Sergipe deu início, nesta quarta-feira, 27, à Operação Mulher Segura II, mobilização nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher e à prevenção do feminicídio. No estado, a iniciativa será realizada até 31 de dezembro e mobiliza a Secretaria da Segurança Pública (SSP) em conjunto com forças policiais e instituições parceiras, como a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e Guardas Municipais.
Esta segunda edição amplia o período de atuação para sete meses e reúne ações preventivas, educativas, ostensivas, repressivas e investigativas em diversas cidades sergipanas. Participam da operação a Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Científica e a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres, além da articulação com a rede de proteção do estado.
A delegada Nalile Castro, coordenadora da operação em Sergipe, afirmou que a extensão da duração permitirá maior integração entre os órgãos e o fortalecimento das iniciativas de combate à violência de gênero, com foco na prevenção dos feminicídios.
No âmbito da Polícia Civil, as atividades serão intensificadas com acolhimento às vítimas, ampliação das investigações, aumento das medidas protetivas e representações por prisões preventivas. A delegada Mariana Diniz ressaltou que o enfrentamento à violência doméstica é atuação cotidiana, que receberá reforço durante o período da operação.
A Polícia Militar vai reforçar o efetivo destinado ao atendimento de ocorrências relacionadas à violência doméstica e ampliar ações preventivas nas comunidades. A tenente Vitória Silva explicou que a corporação atuará segundo os três eixos previstos pela Lei Maria da Penha — prevenção, proteção e repressão — e promoverá palestras, rodas de conversa e atividades comunitárias em municípios como São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro, além de reforço operacional nas ocorrências registradas pelo Ciosp e em unidades da Grande Aracaju.
O Corpo de Bombeiros Militar concentrará esforços no acolhimento humanizado das vítimas e na identificação de sinais de violência em atendimentos rotineiros. A subtenente Márcia Machado informou que os militares receberam capacitação para oferecer atendimento mais atento a sinais físicos, emocionais e comportamentais durante ocorrências.
A Polícia Científica apoiará as investigações com produção de provas periciais e também participará de ações educativas. A papiloscopista Elileina Pina detalhou que as equipes farão coletas de material biológico, exames periciais e representações para identificação genética, reforçando a materialidade das apurações.

Além das medidas operacionais, a Operação Mulher Segura II inclui campanhas educativas, palestras e ações para fortalecer os canais de denúncia, com o objetivo de ampliar o acesso das vítimas à rede de proteção e incentivar relatos já nos primeiros sinais de violência.
A iniciativa integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, reunindo Polícias Civis, Militares, Científicas, Corpo de Bombeiros, Guardas Municipais e outros órgãos para cumprir mandados, prender agressores em flagrante, fiscalizar medidas protetivas e realizar atividades educativas.
Na primeira edição de 2026, realizada em fevereiro e março, as forças de segurança de Sergipe registraram 52 prisões — 35 em flagrante e 17 em cumprimento de mandados judiciais —, promoveram ações educativas que alcançaram mais de 5,7 mil pessoas, acompanharam 83 medidas protetivas de urgência e atenderam 311 vítimas nas unidades policiais do estado.
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →
