Ex-participantes do reality show “Immigrant Reality”, realizado nos Estados Unidos e recentemente concluído, procuraram o portal Portalleodias para relatar supostas irregularidades envolvendo a produção. Segundo os concorrentes, o projeto que prometia visibilidade e oportunidades se transformou em problemas financeiros, quebra de acordos e ameaças contratuais.
De acordo com Arthur, um dos competidores, a proposta inicial divulgada pela equipe do programa não se confirmou. A produção havia anunciado transmissão em pay-per-view 24 horas, contratos publicitários e ampla cobertura na imprensa brasileira, mas, na prática, nada disso teria sido entregue. O reality chamou atenção inicialmente pela participação de Mile Moreira, irmã gêmea de Tia Milena, ex-BBB26.
Arthur afirmou ainda que os organizadores apresentaram o projeto como uma oportunidade de negócio: segundo ele, o objetivo final seria a venda de um aplicativo e de e-books, que gerariam receita para a produção nos Estados Unidos. O ex-participante relatou também que havia cláusula contratual prevendo multa de US$ 50 mil para quem falasse mal do programa, o que, segundo ele, serviu para intimidar os envolvidos.
Os participantes também questionaram a estrutura de segurança e assistência médica do confinamento. Segundo o relato, um competidor se feriu durante as gravações e teve de arcar com o próprio seguro de saúde para receber atendimento. As provas e dinâmicas do jogo teriam gerado insatisfação: desafios de resistência, diz Arthur, foram gravados, mas não exibidos.
Em uma das provas, grupos receberam US$ 20 para “multiplicar” o valor nas ruas. Arthur afirma que o grupo dele converteu a quantia inicial em US$ 6 mil, mas que a produção se recusou a pagar o montante ganho durante a dinâmica, deixando os participantes sem receber os valores obtidos.

Posição da produção
Procurados pelo portal, os responsáveis pelo reality reconheceram problemas, mas divergiram quanto às responsabilidades. Tiago Alves, investidor do projeto, afirmou que o contrato prevê prazo de 90 dias para o pagamento à vencedora, Eliane Farmer, e que os valores estão sendo quitados gradualmente. Já a sócia Helenn Cristine declarou que, conforme o acordo comercial assinado, todos os custos de execução e estrutura seriam de responsabilidade exclusiva de Tiago.
Os relatos apresentados pelos ex-participantes e as respostas dos produtores marcam um impasse sobre repasses financeiros e cumprimento de obrigações contratuais.
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