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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Agro

Empresas do agronegócio se preparam para nova tarifa dos EUA de 25%

Empresas brasileiras se mobilizam para enfrentar nova tarifa de 25% dos EUA a partir de 22/07.

20/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h55
Empresas do agronegócio se preparam para nova tarifa dos EUA de 25%

As empresas brasileiras impactadas pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos enfrentam um prazo apertado para mitigar os efeitos dessa medida, que entra em vigor na próxima quarta-feira, 22 de julho. A situação é mais crítica entre as companhias do agronegócio, que buscam estratégias para minimizar os impactos financeiros.

A partir dessa data, a tarifa será aplicada integralmente sobre todos os produtos que entrarem no território americano, tornando a antecipação de embarques a principal alternativa para os exportadores nos próximos dias. O advogado tributarista Rafael Pandolfo, especialista em direito econômico e empresarial pela FGV, destaca que o período de adaptação é extremamente limitado.

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“Os sete dias entre o anúncio e o início da vigência servem praticamente para antecipar embarques”,

afirma Pandolfo.

Há, no entanto, uma exceção prevista na regulamentação americana: mercadorias que já tenham iniciado o trânsito internacional antes de 22 de julho e que sejam nacionalizadas nos Estados Unidos até 29 de julho estarão isentas da nova tarifa. Embora o tributo seja pago pelo importador americano, o impacto financeiro tende a ser rapidamente transferido para as empresas brasileiras.

“Esse custo naturalmente acaba sendo transferido ao exportador brasileiro, seja por renegociação de preços, seja pelo cancelamento de pedidos, produzindo efeito imediato no caixa dos setores atingidos”,

explica o especialista.

Após a implementação das tarifas, a principal estratégia das empresas deverá ser jurídica e diplomática, com foco nas autoridades americanas. Pandolfo afirma que a apresentação de pedidos de exclusão tarifária diretamente ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) deve ser feita em parceria com importadores americanos para ser mais eficaz. Esse mecanismo já se mostrou válido em novembro de 2025, quando mais de 200 produtos agrícolas foram retirados da lista de sobretaxação devido à pressão de empresas e consumidores nos EUA.

No Brasil, uma alternativa é pressionar o governo federal a utilizar a Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/2025), como já indicaram representantes do governo. Porém, Pandolfo ressalta que uma resposta de retaliação comercial deve ser tratada com cautela.

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“Uma reação dessa natureza pode provocar uma resposta ainda mais contundente dos Estados Unidos. O apoio governamental aos setores atingidos me parece uma alternativa mais segura para evitar uma escalada das tensões”,

aconselha.

A abertura de uma disputa na OMC (Organização Mundial do Comércio) é uma opção formal, mas com baixa expectativa de resultados práticos, considerando a paralisação do Órgão de Apelação desde 2019.

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Em relação aos preços, apesar das preocupações sobre possíveis reflexos nas cadeias de alimentos, Pandolfo acredita que os mecanismos legais americanos podem reduzir o risco de uma alta significativa dos preços para o consumidor nos EUA. A Seção 301 permite ao USTR ampliar ou revisar a lista de exceções sempre que necessário, preservando produtos sensíveis para a inflação americana.

No mercado brasileiro, o efeito pode ser oposto no curto prazo.

“Se determinados produtos perderem espaço no mercado americano, parte dessa oferta pode permanecer no Brasil, aumentando a disponibilidade doméstica e pressionando os preços para baixo”,

afirma Pandolfo.

O especialista conclui que a evolução das tarifas nas próximas semanas dependerá mais da capacidade de negociação dos setores afetados junto às autoridades americanas do que da entrada em vigor da medida.

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As empresas brasileiras impactadas pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos enfrentam um prazo apertado para mitigar os efeitos dessa medida, que entra em vigor na próxima quarta-feira, 22 de julho. A situação é mais crítica entre as companhias do agronegócio, que buscam estratégias para minimizar os impactos financeiros.

A partir dessa data, a tarifa será aplicada integralmente sobre todos os produtos que entrarem no território americano, tornando a antecipação de embarques a principal alternativa para os exportadores nos próximos dias. O advogado tributarista Rafael Pandolfo, especialista em direito econômico e empresarial pela FGV, destaca que o período de adaptação é extremamente limitado.

“Os sete dias entre o anúncio e o início da vigência servem praticamente para antecipar embarques”,

afirma Pandolfo.

Há, no entanto, uma exceção prevista na regulamentação americana: mercadorias que já tenham iniciado o trânsito internacional antes de 22 de julho e que sejam nacionalizadas nos Estados Unidos até 29 de julho estarão isentas da nova tarifa. Embora o tributo seja pago pelo importador americano, o impacto financeiro tende a ser rapidamente transferido para as empresas brasileiras.

“Esse custo naturalmente acaba sendo transferido ao exportador brasileiro, seja por renegociação de preços, seja pelo cancelamento de pedidos, produzindo efeito imediato no caixa dos setores atingidos”,

explica o especialista.

Após a implementação das tarifas, a principal estratégia das empresas deverá ser jurídica e diplomática, com foco nas autoridades americanas. Pandolfo afirma que a apresentação de pedidos de exclusão tarifária diretamente ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) deve ser feita em parceria com importadores americanos para ser mais eficaz. Esse mecanismo já se mostrou válido em novembro de 2025, quando mais de 200 produtos agrícolas foram retirados da lista de sobretaxação devido à pressão de empresas e consumidores nos EUA.

No Brasil, uma alternativa é pressionar o governo federal a utilizar a Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/2025), como já indicaram representantes do governo. Porém, Pandolfo ressalta que uma resposta de retaliação comercial deve ser tratada com cautela.

“Uma reação dessa natureza pode provocar uma resposta ainda mais contundente dos Estados Unidos. O apoio governamental aos setores atingidos me parece uma alternativa mais segura para evitar uma escalada das tensões”,

aconselha.

A abertura de uma disputa na OMC (Organização Mundial do Comércio) é uma opção formal, mas com baixa expectativa de resultados práticos, considerando a paralisação do Órgão de Apelação desde 2019.

Em relação aos preços, apesar das preocupações sobre possíveis reflexos nas cadeias de alimentos, Pandolfo acredita que os mecanismos legais americanos podem reduzir o risco de uma alta significativa dos preços para o consumidor nos EUA. A Seção 301 permite ao USTR ampliar ou revisar a lista de exceções sempre que necessário, preservando produtos sensíveis para a inflação americana.

No mercado brasileiro, o efeito pode ser oposto no curto prazo.

“Se determinados produtos perderem espaço no mercado americano, parte dessa oferta pode permanecer no Brasil, aumentando a disponibilidade doméstica e pressionando os preços para baixo”,

afirma Pandolfo.

O especialista conclui que a evolução das tarifas nas próximas semanas dependerá mais da capacidade de negociação dos setores afetados junto às autoridades americanas do que da entrada em vigor da medida.

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