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Saúde

SUS amplia proteção vacinal contra doença pneumocócica com vacina 20-valente

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai substituir a vacina pneumocócica conjugada 10-valente pela versão 20-valente (VPC20 ou Pneumo 20) a partir de...

28/05/2026 · 21h01
SUS amplia proteção vacinal contra doença pneumocócica com vacina 20-valente

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai substituir a vacina pneumocócica conjugada 10-valente pela versão 20-valente (VPC20 ou Pneumo 20) a partir de junho, ampliando o número de sorotipos protegidos pelo imunizante.

O Ministério da Saúde divulgou, em 27 de maio, um guia técnico preliminar com orientações para profissionais de saúde sobre a mudança. Os municípios poderão iniciar a aplicação da nova vacina assim que receberem os lotes.

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Quem deve ser vacinado e calendário

O calendário básico infantil prevê duas doses da vacina pneumocócica aos 2 e 4 meses de idade, com um reforço aos 12 meses. Crianças menores de 5 anos que não foram vacinadas no período indicado devem atualizar a carteira vacinal o quanto antes.

Durante o período de transição entre as vacinas, a recomendação é que as crianças recebam a VPC20 na primeira dose e no reforço, mantendo a VPC10 na segunda dose. Para crianças que já tiveram a primeira dose com VPC10, a segunda dose e o reforço serão com VPC20. Também será aplicada uma dose de reforço com VPC20 nas crianças menores de 5 anos que tiverem apenas o esquema básico de duas doses com VPC10.

Grupos de risco e contraindicações

Além de bebês e crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades ou imunossupressão têm maior risco de formas graves da doença. Fazem parte dos grupos de alto risco: pessoas vivendo com HIV/aids; pacientes oncológicos; transplantados de órgãos ou de medula; imunodeficientes; e portadores de nefropatias, pneumopatias, cardiopatias, hepatopatias crônicas, asma grave, diabetes, síndrome de Down e prematuridade.

A VPC20 também substituirá, após o término dos estoques, as vacinas VPC13 e VPP23, que atualmente são oferecidas apenas a públicos específicos com maior vulnerabilidade.

A única contraindicação expressa é para quem tem alergia grave a algum componente da fórmula ou reação alérgica severa a doses anteriores. Pessoas com febre devem aguardar a recuperação antes da vacinação.

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Impacto esperado e dados epidemiológicos

A doença pneumocócica, causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, pode provocar desde otite e sinusite até pneumonia bacteriana, meningite e sepse. Estima-se que o pneumococo responda por até 50% dos casos de meningite bacteriana em crianças, com mortalidade em torno de 30% nesses casos.

Desde 2010, quando a VPC10 foi incorporada ao calendário infantil, houve queda de 60% nos casos de doença meningocócica ligados aos sorotipos cobertos na faixa até dois anos, e redução de 65% nos casos de meningite pneumocócica nessa mesma faixa etária. Apesar disso, a ocorrência de casos voltou a crescer: a média anual de meningite pneumocócica em crianças de até 5 anos subiu de 164 no período 2013–2019 para 211,3 entre 2022 e 2024.

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Segundo a Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo, a mudança no perfil dos sorotipos circulantes é consequência da efetividade da vacina anterior, que reduziu os tipos cobertos permitindo que outros sorotipos ganhassem espaço. Dados de vigilância do Ministério da Saúde indicam que quase 40% dos casos graves com amostras coletadas entre 2018 e 2023 foram causados por dois sorotipos não contemplados pela VPC10, mas incluídos na VPC20. Entre lactentes menores de 1 ano, cerca de 11% dos casos de meningite seriam atribuíveis a sorotipos adicionais presentes na formulação 20-valente, o que aponta para potencial redução da incidência com a nova vacina.

As vacinas conjugadas também reduzem a circulação do pneumococo na nasofaringe de vacinados, o que contribui para proteção indireta da população não vacinada.

Com informações de Agência Brasil

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O Sistema Único de Saúde (SUS) vai substituir a vacina pneumocócica conjugada 10-valente pela versão 20-valente (VPC20 ou Pneumo 20) a partir de junho, ampliando o número de sorotipos protegidos pelo imunizante.

O Ministério da Saúde divulgou, em 27 de maio, um guia técnico preliminar com orientações para profissionais de saúde sobre a mudança. Os municípios poderão iniciar a aplicação da nova vacina assim que receberem os lotes.

Quem deve ser vacinado e calendário

O calendário básico infantil prevê duas doses da vacina pneumocócica aos 2 e 4 meses de idade, com um reforço aos 12 meses. Crianças menores de 5 anos que não foram vacinadas no período indicado devem atualizar a carteira vacinal o quanto antes.

Durante o período de transição entre as vacinas, a recomendação é que as crianças recebam a VPC20 na primeira dose e no reforço, mantendo a VPC10 na segunda dose. Para crianças que já tiveram a primeira dose com VPC10, a segunda dose e o reforço serão com VPC20. Também será aplicada uma dose de reforço com VPC20 nas crianças menores de 5 anos que tiverem apenas o esquema básico de duas doses com VPC10.

Grupos de risco e contraindicações

Além de bebês e crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades ou imunossupressão têm maior risco de formas graves da doença. Fazem parte dos grupos de alto risco: pessoas vivendo com HIV/aids; pacientes oncológicos; transplantados de órgãos ou de medula; imunodeficientes; e portadores de nefropatias, pneumopatias, cardiopatias, hepatopatias crônicas, asma grave, diabetes, síndrome de Down e prematuridade.

A VPC20 também substituirá, após o término dos estoques, as vacinas VPC13 e VPP23, que atualmente são oferecidas apenas a públicos específicos com maior vulnerabilidade.

A única contraindicação expressa é para quem tem alergia grave a algum componente da fórmula ou reação alérgica severa a doses anteriores. Pessoas com febre devem aguardar a recuperação antes da vacinação.

tmazs_abr_04051915072

Impacto esperado e dados epidemiológicos

A doença pneumocócica, causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, pode provocar desde otite e sinusite até pneumonia bacteriana, meningite e sepse. Estima-se que o pneumococo responda por até 50% dos casos de meningite bacteriana em crianças, com mortalidade em torno de 30% nesses casos.

Desde 2010, quando a VPC10 foi incorporada ao calendário infantil, houve queda de 60% nos casos de doença meningocócica ligados aos sorotipos cobertos na faixa até dois anos, e redução de 65% nos casos de meningite pneumocócica nessa mesma faixa etária. Apesar disso, a ocorrência de casos voltou a crescer: a média anual de meningite pneumocócica em crianças de até 5 anos subiu de 164 no período 2013–2019 para 211,3 entre 2022 e 2024.

Segundo a Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo, a mudança no perfil dos sorotipos circulantes é consequência da efetividade da vacina anterior, que reduziu os tipos cobertos permitindo que outros sorotipos ganhassem espaço. Dados de vigilância do Ministério da Saúde indicam que quase 40% dos casos graves com amostras coletadas entre 2018 e 2023 foram causados por dois sorotipos não contemplados pela VPC10, mas incluídos na VPC20. Entre lactentes menores de 1 ano, cerca de 11% dos casos de meningite seriam atribuíveis a sorotipos adicionais presentes na formulação 20-valente, o que aponta para potencial redução da incidência com a nova vacina.

As vacinas conjugadas também reduzem a circulação do pneumococo na nasofaringe de vacinados, o que contribui para proteção indireta da população não vacinada.

Com informações de Agência Brasil

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