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Internacional

Banco da Inglaterra segura juros em 3,75% em meio à guerra EUA-Irã

Banco da Inglaterra mantém taxa de juros em 3,75% enquanto avalia a inflação.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h58
Banco da Inglaterra segura juros em 3,75% em meio à guerra EUA-Irã

O banco central britânico manteve sua taxa básica nesta quinta (18), com placar de 7 a 2. Incertezas globais freiam decisão diante de inflação crescente.

O Banco da Inglaterra decidiu manter a taxa de juros em 3,75% nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, seguindo a mesma estratégia diante da guerra entre os Estados Unidos e o Irã. A decisão foi tomada em meio a incertezas sobre as pressões inflacionárias crescentes, que ainda não permitem um aumento da taxa neste momento.

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O Comitê de Política Monetária do banco central britânico votou pela manutenção da taxa com um placar de 7 a 2, alinhado às expectativas do mercado. Durante a reunião, Megan Greene e o economista-chefe Huw Pill foram os principais defensores de um aumento de 0,25 ponto percentual, mas a maioria dos membros optou por manter o status quo.

O presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, descreveu essa escolha como uma “manutenção ativa”, considerando-a um aperto monetário efetivo, especialmente em comparação com as expectativas de cortes de juros observadas antes do início do conflito no Oriente Médio.

“Aconteça o que acontecer no futuro, os preços mais altos da energia nos últimos quatro meses significam que já há alguma pressão inflacionária a caminho”, afirmou Bailey em um comunicado após a decisão.

Essa abordagem do Banco da Inglaterra contrasta com as decisões tomadas pelo Banco Central Europeu e pelo Banco do Japão, que elevaram suas taxas de juros na semana passada. Além disso, o Federal Reserve dos EUA também indicou a possibilidade de um aumento nas taxas ainda este ano.

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Antes da reunião do Banco da Inglaterra, uma trégua temporária entre os EUA e o Irã trouxe expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz e uma provável redução nos preços do petróleo. Entretanto, o banco central britânico considera prematuro afirmar que a ameaça inflacionária foi superada.

As previsões do Banco da Inglaterra apontam para um aumento da inflação, que deve superar 3,25% no último trimestre de 2026, comparado a 2,8% registrado em maio. Embora a expectativa de crescimento econômico tenha sido levemente ajustada para 0,2% ao trimestre, isso representa uma melhora em relação ao 0,1% das previsões anteriores, mesmo com uma pequena queda na produção observada em abril.

Greene e Pill argumentaram que um aumento na taxa de juros é fundamental para conter as expectativas de inflação das famílias, que atingiram os níveis mais altos desde 2009, conforme uma pesquisa realizada pelo Banco da Inglaterra. A inflação, que superou a meta de 2% nos últimos cinco anos, foi fortemente impulsionada por choques de alta, como a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, que elevou a inflação no Reino Unido para mais de 11%.

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“Um aumento proativo da taxa básica de juros neste momento deve ajudar a ancorar as expectativas de inflação”, destacou Greene.

O aumento do custo de vida continua a ser um tema central de insatisfação entre os cidadãos britânicos em relação aos seus governantes, refletindo as preocupações que também são sentidas em outras partes do mundo, como no Brasil, onde 69% da população se preocupa com os juros altos e o aumento do custo de vida.

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O banco central britânico manteve sua taxa básica nesta quinta (18), com placar de 7 a 2. Incertezas globais freiam decisão diante de inflação crescente.

O Banco da Inglaterra decidiu manter a taxa de juros em 3,75% nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, seguindo a mesma estratégia diante da guerra entre os Estados Unidos e o Irã. A decisão foi tomada em meio a incertezas sobre as pressões inflacionárias crescentes, que ainda não permitem um aumento da taxa neste momento.

O Comitê de Política Monetária do banco central britânico votou pela manutenção da taxa com um placar de 7 a 2, alinhado às expectativas do mercado. Durante a reunião, Megan Greene e o economista-chefe Huw Pill foram os principais defensores de um aumento de 0,25 ponto percentual, mas a maioria dos membros optou por manter o status quo.

O presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, descreveu essa escolha como uma “manutenção ativa”, considerando-a um aperto monetário efetivo, especialmente em comparação com as expectativas de cortes de juros observadas antes do início do conflito no Oriente Médio.

“Aconteça o que acontecer no futuro, os preços mais altos da energia nos últimos quatro meses significam que já há alguma pressão inflacionária a caminho”, afirmou Bailey em um comunicado após a decisão.

Essa abordagem do Banco da Inglaterra contrasta com as decisões tomadas pelo Banco Central Europeu e pelo Banco do Japão, que elevaram suas taxas de juros na semana passada. Além disso, o Federal Reserve dos EUA também indicou a possibilidade de um aumento nas taxas ainda este ano.

Antes da reunião do Banco da Inglaterra, uma trégua temporária entre os EUA e o Irã trouxe expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz e uma provável redução nos preços do petróleo. Entretanto, o banco central britânico considera prematuro afirmar que a ameaça inflacionária foi superada.

As previsões do Banco da Inglaterra apontam para um aumento da inflação, que deve superar 3,25% no último trimestre de 2026, comparado a 2,8% registrado em maio. Embora a expectativa de crescimento econômico tenha sido levemente ajustada para 0,2% ao trimestre, isso representa uma melhora em relação ao 0,1% das previsões anteriores, mesmo com uma pequena queda na produção observada em abril.

Greene e Pill argumentaram que um aumento na taxa de juros é fundamental para conter as expectativas de inflação das famílias, que atingiram os níveis mais altos desde 2009, conforme uma pesquisa realizada pelo Banco da Inglaterra. A inflação, que superou a meta de 2% nos últimos cinco anos, foi fortemente impulsionada por choques de alta, como a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, que elevou a inflação no Reino Unido para mais de 11%.

“Um aumento proativo da taxa básica de juros neste momento deve ajudar a ancorar as expectativas de inflação”, destacou Greene.

O aumento do custo de vida continua a ser um tema central de insatisfação entre os cidadãos britânicos em relação aos seus governantes, refletindo as preocupações que também são sentidas em outras partes do mundo, como no Brasil, onde 69% da população se preocupa com os juros altos e o aumento do custo de vida.

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