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Novas descobertas sobre fósseis de Homo naledi intrigam pesquisadores sobre evolução

Novas descobertas sobre fósseis de Homo naledi revelam apenas indivíduos do sexo feminino.

02/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h16
Novas descobertas sobre fósseis de Homo naledi intrigam pesquisadores sobre evolução

Fósseis com características humanas emergiram das cavernas do sistema de cavernas Rising Star, na África do Sul, e as descobertas recentes estão gerando novas discussões sobre a evolução humana. Nos últimos anos, esses achados desafiaram os conceitos tradicionais sobre as origens dos hominídeos. Em 2015, uma nova espécie de hominídeo, conhecida como Homo naledi, foi identificada em um local chamado Câmara Dinaledi. Esses fósseis revelaram uma criatura com um cérebro menor que o de um chimpanzé, mas que exibia comportamentos considerados complexos, como a possível prática de sepultamento deliberado de seus mortos.

A mais recente pesquisa revelou que todos os dentes analisados de 20 indivíduos encontrados na caverna pertenciam a mulheres. O paleoantropólogo Lee Berger, que liderou as escavações, expressou surpresa com os resultados, afirmando:

“Quando esses resultados foram divulgados, muitos cientistas ficaram bastante nervosos. Não era o que esperávamos.”

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A pesquisa foi liderada pela cientista molecular Palesa Madupe, que trabalhou no Globe Institute da Universidade de Copenhague. Ela analisou amostras de esmalte dentário em busca da proteína amelogenina, que está presente apenas em machos. A ausência dessa proteína nas amostras sugere que os indivíduos encontrados eram exclusivamente do sexo feminino. Madupe explicou que essa técnica, embora recente, já foi aplicada em fósseis de outras espécies de hominídeos, revelando informações valiosas sobre a evolução humana.

Durante a análise, Berger percebeu que a pouca variação em tamanho e forma dos fósseis indicava um baixo dimorfismo sexual, uma característica incomum entre os hominídeos. Ele afirmou:

“Quando descrevemos esses hominídeos em 2015, dissemos que eles são a espécie de hominídeo antigo com o menor dimorfismo sexual já encontrado.”

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A questão sobre por que apenas fósseis de mulheres foram encontrados levanta hipóteses sobre as práticas funerárias do Homo naledi. Berger sugere que isso pode ser um indício de um comportamento social que separava os mortos por sexo e gênero. No entanto, a pesquisa também aponta a possibilidade de que a ausência de marcadores masculinos possa ser resultado de uma mutação ou deleção do gene amelogenina-Y ao longo do tempo. Enrico Cappellini, coautor do estudo, destacou que a deleção do gene já foi observada em alguns homens modernos e até mesmo em um neandertal, mas a hipótese de que todos os indivíduos analisados tenham sofrido essa mutação é considerada improvável.

O estudo, publicado na revista científica Cell, não apenas desafia noções prévias sobre o dimorfismo sexual entre os hominídeos, mas também abre novas linhas de pesquisa sobre as práticas sociais e culturais do Homo naledi.

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Fósseis com características humanas emergiram das cavernas do sistema de cavernas Rising Star, na África do Sul, e as descobertas recentes estão gerando novas discussões sobre a evolução humana. Nos últimos anos, esses achados desafiaram os conceitos tradicionais sobre as origens dos hominídeos. Em 2015, uma nova espécie de hominídeo, conhecida como Homo naledi, foi identificada em um local chamado Câmara Dinaledi. Esses fósseis revelaram uma criatura com um cérebro menor que o de um chimpanzé, mas que exibia comportamentos considerados complexos, como a possível prática de sepultamento deliberado de seus mortos.

A mais recente pesquisa revelou que todos os dentes analisados de 20 indivíduos encontrados na caverna pertenciam a mulheres. O paleoantropólogo Lee Berger, que liderou as escavações, expressou surpresa com os resultados, afirmando:

“Quando esses resultados foram divulgados, muitos cientistas ficaram bastante nervosos. Não era o que esperávamos.”

A pesquisa foi liderada pela cientista molecular Palesa Madupe, que trabalhou no Globe Institute da Universidade de Copenhague. Ela analisou amostras de esmalte dentário em busca da proteína amelogenina, que está presente apenas em machos. A ausência dessa proteína nas amostras sugere que os indivíduos encontrados eram exclusivamente do sexo feminino. Madupe explicou que essa técnica, embora recente, já foi aplicada em fósseis de outras espécies de hominídeos, revelando informações valiosas sobre a evolução humana.

Durante a análise, Berger percebeu que a pouca variação em tamanho e forma dos fósseis indicava um baixo dimorfismo sexual, uma característica incomum entre os hominídeos. Ele afirmou:

“Quando descrevemos esses hominídeos em 2015, dissemos que eles são a espécie de hominídeo antigo com o menor dimorfismo sexual já encontrado.”

A questão sobre por que apenas fósseis de mulheres foram encontrados levanta hipóteses sobre as práticas funerárias do Homo naledi. Berger sugere que isso pode ser um indício de um comportamento social que separava os mortos por sexo e gênero. No entanto, a pesquisa também aponta a possibilidade de que a ausência de marcadores masculinos possa ser resultado de uma mutação ou deleção do gene amelogenina-Y ao longo do tempo. Enrico Cappellini, coautor do estudo, destacou que a deleção do gene já foi observada em alguns homens modernos e até mesmo em um neandertal, mas a hipótese de que todos os indivíduos analisados tenham sofrido essa mutação é considerada improvável.

O estudo, publicado na revista científica Cell, não apenas desafia noções prévias sobre o dimorfismo sexual entre os hominídeos, mas também abre novas linhas de pesquisa sobre as práticas sociais e culturais do Homo naledi.

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