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Saúde

Um em cada quatro brasileiros desconhece que câncer pode ser prevenido

Uma em cada quatro pessoas no Brasil não sabe que o câncer pode ser evitado, aponta o relatório "Mais Dados Mais Saúde - Percepções da população...

04/06/2026 · 16h36
Um em cada quatro brasileiros desconhece que câncer pode ser prevenido

Uma em cada quatro pessoas no Brasil não sabe que o câncer pode ser evitado, aponta o relatório “Mais Dados Mais Saúde – Percepções da população brasileira sobre fatores de risco para o câncer”, divulgado em 3 de junho de 2026. O levantamento avalia como a população percebe riscos ligados à doença, como tabagismo, consumo de álcool, alimentos ultraprocessados e sedentarismo.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 781 mil casos novos de câncer por ano no triênio 2026/2028, um aumento de 10,9% em relação ao período anterior, influência atribuída ao envelhecimento da população e a hábitos de vida. A pesquisa, primeira de abrangência nacional sobre o tema, foi conduzida pelas organizações Umane e Vital Strategies, com apoio do Instituto Devive e parceria técnica do Inca, e entrevistou 6,5 mil pessoas em todos os estados e no Distrito Federal.

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Fatores de risco

O reconhecimento de riscos pelo público varia bastante. O tabagismo é o fator mais associado ao câncer: 90,5% dos entrevistados sabem que fumar pode causar a doença. Em seguida aparecem a herança genética (89,4%) e a exposição solar excessiva (88,3%).

Por outro lado, menos da metade da população (48,3%) identifica o sedentarismo como fator que aumenta o risco de câncer. Bebidas alcoólicas são apontadas por 71,3% como risco, carnes embutidas por 70,7% e alimentos ultraprocessados por 65,6%.

O estudo também mostra desconhecimento sobre a proteção oferecida pelo aleitamento materno: a cada 10 entrevistados, quatro não sabiam que amamentar reduz o risco de câncer de mama.

Sobre excesso de peso, apenas 54,1% reconhecem sobrepeso e obesidade como fatores de risco. O consumo de bebidas adoçadas, a baixa ingestão de frutas e verduras e o sedentarismo são associados ao câncer por 55,3%, 53,3% e 48,3% dos adultos, respectivamente. A carne vermelha foi identificada como fator de risco por 27,5% dos entrevistados.

Comportamentos

Quanto aos hábitos, cerca de 45% relataram consumir ultraprocessados e já ter tentado reduzir, 33% disseram não consumir e 15% afirmaram manter o consumo sem intenção de diminuir. Para bebidas adoçadas, aproximadamente 53% consomem e tentam reduzir, 27% não consomem e 15% não querem reduzir.

Na carne vermelha, 45% consomem sem ter tentado reduzir, 40% consomem e tentam reduzir e cerca de 10% não consomem. Em contraste, 86,3% afirmaram consumir frutas, legumes e verduras; entre os que não consomem, 8,3% disseram ter intenção de começar.

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O relatório aponta que os jovens de até 24 anos concentram as maiores proporções de consumo dos itens mais associados ao risco sem intenção de reduzir: 32,3% para ultraprocessados, 24,4% para bebidas adoçadas, 29,5% para embutidos e 49,1% para carne vermelha.

obesidade_infantil

Sobre álcool, 50,1% declararam não consumir; dos que bebem, 32,5% já tentaram reduzir. Entre os jovens até 24 anos, 16,9% dizem beber e não ter intenção de reduzir, ante 8,7% das pessoas de 25 a 59 anos e 7,1% entre os maiores de 60 anos.

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Sedentarismo e desigualdades

Metade da população (52,2%) afirmou praticar atividade física e 39% manifestaram desejo de começar a se exercitar. O reconhecimento do papel da atividade física na prevenção é maior entre os de renda mais alta: cerca de 45% dos que recebem até R$ 2 mil identificaram o sedentarismo como risco, contra 59,6% entre os que ganham R$ 10 mil ou mais.

Sobre peso corporal, 48,8% se declararam com peso saudável. Entre os que reconheceram excesso de peso, 31% disseram tomar alguma atitude para mudar; esse percentual cai para 22,9% entre pessoas com renda inferior a R$ 2 mil e supera 40% entre as com renda acima de R$ 3 mil.

Estratégias

Para a gestora do Inca, Luciana Moreira, os resultados ajudam a direcionar ações e comunicação sobre prevenção, ao identificar lacunas de conhecimento, como o caso das carnes processadas. Luciana Sardinha, da Vital Strategies, afirma que tornar esses dados públicos pode estimular maior atenção da população para os fatores de risco.

