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Política

Chanceler argentino nega ruptura com Brasil após ofensa de Milei

Chanceler argentino descarta rompimento com o Brasil após ofensas de Milei a Lula.

29/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h50
Chanceler argentino nega ruptura com Brasil após ofensa de Milei

Pablo Quirno afirmou nesta quarta (29) que as relações bilaterais não serão rompidas, apesar das declarações de Javier Milei. Em entrevista à Rádio Mitre, o chanceler buscou minimizar o desgaste diplomático.

O chanceler argentino, Pablo Quirno, afirmou nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026, que não há possibilidade de ruptura nas relações diplomáticas entre Argentina e Brasil, apesar das tensões recentes geradas por declarações do presidente argentino, Javier Milei. O presidente, que representa o partido La Libertad Avanza, ofendeu o mandatário brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante um evento do PL em São Paulo no último sábado, 25 de julho.

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A declaração de Quirno foi feita em entrevista à Rádio Mitre, buscando minimizar o desgaste nas relações entre os dois países. O governo brasileiro havia convocado seu embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, para discutir o estado das relações bilaterais.

“Não há nenhuma chance de que, do nosso lado, a relação se rompa. Nós não levamos isso ao plano institucional”, disse Quirno.

O chanceler enfatizou que o episódio deve ser considerado dentro de um histórico mais amplo de divergências entre Argentina e Brasil, e defendeu a participação de Milei no evento como um ato de apoio pessoal à família Bolsonaro, sem caráter institucional.

“O presidente participou de um ato partidário porque evidentemente apoia a família Bolsonaro no Brasil”, afirmou Quirno.

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Ele também destacou que, embora não se possa influenciar nas campanhas eleitorais de outros países, o Brasil tem feito isso. Quirno ressaltou que a relação entre os governos de Alberto Fernández e Jair Bolsonaro já havia sido marcada por desentendimentos ideológicos.

Em relação às críticas de Milei a Lula e seus ministros, Quirno informou que o governo argentino não pretende responder. “Eles querem que a eleição saia de um jeito, e nós de outro”, declarou.

Sobre a convocação do embaixador brasileiro a Brasília, o chanceler aguarda o retorno de Bitelli à Argentina para continuar desenvolvendo a agenda comercial entre os dois países.

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No evento em São Paulo, Milei havia feito declarações contundentes, referindo-se ao “risco Lula” e criticando abertamente o governo brasileiro. Ele disse que a Argentina conhece as consequências do socialismo, enfatizando que “vimos como esses malditos esquerdistas levaram uma nação que era potência mundial à pobreza”.

Essas declarações geraram um clima de tensão nas relações diplomáticas, mas Quirno reafirmou que não se deve considerar a situação como um rompimento nas relações entre as duas nações.

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Pablo Quirno afirmou nesta quarta (29) que as relações bilaterais não serão rompidas, apesar das declarações de Javier Milei. Em entrevista à Rádio Mitre, o chanceler buscou minimizar o desgaste diplomático.

O chanceler argentino, Pablo Quirno, afirmou nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026, que não há possibilidade de ruptura nas relações diplomáticas entre Argentina e Brasil, apesar das tensões recentes geradas por declarações do presidente argentino, Javier Milei. O presidente, que representa o partido La Libertad Avanza, ofendeu o mandatário brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante um evento do PL em São Paulo no último sábado, 25 de julho.

A declaração de Quirno foi feita em entrevista à Rádio Mitre, buscando minimizar o desgaste nas relações entre os dois países. O governo brasileiro havia convocado seu embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, para discutir o estado das relações bilaterais.

“Não há nenhuma chance de que, do nosso lado, a relação se rompa. Nós não levamos isso ao plano institucional”, disse Quirno.

O chanceler enfatizou que o episódio deve ser considerado dentro de um histórico mais amplo de divergências entre Argentina e Brasil, e defendeu a participação de Milei no evento como um ato de apoio pessoal à família Bolsonaro, sem caráter institucional.

“O presidente participou de um ato partidário porque evidentemente apoia a família Bolsonaro no Brasil”, afirmou Quirno.

Ele também destacou que, embora não se possa influenciar nas campanhas eleitorais de outros países, o Brasil tem feito isso. Quirno ressaltou que a relação entre os governos de Alberto Fernández e Jair Bolsonaro já havia sido marcada por desentendimentos ideológicos.

Em relação às críticas de Milei a Lula e seus ministros, Quirno informou que o governo argentino não pretende responder. “Eles querem que a eleição saia de um jeito, e nós de outro”, declarou.

Sobre a convocação do embaixador brasileiro a Brasília, o chanceler aguarda o retorno de Bitelli à Argentina para continuar desenvolvendo a agenda comercial entre os dois países.

No evento em São Paulo, Milei havia feito declarações contundentes, referindo-se ao “risco Lula” e criticando abertamente o governo brasileiro. Ele disse que a Argentina conhece as consequências do socialismo, enfatizando que “vimos como esses malditos esquerdistas levaram uma nação que era potência mundial à pobreza”.

Essas declarações geraram um clima de tensão nas relações diplomáticas, mas Quirno reafirmou que não se deve considerar a situação como um rompimento nas relações entre as duas nações.

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