Os contratos futuros da soja encerraram o pregão de hoje (29) em queda na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em novembro recuou 1,49%, finalizando cotado a US$ 11,39 por bushel.
De acordo com a análise da Agrinvest, o complexo da soja foi pressionado pela cautela dos investidores na véspera da divulgação do relatório de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado permanece dividido quanto ao tamanho da área efetivamente cultivada com soja no país, o que aumentou a volatilidade das negociações.
Durante o dia, o USDA divulgou a venda de 136 mil toneladas de soja para destinos não revelados. Apesar do anúncio, que normalmente poderia oferecer sustentação às cotações, o volume negociado não foi suficiente para reverter o movimento de baixa.
Além da oleaginosa, os contratos de óleo e farelo de soja também registraram perdas, refletindo a pressão sobre todo o complexo. Com os agentes em posição de espera antes da divulgação dos dados oficiais do USDA, prevaleceu um movimento de realização de lucros e redução de posições, levando os preços da soja a encerrarem o dia em queda.
Os contratos futuros do milho também encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Chicago, com o contrato de dezembro recuando 2,60%, cotado a US$ 4,30 por bushel. A análise da Granar aponta que o mercado segue dividido em relação ao relatório de área plantada que será divulgado pelo USDA.
Parte dos operadores acredita que o órgão poderá revisar para baixo a estimativa de área semeada com milho apresentada em março, o que pode dar sustentação aos preços. Outros analistas, no entanto, avaliam que o número poderá ser revisado para cima, aumentando as expectativas de oferta.
Além das expectativas em torno do relatório, as condições climáticas também influenciaram as negociações. As chuvas registradas hoje no norte e no oeste do cinturão produtor de milho e soja dos Estados Unidos pressionaram as cotações. O estado de Iowa, principal produtor de milho do país, é uma das regiões que devem receber volumes expressivos de precipitação nos próximos dias, favorecendo o desenvolvimento das lavouras e reforçando a perspectiva de uma safra robusta.
Os contratos futuros do trigo também encerraram a sessão em baixa, pressionados pelas previsões de melhora nas condições das lavouras de primavera nos Estados Unidos e pelo avanço da colheita no Hemisfério Norte. O contrato para entrega em setembro recuou 1,70%, finalizando cotado a US$ 5,79 por bushel.
Segundo a análise do Granar, o principal fator de pressão sobre as cotações foi a previsão de chuvas volumosas entre hoje e o fim da semana em Dakota do Norte, maior estado produtor de trigo de primavera nos Estados Unidos. As expectativas são de que as precipitações beneficiem o desenvolvimento das lavouras, reforçando a perspectiva de maior oferta da commodity.
O mercado continua acompanhando o ritmo acelerado da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos, que amplia a disponibilidade do cereal no mercado. A expectativa de intensificação da colheita entre os principais países produtores do Hemisfério Norte nos próximos dias também reforça o cenário de oferta elevada.
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