Marina Silva, candidata ao Senado por São Paulo, chamou o discurso de Javier Milei de "agressão" a Lula e à Presidência. Apesar das críticas, disse que a cooperação Brasil-Argentina não será afetada: "Nós sabemos separar as coisas".
A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado Federal por São Paulo, Marina Silva, manifestou críticas ao discurso do presidente argentino Javier Milei, que ocorreu durante a convenção do Partido Liberal (PL) no último sábado, dia 25 de julho de 2026. No entanto, Marina ressaltou que isso não impacta a colaboração entre Brasil e Argentina.
Segundo Marina, as declarações de Milei foram uma “agressão” não apenas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também à instituição da Presidência da República do Brasil. “Nós sabemos separar as coisas”, afirmou a ex-ministra em uma entrevista.
O evento em São Paulo, onde Milei fez suas declarações, teve como objetivo lançar o senador Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência. Durante sua fala, o presidente argentino expressou sua amizade com o ex-presidente Jair Bolsonaro e comentou sobre o que chamou de “risco Kuka”, em referência à família Kirchner. Ele também mencionou que atualmente o Brasil enfrenta o “risco Lula” e fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, chamando-o de “lixo careca”.
As falas de Milei aumentaram a tensão nas relações entre Brasília e Buenos Aires, que já estavam marcadas por desavenças políticas desde a posse do presidente argentino em dezembro de 2023. Em resposta às declarações, no dia seguinte, 26 de julho, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou para consultas o embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli, e também chamou o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, para apresentar um protesto formal.
O presidente Lula, por sua vez, fez uma ironia sobre as declarações de Milei na segunda-feira, 27 de julho, ao ser questionado sobre o assunto, respondendo: “Quem é esse cara?”. As reações refletem a fragilidade das relações diplomáticas entre os dois países, que continuam a ser influenciadas por divergências políticas e econômicas.
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