Rubio reuniu-se com Sergey Lavrov na manhã de quinta (23), durante a cúpula da ASEAN em Manila. Ambos evitaram responder sobre suposto apoio russo ao Irã e sobre a invasão da Ucrânia.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na manhã desta quinta-feira (23), durante a cúpula da ASEAN, que ocorre em Manila, nas Filipinas.
Durante o encontro, ambos os líderes não responderam às perguntas dos jornalistas sobre um possível apoio da Rússia ao Irã, especialmente no que diz respeito à ajuda para atacar tropas americanas. Também não comentaram sobre a possibilidade de Moscou interromper sua invasão da Ucrânia.
No dia anterior, Rubio foi questionado se pretendia pressionar Lavrov sobre a guerra na Ucrânia. Ele, no entanto, afirmou: “Não sei se a palavra é pressioná-lo. Vamos conversar sobre isso”.
Rubio destacou que a guerra na Ucrânia tem dificultado a capacidade da Rússia e dos Estados Unidos de encontrarem áreas de consenso em outros assuntos. “Isso não significa que não buscaremos outras possibilidades de cooperação”, disse.
O secretário de Estado dos EUA enfatizou ainda que gostaria de ver a guerra chegar ao fim e que o tema seria abordado na conversa com Lavrov. “Talvez agora existam novas condições que permitam que essa conversa aconteça”, acrescentou.
Rubio também mencionou que “esse é um dos temas que vamos explorar em nossa conversa amanhã”.
A tensão entre os Estados Unidos e o Irã aumentou, com novos ataques letais entre os dois países. Durante a campanha presidencial de 2023 e 2024, o presidente Donald Trump afirmou que encerraria a guerra na Ucrânia em até 24 horas após retornar ao cargo, mas mais de 500 dias após o início de seu segundo mandato, o conflito continua sem perspectiva de um acordo de paz e com as negociações avançando lentamente.
Os desdobramentos desse encontro e as declarações de Rubio e Lavrov devem ser acompanhados de perto, uma vez que refletem a complexidade das relações internacionais atuais e o impacto que os conflitos têm sobre a diplomacia global.
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