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Internacional

eBay pagará milhões a jornalistas perseguidos por campanha de intimidação

eBay e jornalistas Ina e David Steiner firmam acordo milionário após campanha de intimidação.

29/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h50
eBay pagará milhões a jornalistas perseguidos por campanha de intimidação

Ina e David Steiner, do EcommerceBytes, receberão milhões após acordo com eBay por campanha de 2019. Documentos mostram que o então CEO Devin Wenig pediu ações para silenciar críticas.

O eBay e ex-executivos da empresa firmaram um acordo judicial com os jornalistas Ina e David Steiner, encerrando um processo relacionado a uma campanha de perseguição e intimidação que ocorreu em 2019. O casal, que é proprietário do site e da newsletter EcommerceBytes, deverá receber milhões de dólares após ter sido alvo de ações de funcionários da empresa para tentar silenciar críticas feitas por Ina Steiner.

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A situação teve início após reportagens da jornalista que descontentaram o então CEO do eBay, Devin Wenig. Documentos apresentados no processo revelaram que Wenig solicitou ao setor de comunicação da empresa que “derrubasse” a jornalista. Consequentemente, o executivo de comunicação teria instruído o chefe da equipe de segurança a tomar medidas para silenciar Ina, dando início a uma série de ataques contra os jornalistas, incluindo ameaças virtuais e o envio de objetos perturbadores para a residência do casal.

Entre os itens enviados estavam baratas vivas, uma máscara de porco com aparência ensanguentada, uma coroa de flores funerária e um livro sobre como lidar com a perda de um cônjuge. Em 2020, sete funcionários da equipe de segurança do eBay se declararam culpados por sua participação no esquema de perseguição.

O advogado dos jornalistas, Christopher Murphy, destacou que o objetivo da ação era expor os acontecimentos, responsabilizar os envolvidos e evitar que outros jornalistas enfrentem situações semelhantes.

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O acordo prevê que o eBay pague US$ 46,15 milhões ao casal. Além disso, a empresa fará uma doação de US$ 6 milhões para organizações sem fins lucrativos. Outros envolvidos também deverão pagar indenizações, incluindo: Devin Wenig, que pagará US$ 2 milhões e mais US$ 1 milhão destinado a uma instituição ligada à defesa da liberdade de imprensa em nome de Ina Steiner; Wendy Jones, ex-executiva, que pagará US$ 500 mil; e Steve Wymer, ex-executivo do eBay, que pagará US$ 50 mil.

Em um comunicado, o eBay classificou as ações de 2019 como “erradas, repreensíveis e que nunca deveriam ter acontecido”. A empresa ressaltou que o episódio não reflete sua cultura atual e mencionou mudanças implementadas desde então, como a contratação de novos líderes e a melhoria de políticas internas e treinamentos éticos.

Devin Wenig também se manifestou, lamentando o ocorrido com os jornalistas e negando ter conhecimento prévio da campanha de assédio. Segundo ele, isso foi corroborado por uma auditoria independente, uma investigação federal e pelo depoimento sob juramento do funcionário que liderou o esquema. Wenig afirmou que as ações foram realizadas sem sua autorização e contrariam os valores que defende, além de reiterar seu apoio à liberdade de imprensa e ao direito dos Steiner de criticar a empresa.

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Ina e David Steiner, do EcommerceBytes, receberão milhões após acordo com eBay por campanha de 2019. Documentos mostram que o então CEO Devin Wenig pediu ações para silenciar críticas.

O eBay e ex-executivos da empresa firmaram um acordo judicial com os jornalistas Ina e David Steiner, encerrando um processo relacionado a uma campanha de perseguição e intimidação que ocorreu em 2019. O casal, que é proprietário do site e da newsletter EcommerceBytes, deverá receber milhões de dólares após ter sido alvo de ações de funcionários da empresa para tentar silenciar críticas feitas por Ina Steiner.

A situação teve início após reportagens da jornalista que descontentaram o então CEO do eBay, Devin Wenig. Documentos apresentados no processo revelaram que Wenig solicitou ao setor de comunicação da empresa que “derrubasse” a jornalista. Consequentemente, o executivo de comunicação teria instruído o chefe da equipe de segurança a tomar medidas para silenciar Ina, dando início a uma série de ataques contra os jornalistas, incluindo ameaças virtuais e o envio de objetos perturbadores para a residência do casal.

Entre os itens enviados estavam baratas vivas, uma máscara de porco com aparência ensanguentada, uma coroa de flores funerária e um livro sobre como lidar com a perda de um cônjuge. Em 2020, sete funcionários da equipe de segurança do eBay se declararam culpados por sua participação no esquema de perseguição.

O advogado dos jornalistas, Christopher Murphy, destacou que o objetivo da ação era expor os acontecimentos, responsabilizar os envolvidos e evitar que outros jornalistas enfrentem situações semelhantes.

O acordo prevê que o eBay pague US$ 46,15 milhões ao casal. Além disso, a empresa fará uma doação de US$ 6 milhões para organizações sem fins lucrativos. Outros envolvidos também deverão pagar indenizações, incluindo: Devin Wenig, que pagará US$ 2 milhões e mais US$ 1 milhão destinado a uma instituição ligada à defesa da liberdade de imprensa em nome de Ina Steiner; Wendy Jones, ex-executiva, que pagará US$ 500 mil; e Steve Wymer, ex-executivo do eBay, que pagará US$ 50 mil.

Em um comunicado, o eBay classificou as ações de 2019 como “erradas, repreensíveis e que nunca deveriam ter acontecido”. A empresa ressaltou que o episódio não reflete sua cultura atual e mencionou mudanças implementadas desde então, como a contratação de novos líderes e a melhoria de políticas internas e treinamentos éticos.

Devin Wenig também se manifestou, lamentando o ocorrido com os jornalistas e negando ter conhecimento prévio da campanha de assédio. Segundo ele, isso foi corroborado por uma auditoria independente, uma investigação federal e pelo depoimento sob juramento do funcionário que liderou o esquema. Wenig afirmou que as ações foram realizadas sem sua autorização e contrariam os valores que defende, além de reiterar seu apoio à liberdade de imprensa e ao direito dos Steiner de criticar a empresa.

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