Estatal chinesa vendeu metade das 504 mil t ofertadas na sexta, maior leilão desde janeiro. Lotes 2022-25 foram vendidos a um preço médio de 4.033 iuanes (US$597,81/t); entregas de set. a nov.
A Sinograin, estatal chinesa de estocagem, vendeu na última sexta-feira cerca de metade das 504.000 toneladas de soja importada que foram oferecidas em leilão. Este foi o maior leilão realizado desde janeiro. A movimentação ocorreu em um momento em que a empresa busca abrir espaço para as cargas de soja provenientes dos Estados Unidos.
A soja negociada no leilão é das safras de 2022 a 2025 e foi vendida a um preço médio de 4.033 iuanes, equivalente a US$ 597,81 por tonelada. As entregas estão programadas principalmente para o período de setembro até o final de novembro, conforme informado por dois operadores do mercado.
“Os preços não são particularmente atrativos. Os compradores são, em sua maioria, aqueles que buscam reabastecer estoques de soja porque haviam comprado muito pouco anteriormente”, disse um trader asiático.
Outro trader, também baseado na Ásia, comentou que, apesar das vendas, as expectativas são otimistas. “Não está tão ruim, considerando que é o primeiro leilão. É provável que as coisas melhorem nos leilões seguintes”, afirmou. Ele destacou ainda que as reservas estão interessadas em renovar seus estoques e abrir espaço para a chegada de novos carregamentos de soja dos EUA.
Além disso, a Sinograin anunciou planos para realizar uma nova venda de 501.000 toneladas de soja das safras de 2022 a 2025 na próxima quarta-feira, com entregas previstas de outubro até o final de dezembro. Este anúncio marca a segunda venda desse porte em uma semana, sendo um indicativo da retomada dos leilões em grande escala desde janeiro.
Operadores do setor esperam que a Sinograin leiloará uma média de 500.000 toneladas de soja importada nas próximas semanas. Essa movimentação é parte das ações da China para cumprir uma meta estabelecida pela Casa Branca, que prevê a compra de 25 milhões de toneladas de soja anualmente até 2028.
Entretanto, a continuidade dos leilões da Sinograin pode impactar a demanda pela soja brasileira. De acordo com informações de Johnny Xiang, fundador da AgRadar Consulting, “a continuidade dos leilões da Sinograin provavelmente reduzirá a demanda pela soja da safra anterior do Brasil, já que algumas usinas de esmagamento podem optar por comprar da estatal de estocagem”.
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