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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Conflitos internacionais e IPCA: Professor analisa impactos e perspectivas futuras

Professor analisa a influência de conflitos internacionais sobre o IPCA e a inflação.

12/07/2026 · 12h16
Conflitos internacionais e IPCA: Professor analisa impactos e perspectivas futuras

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou uma alta de 0,16% em junho, desempenho abaixo da expectativa do mercado, que previa um aumento de 0,31%. Este resultado representa a menor variação mensal desde outubro do ano anterior, quando o índice subiu 0,09%. Apesar disso, a inflação acumulada em 12 meses permanece acima da meta estipulada pelo Banco Central, alcançando 4,64%.

Em entrevista ao Agora CNN, Samuel Barros, professor de Finanças do Ibmec-RJ, analisou os principais fatores que influenciam o desempenho do IPCA e as perspectivas para os próximos meses. Segundo Barros, a alimentação teve um impacto negativo significativo sobre o índice em junho.

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“Você tem toda uma parte de alimentação bastante significativa, com redução bastante alta”, afirmou.

Além disso, Barros destacou que a diminuição nos preços dos combustíveis também contribuiu para o resultado abaixo do esperado.

“Você tem também uma parte toda de redução na parte de combustíveis em virtude do arrefecimento da guerra que tem acontecido lá no Golfo Pérsico”, explicou.

Por outro lado, o setor de energia apresentou um aumento maior do que o previsto. O professor avaliou que, se os fatores estruturais forem mantidos — com alimentos controlados, combustíveis em queda e um cenário externo mais estável —, a tendência é de continuidade do alívio inflacionário.

“A gente deve ter uma continuidade de alívio inflacionário, ainda não sendo projetado para frente um resultado que esteja dentro da meta, mas bem melhor do que aquilo que estava sendo projetado no mês passado”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de o Copom (Comitê de Política Monetária) realizar um novo corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto, Samuel Barros afirmou que o mercado acredita nessa possibilidade. Ele acredita que a confirmação dessa tendência depende, em grande parte, do resultado do IPCA-15, que será divulgado antes da reunião.

“A esperança da redução de 0,25 agora para a próxima reunião é possível”, declarou.

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O especialista se mostrou mais conservador em relação às projeções para o fechamento do ano, afirmando que a taxa Selic deve ficar em torno de 14% a 13,75%. Ele ressaltou que qualquer decisão do Copom depende de um conjunto de fatores, incluindo o comportamento do mercado externo e a questão fiscal brasileira.

“Não é uma escolha simples, não vai ser uma decisão fácil do Copom, mas é uma decisão possível”, concluiu.

Samuel Barros também alertou para o impacto que a retomada dos ataques mútuos entre Estados Unidos e Irã pode ter sobre a inflação brasileira. Segundo ele, a escalada do conflito influencia diretamente os preços dos combustíveis e, por consequência, toda a logística global.

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“Isso vai influenciar o preço da logística no mundo, por sua vez, influencia o preço da logística no Brasil, aumentando o nosso risco inflacionário”, afirmou.

O professor mencionou ainda a discussão sobre a revisão de subsídios aos preços dos combustíveis. Barros avaliou que essa revisão já era esperada e desejada pelo mercado, especialmente diante do retorno do petróleo a patamares mais razoáveis de negociação.

“A gente vai sentir, é natural, é uma expectativa que o mercado sinta efeitos disso, mas se o resto dos fenômenos que impactam diretamente a inflação continuarem comportados, é algo bastante controlável”, disse.

Ele estimou que o impacto total sobre a inflação seria de cerca de 0,1% a 0,2%, considerando-o administrável.

“É algo desejável essa redução de subsídios, até porque o mercado precisa andar com as próprias pernas”, concluiu, acrescentando que, caso o cenário global se deteriore novamente, os subsídios poderiam voltar a ser debatidos.

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O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou uma alta de 0,16% em junho, desempenho abaixo da expectativa do mercado, que previa um aumento de 0,31%. Este resultado representa a menor variação mensal desde outubro do ano anterior, quando o índice subiu 0,09%. Apesar disso, a inflação acumulada em 12 meses permanece acima da meta estipulada pelo Banco Central, alcançando 4,64%.

Em entrevista ao Agora CNN, Samuel Barros, professor de Finanças do Ibmec-RJ, analisou os principais fatores que influenciam o desempenho do IPCA e as perspectivas para os próximos meses. Segundo Barros, a alimentação teve um impacto negativo significativo sobre o índice em junho.

“Você tem toda uma parte de alimentação bastante significativa, com redução bastante alta”, afirmou.

Além disso, Barros destacou que a diminuição nos preços dos combustíveis também contribuiu para o resultado abaixo do esperado.

“Você tem também uma parte toda de redução na parte de combustíveis em virtude do arrefecimento da guerra que tem acontecido lá no Golfo Pérsico”, explicou.

Por outro lado, o setor de energia apresentou um aumento maior do que o previsto. O professor avaliou que, se os fatores estruturais forem mantidos — com alimentos controlados, combustíveis em queda e um cenário externo mais estável —, a tendência é de continuidade do alívio inflacionário.

“A gente deve ter uma continuidade de alívio inflacionário, ainda não sendo projetado para frente um resultado que esteja dentro da meta, mas bem melhor do que aquilo que estava sendo projetado no mês passado”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de o Copom (Comitê de Política Monetária) realizar um novo corte de 0,25 ponto percentual na reunião de agosto, Samuel Barros afirmou que o mercado acredita nessa possibilidade. Ele acredita que a confirmação dessa tendência depende, em grande parte, do resultado do IPCA-15, que será divulgado antes da reunião.

“A esperança da redução de 0,25 agora para a próxima reunião é possível”, declarou.

O especialista se mostrou mais conservador em relação às projeções para o fechamento do ano, afirmando que a taxa Selic deve ficar em torno de 14% a 13,75%. Ele ressaltou que qualquer decisão do Copom depende de um conjunto de fatores, incluindo o comportamento do mercado externo e a questão fiscal brasileira.

“Não é uma escolha simples, não vai ser uma decisão fácil do Copom, mas é uma decisão possível”, concluiu.

Samuel Barros também alertou para o impacto que a retomada dos ataques mútuos entre Estados Unidos e Irã pode ter sobre a inflação brasileira. Segundo ele, a escalada do conflito influencia diretamente os preços dos combustíveis e, por consequência, toda a logística global.

“Isso vai influenciar o preço da logística no mundo, por sua vez, influencia o preço da logística no Brasil, aumentando o nosso risco inflacionário”, afirmou.

O professor mencionou ainda a discussão sobre a revisão de subsídios aos preços dos combustíveis. Barros avaliou que essa revisão já era esperada e desejada pelo mercado, especialmente diante do retorno do petróleo a patamares mais razoáveis de negociação.

“A gente vai sentir, é natural, é uma expectativa que o mercado sinta efeitos disso, mas se o resto dos fenômenos que impactam diretamente a inflação continuarem comportados, é algo bastante controlável”, disse.

Ele estimou que o impacto total sobre a inflação seria de cerca de 0,1% a 0,2%, considerando-o administrável.

“É algo desejável essa redução de subsídios, até porque o mercado precisa andar com as próprias pernas”, concluiu, acrescentando que, caso o cenário global se deteriore novamente, os subsídios poderiam voltar a ser debatidos.

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