Setor mineral registrou alta de 8,2% no 1º semestre de 2026, com receita de R$ 150,7 bi. Ouro subiu 44,2% e cobre impulsionaram o avanço, compensando queda do minério de ferro.
O setor mineral brasileiro registrou um faturamento de R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) nesta terça-feira (28). Este resultado apresenta uma alta de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o faturamento foi de R$ 139,2 bilhões.
O crescimento do setor foi impulsionado principalmente pelos segmentos de ouro e cobre, que compensaram a queda observada no faturamento do minério de ferro, que é o principal produto da mineração no Brasil.
O faturamento com ouro avançou 44,2%, saltando de R$ 17,6 bilhões para R$ 25,3 bilhões. A receita oriunda do cobre também teve um crescimento significativo de 41%, passando de R$ 14,6 bilhões para R$ 20,6 bilhões. A valorização das commodities no mercado internacional foi um fator importante para esse aumento. O preço médio do ouro subiu 52,9% na comparação anual, enquanto o cobre teve um aumento de 38,8%.
O ouro tende a ser uma escolha preferencial em períodos de instabilidade econômica e geopolítica, quando investidores buscam segurança em ativos de valor. O cobre, por sua vez, é considerado estratégico para a transição energética, sendo utilizado em redes elétricas, veículos elétricos e sistemas de geração renovável, além de ser essencial para a infraestrutura necessária à eletrificação da economia.
Em contrapartida, o minério de ferro apresentou uma queda de 3,1% em seu faturamento, que passou de R$ 73,5 bilhões para R$ 71,2 bilhões. Apesar da queda, a commodity ainda representou 47,2% de toda a receita do setor mineral no primeiro semestre.
Minas Gerais e Pará foram os estados que concentraram mais de 70% do faturamento da mineração brasileira no período. Minas Gerais liderou o ranking com R$ 57,6 bilhões, equivalente a 38,2% do total nacional. O Pará ficou em segundo lugar, com R$ 52,2 bilhões, representando 34,6% do faturamento. A Bahia ocupou a terceira posição, com R$ 7,5 bilhões e 5% de participação.
A arrecadação de impostos e tributos pelo setor mineral atingiu R$ 52 bilhões no primeiro semestre, refletindo um crescimento de 8,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Deste total, R$ 3,8 bilhões foram arrecadados por meio da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecida como royalty da mineração, apresentando um crescimento de 3,6% em relação ao primeiro semestre de 2025.
Dados de maio, o último disponível, mostram que a indústria extrativa mineral contava com 229.614 empregos diretos, sem considerar o setor de petróleo e gás. Entre janeiro e maio, foram abertas 421 novas vagas de trabalho.
No campo das exportações, o setor mineral brasileiro alcançou um total de US$ 25,1 bilhões no primeiro semestre, aumentando 24,1% em relação ao mesmo período de 2025. Em volume, foram exportadas 196,2 milhões de toneladas de produtos minerais, com um crescimento de 2,4%. O minério de ferro representou 53,6% do valor exportado, enquanto as exportações de ouro e cobre também apresentaram altas significativas, de 69,3% e 83,8%, respectivamente.
A China continuou sendo o principal destino dos produtos minerais brasileiros, recebendo 70,1% do volume exportado pelo setor. As importações minerais cresceram 18,9% em valor, totalizando US$ 4,8 bilhões. O saldo da balança comercial mineral chegou a US$ 20,3 bilhões, um aumento de 25,4%, o que representa 48% do superávit comercial brasileiro registrado no primeiro semestre de 2026.
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