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Restaurante estrelado enfrenta prisão e multa por sorvete com formigas

Proprietário de restaurante sul-coreano enfrenta prisão e multa por sobremesa com formigas.

23/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h07
Restaurante estrelado enfrenta prisão e multa por sorvete com formigas

Proprietário de casa sul-coreana com duas estrelas Michelin responde a investigação por incluir formigas desidratadas em um sorbet. Promotoria afirma que os insetos, importados dos EUA e da Tailândia desde 2021, podem infringir normas rígidas sobre alimentos.

O proprietário de um restaurante sul-coreano, que possui duas estrelas Michelin, enfrenta a possibilidade de ser preso e de pagar multas significativas devido à inclusão de formigas em uma sobremesa do tipo sorbet. A questão não se restringe à presença dos insetos, mas sim às normas alimentares rigorosas da Coreia do Sul, que determinam quais insetos são permitidos no cardápio.

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A promotoria, que não revelou o nome do restaurante nem do proprietário, informou que o estabelecimento tem servido formigas desidratadas, importadas dos Estados Unidos e da Tailândia, desde 2021. A acusação aponta que cerca de 49 mil formigas foram utilizadas em aproximadamente 12.200 porções da sobremesa, o que levantou preocupações sobre a segurança alimentar.

Embora o chef tenha sido o responsável pela criação do prato, o proprietário foi indiciado por violação da Lei de Saneamento Alimentar. Não está claro se o chef é também o proprietário do restaurante. O Ministério de Segurança de Alimentos e Medicamentos afirmou que as formigas servidas no estabelecimento apresentavam níveis de metais pesados até 55 vezes maiores do que o limite permitido para outros insetos comestíveis.

A promotoria solicitou uma multa de 20 milhões de wons, o equivalente a cerca de US$ 13.580, com base em um lucro de 120 milhões de wons (aproximadamente US$ 81.470) obtido nos últimos quatro anos. A decisão sobre a penalização deve ser anunciada em setembro.

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Em um contexto mais amplo, o consumo de insetos na Coreia do Sul não é visto de forma negativa. Petiscos tradicionais, como o beondegi, feito de pupas de bicho-da-seda cozidas no vapor, são populares entre os vendedores ambulantes. Contudo, a legislação permite apenas 10 espécies de insetos para consumo humano, como gafanhotos e bichos-da-seda, e a inclusão de outros insetos, como formigas, exige autorização.

Os advogados do restaurante alegaram que o chef utilizava as formigas para dar acidez ao prato, sem estar ciente de que a receita, já utilizada por ele em outros países, era proibida na Coreia do Sul. Eles também destacaram que as formigas eram servidas a apenas 60% dos clientes e que o ingrediente estava claramente indicado no cardápio.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), pelo menos dois bilhões de pessoas consomem insetos diariamente em todo o mundo. Entre os grupos mais consumidos estão formigas, besouros e grilos. A tendência de consumo de insetos tem crescido nos últimos anos em várias partes do mundo, incluindo Europa e Estados Unidos, com chefs como Joseph Yoon promovendo a aceitação desses alimentos em suas criações culinárias.

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Proprietário de casa sul-coreana com duas estrelas Michelin responde a investigação por incluir formigas desidratadas em um sorbet. Promotoria afirma que os insetos, importados dos EUA e da Tailândia desde 2021, podem infringir normas rígidas sobre alimentos.

O proprietário de um restaurante sul-coreano, que possui duas estrelas Michelin, enfrenta a possibilidade de ser preso e de pagar multas significativas devido à inclusão de formigas em uma sobremesa do tipo sorbet. A questão não se restringe à presença dos insetos, mas sim às normas alimentares rigorosas da Coreia do Sul, que determinam quais insetos são permitidos no cardápio.

A promotoria, que não revelou o nome do restaurante nem do proprietário, informou que o estabelecimento tem servido formigas desidratadas, importadas dos Estados Unidos e da Tailândia, desde 2021. A acusação aponta que cerca de 49 mil formigas foram utilizadas em aproximadamente 12.200 porções da sobremesa, o que levantou preocupações sobre a segurança alimentar.

Embora o chef tenha sido o responsável pela criação do prato, o proprietário foi indiciado por violação da Lei de Saneamento Alimentar. Não está claro se o chef é também o proprietário do restaurante. O Ministério de Segurança de Alimentos e Medicamentos afirmou que as formigas servidas no estabelecimento apresentavam níveis de metais pesados até 55 vezes maiores do que o limite permitido para outros insetos comestíveis.

A promotoria solicitou uma multa de 20 milhões de wons, o equivalente a cerca de US$ 13.580, com base em um lucro de 120 milhões de wons (aproximadamente US$ 81.470) obtido nos últimos quatro anos. A decisão sobre a penalização deve ser anunciada em setembro.

Em um contexto mais amplo, o consumo de insetos na Coreia do Sul não é visto de forma negativa. Petiscos tradicionais, como o beondegi, feito de pupas de bicho-da-seda cozidas no vapor, são populares entre os vendedores ambulantes. Contudo, a legislação permite apenas 10 espécies de insetos para consumo humano, como gafanhotos e bichos-da-seda, e a inclusão de outros insetos, como formigas, exige autorização.

Os advogados do restaurante alegaram que o chef utilizava as formigas para dar acidez ao prato, sem estar ciente de que a receita, já utilizada por ele em outros países, era proibida na Coreia do Sul. Eles também destacaram que as formigas eram servidas a apenas 60% dos clientes e que o ingrediente estava claramente indicado no cardápio.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), pelo menos dois bilhões de pessoas consomem insetos diariamente em todo o mundo. Entre os grupos mais consumidos estão formigas, besouros e grilos. A tendência de consumo de insetos tem crescido nos últimos anos em várias partes do mundo, incluindo Europa e Estados Unidos, com chefs como Joseph Yoon promovendo a aceitação desses alimentos em suas criações culinárias.

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