O estudo aponta a necessidade de políticas públicas e campanhas informativas mais amplas para elevar a percepção de risco sobre fatores que hoje são menos reconhecidos e, assim, favorecer escolhas mais saudáveis pela população.

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Uma em cada quatro pessoas no Brasil não sabe que o câncer pode ser evitado, aponta o relatório “Mais Dados Mais Saúde – Percepções da população brasileira sobre fatores de risco para o câncer”, divulgado em 3 de junho de 2026. O levantamento avalia como a população percebe riscos ligados à doença, como tabagismo, consumo de álcool, alimentos ultraprocessados e sedentarismo.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 781 mil casos novos de câncer por ano no triênio 2026/2028, um aumento de 10,9% em relação ao período anterior, influência atribuída ao envelhecimento da população e a hábitos de vida. A pesquisa, primeira de abrangência nacional sobre o tema, foi conduzida pelas organizações Umane e Vital Strategies, com apoio do Instituto Devive e parceria técnica do Inca, e entrevistou 6,5 mil pessoas em todos os estados e no Distrito Federal.

Fatores de risco

O reconhecimento de riscos pelo público varia bastante. O tabagismo é o fator mais associado ao câncer: 90,5% dos entrevistados sabem que fumar pode causar a doença. Em seguida aparecem a herança genética (89,4%) e a exposição solar excessiva (88,3%).

Por outro lado, menos da metade da população (48,3%) identifica o sedentarismo como fator que aumenta o risco de câncer. Bebidas alcoólicas são apontadas por 71,3% como risco, carnes embutidas por 70,7% e alimentos ultraprocessados por 65,6%.

O estudo também mostra desconhecimento sobre a proteção oferecida pelo aleitamento materno: a cada 10 entrevistados, quatro não sabiam que amamentar reduz o risco de câncer de mama.

Sobre excesso de peso, apenas 54,1% reconhecem sobrepeso e obesidade como fatores de risco. O consumo de bebidas adoçadas, a baixa ingestão de frutas e verduras e o sedentarismo são associados ao câncer por 55,3%, 53,3% e 48,3% dos adultos, respectivamente. A carne vermelha foi identificada como fator de risco por 27,5% dos entrevistados.

Comportamentos

Quanto aos hábitos, cerca de 45% relataram consumir ultraprocessados e já ter tentado reduzir, 33% disseram não consumir e 15% afirmaram manter o consumo sem intenção de diminuir. Para bebidas adoçadas, aproximadamente 53% consomem e tentam reduzir, 27% não consomem e 15% não querem reduzir.

Na carne vermelha, 45% consomem sem ter tentado reduzir, 40% consomem e tentam reduzir e cerca de 10% não consomem. Em contraste, 86,3% afirmaram consumir frutas, legumes e verduras; entre os que não consomem, 8,3% disseram ter intenção de começar.

O relatório aponta que os jovens de até 24 anos concentram as maiores proporções de consumo dos itens mais associados ao risco sem intenção de reduzir: 32,3% para ultraprocessados, 24,4% para bebidas adoçadas, 29,5% para embutidos e 49,1% para carne vermelha.

obesidade_infantil

Sobre álcool, 50,1% declararam não consumir; dos que bebem, 32,5% já tentaram reduzir. Entre os jovens até 24 anos, 16,9% dizem beber e não ter intenção de reduzir, ante 8,7% das pessoas de 25 a 59 anos e 7,1% entre os maiores de 60 anos.

Sedentarismo e desigualdades

Metade da população (52,2%) afirmou praticar atividade física e 39% manifestaram desejo de começar a se exercitar. O reconhecimento do papel da atividade física na prevenção é maior entre os de renda mais alta: cerca de 45% dos que recebem até R$ 2 mil identificaram o sedentarismo como risco, contra 59,6% entre os que ganham R$ 10 mil ou mais.

Sobre peso corporal, 48,8% se declararam com peso saudável. Entre os que reconheceram excesso de peso, 31% disseram tomar alguma atitude para mudar; esse percentual cai para 22,9% entre pessoas com renda inferior a R$ 2 mil e supera 40% entre as com renda acima de R$ 3 mil.

Estratégias

Para a gestora do Inca, Luciana Moreira, os resultados ajudam a direcionar ações e comunicação sobre prevenção, ao identificar lacunas de conhecimento, como o caso das carnes processadas. Luciana Sardinha, da Vital Strategies, afirma que tornar esses dados públicos pode estimular maior atenção da população para os fatores de risco.

O estudo aponta a necessidade de políticas públicas e campanhas informativas mais amplas para elevar a percepção de risco sobre fatores que hoje são menos reconhecidos e, assim, favorecer escolhas mais saudáveis pela população.

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