Após declarações de Trump sobre a política brasileira, Lula foi categórico: soberania não se negocia. O presidente citou as prisões de Bolsonaro e Ramagem ao rebater o apoio americano à direita brasileira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não poupou palavras ao reagir às declarações recentes de Donald Trump sobre a política brasileira. Em uma conversa com jornalistas, Lula enfatizou a necessidade de respeito à soberania nacional e ironizou a relação do ex-presidente dos EUA com a família Bolsonaro, citando as prisões do ex-presidente Jair Bolsonaro e do ex-chefe da Abin, Alexandre Ramagem, em sua defesa.
Durante a conversa, Lula afirmou que Trump tem o direito de apoiar seus aliados, mas isso não lhe confere autoridade para interferir nas eleições do Brasil. “Para mim ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema. Afinal de contas, gosto não se discute”, declarou o presidente. Contudo, ele fez um alerta: “Não se meta nas eleições do Brasil, porque é um problema do Brasil. A única coisa que eu quero é o respeito pelo Brasil que eu tenho pelos Estados Unidos”.
O presidente brasileiro também criticou a visão que Trump tem do Brasil, classificada por ele como limitada e distorcida devido à aliança política com os Bolsonaros. Em relação à segurança pública, Lula disparou: “O Bolsonaro já está preso. Quer combater o crime organizado? Entreguem os bandidos brasileiros para a gente poder prender, a Polícia Federal está para ir lá… Até o Ramagem já foi preso, mas eles soltaram”.
Lula também aproveitou a ocasião para destacar a eficiência do sistema eleitoral brasileiro, contrastando-o com o modelo norte-americano, que frequentemente enfrenta polêmicas e atrasos. “Não tem país no mundo que os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas”, garantiu. O presidente ainda fez uma brincadeira ao afirmar que na próxima oportunidade levará uma urna eletrônica para mostrar a Trump como funciona o sistema eleitoral brasileiro, ressaltando a agilidade na apuração dos resultados em comparação ao voto em papel utilizado nos EUA.


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