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Política

China constrói corredor solar de 400 km no deserto de Kubuqi

China avança na construção da Grande Muralha Solar, um projeto ambicioso no deserto de Kubuqi.

29/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h27
China constrói corredor solar de 400 km no deserto de Kubuqi

O projeto avança na Mongólia Interior desde 2019, partindo da usina de Junma com mais de 196 mil painéis; a expansão teve início em 2022. O governo mira concluir até 2030, com 60 GW previstos.

A China está em andamento com um dos seus projetos de infraestrutura mais ambiciosos: a Grande Muralha Solar. Este corredor de painéis solares terá uma extensão de 400 km e está sendo construído no deserto de Kubuqi, localizado na região da Mongólia Interior, no noroeste do país. O projeto foi iniciado em 2019, a partir da usina de Junma, que conta com mais de 196 mil painéis fotovoltaicos, e teve sua expansão iniciada em 2022.

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O governo chinês tem como objetivo concluir a Grande Muralha Solar até 2030, quando a instalação deverá alcançar sua capacidade máxima de 60 GW (gigawatts), superando em mais de quatro vezes a capacidade da Usina de Itaipu, a maior hidrelétrica do Brasil. Ao todo, o projeto contará com mais de 3 milhões de painéis solares, embora o valor total do investimento ainda não tenha sido divulgado, estimativas indicam um custo em torno de US$ 100 bilhões.

No primeiro semestre de 2026, a Grande Muralha Solar já possui uma capacidade instalada superior a 27 GW. A localização do projeto é distante dos grandes centros urbanos, sendo Hohhot, a maior cidade da Mongólia Interior, um município com apenas 2,9 milhões de habitantes, um número relativamente pequeno em comparação a outras metrópoles do país. Assim, a energia gerada será principalmente direcionada para a região de Hebei-Pequim-Tianjin, que está a cerca de 500 km do deserto.

Um dos principais desafios enfrentados é a necessidade de reforçar a rede de transmissão elétrica do país. Um relatório do Global Energy Monitor, publicado em 21 de julho, aponta que a China está construindo mais usinas solares e eólicas do que todos os outros países juntos, mas a infraestrutura de transmissão não está acompanhando esse crescimento. A estratégia energética da China se baseia em grandes bases de produção de energia em regiões com alta incidência de luz solar, como desertos.

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Além disso, a expansão das fontes de energia renovável tem gerado cortes na geração, conhecidos como curtailments, para evitar sobrecargas no sistema, questão que também impacta o Brasil. Entre 10% e 17% da energia solar produzida nas províncias do noroeste chinês foi desperdiçada em 2025. Enquanto isso, a demanda por energia na China continua a crescer, especialmente em horários de pico, quando a geração solar e eólica é reduzida.

A região da Mongólia Interior, que abriga a Grande Muralha Solar, é também a principal produtora de carvão do país, com uma produção anual em torno de 1,2 bilhão de toneladas. O projeto de energia solar não visa apenas a transição energética, mas serve também como um complemento mais econômico à crescente demanda por energia.

Outro aspecto importante da Grande Muralha Solar é o combate à desertificação na região, que ocasiona tempestades de areia, afetando até Pequim. A instalação de painéis solares tem mostrado resultados positivos na reversão desse processo, como observado na usina de Talatan, a maior fazenda de painéis do mundo. Essa usina, que começou a ser construída em 2011, demonstrou que a instalação de painéis solares pode reduzir a evaporação do solo e aumentar a umidade.

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A China, além de investir na construção de grandes usinas, também desenvolveu uma robusta indústria de painéis solares, liderando globalmente em todos os estágios da cadeia de produção, desde a fabricação do polissilício até a montagem dos módulos. De acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia, a China detém 78% da capacidade mundial de fabricação de módulos solares e 97% da produção potencial de wafers, evidenciando sua posição dominante no setor.

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O projeto avança na Mongólia Interior desde 2019, partindo da usina de Junma com mais de 196 mil painéis; a expansão teve início em 2022. O governo mira concluir até 2030, com 60 GW previstos.

A China está em andamento com um dos seus projetos de infraestrutura mais ambiciosos: a Grande Muralha Solar. Este corredor de painéis solares terá uma extensão de 400 km e está sendo construído no deserto de Kubuqi, localizado na região da Mongólia Interior, no noroeste do país. O projeto foi iniciado em 2019, a partir da usina de Junma, que conta com mais de 196 mil painéis fotovoltaicos, e teve sua expansão iniciada em 2022.

O governo chinês tem como objetivo concluir a Grande Muralha Solar até 2030, quando a instalação deverá alcançar sua capacidade máxima de 60 GW (gigawatts), superando em mais de quatro vezes a capacidade da Usina de Itaipu, a maior hidrelétrica do Brasil. Ao todo, o projeto contará com mais de 3 milhões de painéis solares, embora o valor total do investimento ainda não tenha sido divulgado, estimativas indicam um custo em torno de US$ 100 bilhões.

No primeiro semestre de 2026, a Grande Muralha Solar já possui uma capacidade instalada superior a 27 GW. A localização do projeto é distante dos grandes centros urbanos, sendo Hohhot, a maior cidade da Mongólia Interior, um município com apenas 2,9 milhões de habitantes, um número relativamente pequeno em comparação a outras metrópoles do país. Assim, a energia gerada será principalmente direcionada para a região de Hebei-Pequim-Tianjin, que está a cerca de 500 km do deserto.

Um dos principais desafios enfrentados é a necessidade de reforçar a rede de transmissão elétrica do país. Um relatório do Global Energy Monitor, publicado em 21 de julho, aponta que a China está construindo mais usinas solares e eólicas do que todos os outros países juntos, mas a infraestrutura de transmissão não está acompanhando esse crescimento. A estratégia energética da China se baseia em grandes bases de produção de energia em regiões com alta incidência de luz solar, como desertos.

Além disso, a expansão das fontes de energia renovável tem gerado cortes na geração, conhecidos como curtailments, para evitar sobrecargas no sistema, questão que também impacta o Brasil. Entre 10% e 17% da energia solar produzida nas províncias do noroeste chinês foi desperdiçada em 2025. Enquanto isso, a demanda por energia na China continua a crescer, especialmente em horários de pico, quando a geração solar e eólica é reduzida.

A região da Mongólia Interior, que abriga a Grande Muralha Solar, é também a principal produtora de carvão do país, com uma produção anual em torno de 1,2 bilhão de toneladas. O projeto de energia solar não visa apenas a transição energética, mas serve também como um complemento mais econômico à crescente demanda por energia.

Outro aspecto importante da Grande Muralha Solar é o combate à desertificação na região, que ocasiona tempestades de areia, afetando até Pequim. A instalação de painéis solares tem mostrado resultados positivos na reversão desse processo, como observado na usina de Talatan, a maior fazenda de painéis do mundo. Essa usina, que começou a ser construída em 2011, demonstrou que a instalação de painéis solares pode reduzir a evaporação do solo e aumentar a umidade.

A China, além de investir na construção de grandes usinas, também desenvolveu uma robusta indústria de painéis solares, liderando globalmente em todos os estágios da cadeia de produção, desde a fabricação do polissilício até a montagem dos módulos. De acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia, a China detém 78% da capacidade mundial de fabricação de módulos solares e 97% da produção potencial de wafers, evidenciando sua posição dominante no setor.

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