busca, em até dez anos, nacionalizar 70% dos insumos de saúde utilizados no SUS, promovendo cooperação entre setores público, privado e científico.

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O Instituto Butantan e a farmacêutica americana MSD fecharam parceria para que o laboratório público passe a produzir o pembrolizumabe, medicamento oncológico de última geração, destinado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo decorre de um edital lançado pelo Ministério da Saúde em 2024 e prevê transferência gradual de tecnologia para a fabricação nacional.

O pembrolizumabe atua estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater células cancerígenas, sendo menos tóxico que a quimioterapia tradicional e apresentando elevada eficácia em várias indicações. Atualmente, o Governo Federal já compra o medicamento diretamente da MSD para uso no SUS, especialmente no tratamento de pacientes com melanoma metastático.

Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, cerca de 1,7 mil pacientes são atendidos por ano com esse medicamento, ao custo aproximado de R$ 400 milhões anuais. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avaliará a ampliação do uso para tratar câncer de colo do útero, esôfago, câncer de mama triplo-negativo e tumores de pulmão. A MSD estima que, com essas novas incorporações, a demanda poderia subir para cerca de 13 mil pacientes por ano.

De Negri ressaltou que a parceria deve reduzir custos e reduzir riscos de desabastecimento, ao mesmo tempo em que favorece o desenvolvimento tecnológico nacional. O cronograma previsto inclui etapas sucessivas de transferência: início com rotulagem e envase, seguido por formulação e, por fim, produção completa do medicamento no país.

Etapas e prazo

Conforme a MSD Brasil, a incorporação das etapas produtivas será gradual ao longo de até dez anos. A empresa estimou que a produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) nacional pode levar até oito anos, a partir dos quais será possível finalizar um medicamento 100% produzido no Brasil.

Representantes da MSD informaram também que o processo de transferência de tecnologia terá início logo após a aprovação das novas indicações do pembrolizumabe pelo SUS.

butanta rvrsa abr 191020214241 0

O anúncio da parceria ocorreu durante o evento “Diálogo Internacional – Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde”, realizado no Rio de Janeiro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da abertura de forma remota e destacou a importância de cooperações internacionais para enfrentar desafios na área da saúde, ressaltando o papel do setor como vetor de desenvolvimento econômico, inovação e geração de empregos qualificados. Padilha também lembrou a dimensão estrutural do SUS como um grande mercado com capacidade de absorção tecnológica.

A parceria integra uma estratégia nacional que busca, em até dez anos, nacionalizar 70% dos insumos de saúde utilizados no SUS, promovendo cooperação entre setores público, privado e científico.

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