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Política

Iran Barbosa pede investigação rigorosa sobre suposta sabotagem no sistema de água e exige responsabilização da Iguá

Vereador cobra apuração e diz que alegação de sabotagem não pode encobrir falhas da concessionária O vereador Iran Barbosa (Psol) solicitou, na...

30/04/2026 · 14h12 · Atualizado às 13h09
Iran Barbosa pede investigação rigorosa sobre suposta sabotagem no sistema de água e exige responsabilização da Iguá

Vereador cobra apuração e diz que alegação de sabotagem não pode encobrir falhas da concessionária

O vereador Iran Barbosa (Psol) solicitou, na quarta-feira (29), a abertura de uma investigação rigorosa sobre a alegada sabotagem em equipamentos do sistema de abastecimento de água do estado, apontada pela concessionária privada Iguá Sergipe e pelo Governo do Estado como justificativa para a crise hídrica que atinge diversas cidades e bairros da capital sergipana.

Barbosa pediu que a apuração conte com acompanhamento externo por parte de órgãos fiscalizadores e com participação da sociedade civil, argumentando que a população tem o direito de conhecer os resultados. Segundo o parlamentar, o sistema já vinha sofrendo com desvios clandestinos e outras interferências, mas a atual situação de desabastecimento criou um cenário caótico nos últimos dias.

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Como contraponto à versão da Iguá e do governo, Iran destacou a Nota Pública do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado de Sergipe (SINDISAN). O documento do sindicato rebate a tese da sabotagem e também pede investigação sobre as ocorrências.

O SINDISAN afirma que a atribuição da falta de água em áreas como Zona de Expansão, Mosqueiro, Santa Maria, Robalo e adjacências a uma suposta quebra de um único registro é tecnicamente insustentável. Segundo o sindicato, o abastecimento dessa região é alimentado por adutoras de três frentes: Poxim, São Francisco e Cabrita.

O sindicato também aponta que a rede supostamente vandalizada sai da Estação da Cabrita, responsável por menos de 20% do volume destinado àquela área, enquanto os outros 80% dependem do sistema de bombeamento conhecido como E3. De acordo com o SINDISAN, a Iguá enfrentou problemas críticos nas bombas do sistema E3 e não conseguiu realizar os reparos no tempo necessário.

Iran Barbosa afirmou que, por esse motivo, a explicação oficial pode estar servindo como uma “cortina de fumaça” para encobrir a falta de capacidade técnica da concessionária. O vereador ressaltou que técnicos da DESO tinham experiência em remanejamentos que evitavam colapsos no abastecimento, procedimento que, segundo ele, não ocorreu agora.

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O parlamentar declarou que ficará ao lado da população na cobrança por investigação e responsabilização. Iran exige que, após a apuração, sejam aplicadas sanções e que a Iguá responda pelos danos causados pelo desabastecimento.

Além disso, ele pediu a apresentação de um plano transparente e eficaz para regularizar o abastecimento, com previsão de multas para descumprimento de prazos por parte da concessionária e de medidas de compensação aos usuários afetados. Iran também cobrou a participação do Governo do Estado, na condição de poder concedente e fiscalizador, e sugeriu a criação de um conselho estadual de acompanhamento e controle social do abastecimento com composição paritária e assento para representantes dos usuários.

Por George W. Silva Foto: Luanna Pinheiro/CMA

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Vereador cobra apuração e diz que alegação de sabotagem não pode encobrir falhas da concessionária

O vereador Iran Barbosa (Psol) solicitou, na quarta-feira (29), a abertura de uma investigação rigorosa sobre a alegada sabotagem em equipamentos do sistema de abastecimento de água do estado, apontada pela concessionária privada Iguá Sergipe e pelo Governo do Estado como justificativa para a crise hídrica que atinge diversas cidades e bairros da capital sergipana.

Barbosa pediu que a apuração conte com acompanhamento externo por parte de órgãos fiscalizadores e com participação da sociedade civil, argumentando que a população tem o direito de conhecer os resultados. Segundo o parlamentar, o sistema já vinha sofrendo com desvios clandestinos e outras interferências, mas a atual situação de desabastecimento criou um cenário caótico nos últimos dias.

Como contraponto à versão da Iguá e do governo, Iran destacou a Nota Pública do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado de Sergipe (SINDISAN). O documento do sindicato rebate a tese da sabotagem e também pede investigação sobre as ocorrências.

O SINDISAN afirma que a atribuição da falta de água em áreas como Zona de Expansão, Mosqueiro, Santa Maria, Robalo e adjacências a uma suposta quebra de um único registro é tecnicamente insustentável. Segundo o sindicato, o abastecimento dessa região é alimentado por adutoras de três frentes: Poxim, São Francisco e Cabrita.

O sindicato também aponta que a rede supostamente vandalizada sai da Estação da Cabrita, responsável por menos de 20% do volume destinado àquela área, enquanto os outros 80% dependem do sistema de bombeamento conhecido como E3. De acordo com o SINDISAN, a Iguá enfrentou problemas críticos nas bombas do sistema E3 e não conseguiu realizar os reparos no tempo necessário.

Iran Barbosa afirmou que, por esse motivo, a explicação oficial pode estar servindo como uma “cortina de fumaça” para encobrir a falta de capacidade técnica da concessionária. O vereador ressaltou que técnicos da DESO tinham experiência em remanejamentos que evitavam colapsos no abastecimento, procedimento que, segundo ele, não ocorreu agora.

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O parlamentar declarou que ficará ao lado da população na cobrança por investigação e responsabilização. Iran exige que, após a apuração, sejam aplicadas sanções e que a Iguá responda pelos danos causados pelo desabastecimento.

Além disso, ele pediu a apresentação de um plano transparente e eficaz para regularizar o abastecimento, com previsão de multas para descumprimento de prazos por parte da concessionária e de medidas de compensação aos usuários afetados. Iran também cobrou a participação do Governo do Estado, na condição de poder concedente e fiscalizador, e sugeriu a criação de um conselho estadual de acompanhamento e controle social do abastecimento com composição paritária e assento para representantes dos usuários.

Por George W. Silva Foto: Luanna Pinheiro/CMA

 

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