Henrique Prata alertou para a falta de apoio público e os desafios financeiros do Hospital de Amor. Defendeu atendimento oncológico universal e acesso de qualidade para todos os pacientes.
Henrique Prata, presidente do Hospital de Câncer de Barretos, atualmente conhecido como Hospital de Amor, conversou recentemente sobre os desafios enfrentados pela instituição, que é referência no tratamento oncológico. Em diálogo, ele compartilhou suas reflexões sobre a necessidade de apoio governamental e a importância de garantir atendimento de qualidade a todos os pacientes.
Prata destacou que “o futuro do Hospital de Amor é provar que o que é certo deve ser feito para todos”. Ele criticou a situação da saúde pública, ressaltando que “o que falta no Governo é uma sociedade completa”. O presidente expressou preocupação com as filas de espera e as dificuldades enfrentadas por pessoas em situação de vulnerabilidade, afirmando que “não existe justificativa para você ver esse monte de fila e essas situações que a pobreza sofre nas filas”.
O presidente do hospital também enfatizou a qualidade do tratamento gratuito que a instituição oferece, chamando a atenção para a importância da rede de solidariedade que atende milhares de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Quando a gente puxa a régua, como nós fizemos com a medicina robótica, honesta e os números que o hospital pratica, você joga uma responsabilidade maior em cima do Governo”, declarou Prata.
Ele ressaltou que a atuação do Governo deve ser mais ágil: “Ele entra, mas sempre entra atrasado. A primeira que entra é a sociedade, que enxerga e nos ajuda com mais veemência”. Além disso, Prata falou sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pela instituição, que opera mensalmente com um déficit operacional significativo. “Você trabalhar com déficit operacional de 50 ou 60 milhões por mês, tem que ter uma fé muito maior que qualquer dinheiro”, afirmou.
Ainda, o presidente apontou que, mesmo com recursos, a angústia persiste devido aos altos custos. “Quando eu ponho só a parte do tratamento, faltam 50 milhões de reais apenas para a unidade de Barretos, porque tem uma tecnologia muito avançada”, concluiu, ressaltando que a sociedade reconhece o Hospital do Amor como uma instituição diferenciada e honesta.




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